20 jogadores que saíram da Copa do Mundo maiores do que entraram

A Copa do Mundo é realizada em um mês em que todas as atenções estão voltadas para aquelas partidas, e muitos jogadores aproveitam o palco para se projetarem, pensando no futuro de suas carreiras. Na Rússia, não foi diferente. A seguir, listamos 20 atletas que saíram do Mundial maiores do que entraram, tentando evitar nomes que já eram mais ou menos consagrados, mas que também cresceram de tamanho, como Luka Modric e Eden Hazard. A história também já provou que existem jogadores que brilham na Copa do Mundo e nunca mais. Então, todos estes também precisam confirmar a boa impressão que deixaram nos próximos quatro anos pelos seus clubes.

Denis Cheryshev

Denis Cheryshev, da Rússia: dois golaços na estreia (Photo by Matthias Hangst/Getty Images)

A passagem de Denis Cheryshev, cria das categorias de base, pelo Real Madrid será resumida pelo erro administrativo que eliminou o clube da Copa do Rei. Ele enfrentou o Cádiz, em dezembro, mas estava suspenso pelo acúmulo de amarelos. Cheryshev foi emprestado para o Valencia, no início do ano seguinte, e vendido definitivamente para o Villarreal. Estava há duas temporadas no Submarino Amarelo, sem brilhar e colecionando lesões, quando chegou à Copa do Mundo da Rússia. Não atuava há três anos pela seleção quando foi chamado para os amistosos do último mês de março. Estreou com dois gols muito bonitos contra a Arábia Saudita e emendou outro diante do Egito. Anotou uma pintura nas quartas de final, contra a Croácia, e terminou o torneio como um dos melhores jogadores da surpreendente campanha da equipe da casa.

Kylian Mbappé

Mbappé, da França (Foto: Getty Images)

O potencial de Mbappé sempre foi claro. E gigantesco. Fez uma temporada de gente grande, ainda muito jovem, na campanha do título francês do Monaco e foi comprado por uma bala pelo Paris Saint-Germain. Fez outro ano muito bom, mas, entre as estrelas do PSG, ainda era visto mais como um coadjuvante. A mesma coisa na seleção francesa: apoio a Griezmann e Pogba. A atuação contra a Argentina o fez mudar de patamar. Foi notado por todos pelo que foi capaz de fazer nos maiores palcos do futebol. Tornou-se o primeiro moleque com menos de 20 anos a marcar em finais de Copa do Mundo desde um certo Edson Arantes do Nascimento. Retorna para Paris com muito mais moral. Com o troféu do Mundial e com o prêmio de melhor jogador jovem da competição.

Kasper Schmeichel

Kasper Schmeichel

O dono da seleção dinamarquesa era Christian Eriksen. O meia armava e fazia os gols da Dinamarca, quase ao mesmo tempo. Mas, na Copa do Mundo, quem mais brilhou foi um sobrenome conhecido da torcida. Kasper Schmeichel fez defesas cruciais nos jogos contra Peru e Austrália, que colocaram a Dinamarca nas oitavas de final. Contra a Croácia, defendeu um pênalti de Luka Modric, na prorrogação. E na disputa de penalidades, defendeu os chutes de Milan Badelj e Josip Pivaric. Só não foi o herói da classificação porque Subasic fez três intervenções. À altura das oitavas de final, era o melhor goleiro da Copa do Mundo. Aos 31 anos, o campeão inglês pelo Leicester mostrou que merece a confiança e talvez uma transferência para um clube maior.

André Carrillo

André Carrillo, do Peru (Foto: Getty Images)

Desde que chegou ao Benfica, André Carillo teve uma temporada como reserva pelos Encarnados, e outra emprestado para o Watford, sem grandes brilhos. Mas, na Copa do Mundo, foi talvez o principal jogador da seleção peruana, que não se classificou para as oitavas de final, mas mostrou um bom futebol ao longo das três partidas. Foi uma ameaça constante pelo lado direito do ataque contra Dinamarca e França e marcou o primeiro gol do país na competição, diante da Austrália. O prêmio foi um contrato milionário, mais do que uma transferência para atuar mais em outro clube da Europa. Está próximo de ser emprestado para o Al Hilal, da Arábia Saudita, o novo time de Jorge Jesus, ex-comandante do Sporting, por onde o peruano também passou.

Dejan Lovren

Dejan Lovren, da Croácia (Foto: Getty Images)

A temporada não começou bem para Lovren. Em outubro, jogou muito mal em Wembley contra o Tottenham, que goleou o Liverpool por 4 a 1. Chegou a ficar um breve tempo afastado, mas Jürgen Klopp não desiste fácil de seus jogadores – e Joel Matip machucou-se. Em dezembro, estava de volta à equipe titular e, com a companhia de Virgil Van Dijk, cresceu de rendimento. Brilhou na Champions League, inclusive marcando Cristiano Ronaldo na final de Kiev. Pouco mais de um mês depois, disputou outra final, a da Copa do Mundo, depois de uma campanha em que foi uma rocha ao lado de Domagoj Vida. Volta a Anfield cheio de moral.

Casemiro

Casemiro, do Brasil (Foto: Getty Images)

Casemiro sempre foi um jogador importante, tanto para o seu clube, quanto para a sua seleção. Mas o que jogou pelo Brasil na Copa do Mundo foi brincadeira. Como ficou provado nas quartas de final contra a Bélgica, era o principal ponto de equilíbrio do meio-campo, fazendo o trabalho sujo para facilitar a vida de Coutinho e Paulinho. Claro que a atuação de Fernandinho contra os belgas foi muito abaixo do que o jogador do Manchester City poderia fazer, mas a ausência do volante do Real Madrid foi tão notável que ficou claro como era uma peça essencial para o funcionamento da equipe de Tite.

Xherdan Shaqiri

Shaqiri, da Suíça, comemora (Photo by Clive Rose/Getty Images)

Shaqiri caminhava para ser aquela grande promessa que frustrou as expectativas, quando tudo mudou durante a Copa do Mundo. O crescimento do seu futebol já havia sido visível na última temporada com o Stoke City, na qual o suíço participou diretamente de quase metade dos gols do seu time, que acabou rebaixado para a segunda divisão. Ele emendou essa campanha com boas atuações pela seleção suíça e um gol contra a Sérvia. Saiu da Copa do Mundo com uma grande oportunidade: aos 26 anos, assinou contrato para defender o Liverpool, atual vice-campeão europeu.

Gaku Shibasaki 

Shibasaki, do Japão (Foto: Getty Images)

Depois de disputar a final do Mundial de Clubes pelo Kashima Antlers, e fazer dois gols no Real Madrid, Gaku Shibasaki foi contratado pelo Tenerife. Seis meses depois, foi para o Getafe, pelo qual disputou 22 partidas no Campeonato Espanhol, apenas 12 como titular. Atuando em uma função defensiva no meio-campo, foi um dos destaques da campanha surpreendente do Japão, classificado para as oitavas de final, e deu um belo passe para Genki Haraguchi abrir o placar contra a Bélgica. Espera ganhar mais oportunidades quando retornar ao seu clube.

Mario Fernandes

Mario Fernandes, da Rússia (Foto: Getty Images)

Revelação do Grêmio, o lateral direito está no CSKA Moscow desde 2012 e já ultrapassou as 200 partidas pelo clube russo. Apesar de ter sido convocado algumas vezes para a seleção brasileira, Mario Fernandes preferiu prestar lealdade à Rússia e fez uma grande Copa do Mundo. Destacou-se como um dos melhores jogadores da posição no torneio, seguro na defesa, e com um gol importante nas quartas de final diante da Croácia. Empatou o jogo na prorrogação e forçou a disputa de pênaltis. Cruelmente, porém, desperdiçou a sua cobrança. Mas provou que a seleção russa estava correta em apostar nele.

Hyeon-woo Jo

Hyeon-woo Jo, da Coreia do Sul (Foto: Getty Images)

Poucos conheciam Heyoon-woo Jo, mesmo entre torcedores da Coreia do Sul. O goleiro de 26 anos tinha apenas quatro partidas pela seleção, e o técnico Tae-yong Shin contava com nomes mais experientes para proteger a sua meta. No entanto, o jogador do sul-coreano Daegu foi um dos melhores goleiros da fase de grupos, ajudando seu time a fazer jogo duro contra Suecia (0 x 1) e México (1 x 2), além de, claro, derrotar a Alemanha e decretar a eliminação precoce da então campeã mundial. 

Ante Rebic

Ante Rebic, da Croácia (Foto: Getty Images)

O jogador de 24 anos não era tão cotado para ser titular antes da Copa do Mundo. Mas começou jogando os amistosos de preparação e agradou o técnico Zlatko Dalic. Foi mantido na equipe desde o início em seis dos sete jogos da Croácia na Copa do Mundo. Independente do esquema: no 4-4-2, com Kramaric ao lado de Mandzukic, ou no 4-3-3, com Brozovic dando sustentação ao meio-campo. Correu o tempo inteiro e confirmou a ótima temporada que fez pelo Eintracht Frankfurt. Marcou nove gols pelo clube, inclusive dois na final da Copa da Alemanha, contra o Bayern de Munique. Depois do que fez na Rússia, está sendo especulado no Manchester United.

Jordan Pickford

Pickford, da Inglaterra (Foto: Getty Images)

O goleiro havia dado um salto na carreira ao trocar o Sunderland pelo Everton e, na Copa do Mundo, deu outro. A sua estreia pela seleção inglesa havia sido apenas em novembro do ano passado. Com a má fase de Joe Hart, a camisa 1 de Gareth Southgate ficou vaga. Nos amistosos de preparação, Pickford revezou-se com Jack Butland debaixo das traves. Não era certeza que seria titular. Mas não apenas foi como fez a Inglaterra superar o trauma de não contar com um arqueiro confiável. Pickford fez um grande torneio, com defesas decisivas em todas as fases do mata-mata. E ainda agarrou um pênalti nas oitavas de final, contra a Colômbia, ajudando a Inglaterra a quebrar outro tabu.

Harry Maguire

Maguire, zagueiro da Inglaterra (Foto: Getty Images)

Maguire foi outro que apareceu de última hora na seleção inglesa. Chegou ao Leicester no começo da última temporada e impressionou com atuações sólidas nas 38 rodadas da Premier League, atuando 90 minutos em todas elas. Estreou no time nacional em agosto do ano passado e foi titular na Rússia, pela esquerda dos três zagueiros de Southgate. Além do que fez na defesa, teve muita importância no campo de ataque. Era o alvo preferido para receber os cruzamentos na segunda trave e ajeitar para o meio da pequena área. Contra a Suécia, mandou direto para as redes e abriu o placar das quartas de final.

Juan Quintero

Quintero, da Colômbia (Foto: Getty Images)

Quintero sempre foi considerado talentoso, mas não conseguia brilhar com consistência. Tanto que retornou da Europa para defender o Independiente Medellín, ano passado, e foi novamente emprestado pelo Porto, para o River Plate. Foi uma surpresa na lista de Pékerman porque os sete minutos contra a França, em março, foram seus primeiros pela seleção colombiana em três anos. Brilhou na Rússia, com um gol contra o Japão, e assistências diante de Polônia e Senegal. O River já considera seriamente exercer a opção de compra do contrato do jogador, de aproximadamente € 4 milhões, para mantê-lo na equipe ou revendê-lo por muito mais do que isso.

Yerri Mina

Cuadrado (esq.) e Mina comemoram gol pela Colômbia (Photo by Julian Finney/Getty Images)

Mina deixou o Palmeiras no começo do ano. Antecipou sua chegada ao Barcelona. Talvez não tenha sido a decisão mais acertada. O zagueiro colombiano, que brilhou no Brasil, encontrou muitas dificuldades para se adaptar ao futebol espanhol. Atuou apenas cinco vezes em La Liga e o seu desempenho na derrota por 5 a 4 para o Levante, a única que evitou que os catalães vencessem o título invictos, foi terrível. Sua passagem pelo Camp Nou foi basicamente encerrada naquele jogo. Chegou à Rússia sob desconfianças e nem foi titular na estreia. Mas ganhou a posição de Murillo para o segundo jogo, contra a Polônia, e fez um gol. Continuou contra Senegal e fez outro gol. Jogou contra a Inglaterra e anotou o tento que levou a partida à prorrogação. E, ao lado do faro artilheiro, demonstrou as qualidades defensivas que se espera de um zagueiro promissor. 

Takasi Inui

Takashi Inui (Foto: Getty Images)

Inui já atraia milhares de japoneses para vê-lo jogar no Eibar. Agora no Bétis, o fenômeno deve crescer, depois do que o jogador de 30 anos fez durante a Copa do Mundo. Foi sempre muito perigoso voando pela ponta esquerda da seleção japonesa, que surpreendeu a todos e chegou às oitavas de final, nas quais fez jogo duro contra a Bélgica. Deu assistência e fez gol no empate crucial contra Senegal, por 2 a 2, e também fez o segundo contra os belgas.

Hirving Lozano

Lozano, do México (Foto: Getty Images)

Lozano já era uma promessa prestes a explodir. Fez 17 gols e deu oito assistências durante a campanha vitoriosa do PSV na Eredivisie. Desde que surgiu, sempre esteve na seleção mexicana, e a confiança de Osorio foi premiada com o gol da vitória histórica contra a Alemanha, na estreia da Copa do Mundo. Chucky, como é conhecido, continuou sendo uma ameaça constante, o melhor do trio de ataque com Chicharito Hernández e Carlos Vela. Pecou nas tomadas de decisões no fim dos contra-ataques mexicanos, como os seus companheiros, mas deixou ótima impressão na Rússia.

Ludwig Augustinsson

Ludwig Augustinsson, da Suécia (Foto: Getty Images)

Depois de uma temporada sólida pelo Werder Bremen, Augustinsson, de 24 anos, mostrou que é um lateral esquerdo interessante para quem está em busca de um jogador para a posição. Fez uma ótima Copa do Mundo pela Suécia, que chegou às quartas de final, contribuindo para a solidez defensiva do time e chegando ao ataque sempre com muito perigo. Era uma importante válvula de escape pela esquerda e tem qualidade na bola parada. Fez um gol, contra o México, na terceira rodada da fase de grupos.

Lucas Hernández

Lucas Hernández, da França (Foto: Getty Images)

O jogador de 22 anos mostrou-se uma opção muito confiável para Deschamps. Zagueiro de origem, já vinha atuando pela lateral esquerda no Atlético de Madrid antes de ser escolhido pelo treinador para substituir Benjamin Mendy, que foi à Rússia depois de quase uma temporada inteira parado por lesão. E não decepcionou. Além de fechar muito bem a defesa, foi até mesmo uma ameaça no campo de ataque. Principalmente contra a Argentina, contribuindo para a virada no segundo tempo. E, na decisão, fez boa jogada para armar o gol de Mbappé.

Kieran Trippier

Trippier, da Inglaterra (Foto: Getty Images)

O Tottenham vendeu Kyle Walker para o Manchester City. Mas não precisou procurar muito para achar o seu substituto. Kieran Trippier já estava na equipe, desde 2015, quando chegou do Burnley. Para uma equipe que dependeu tanto da bola parada, quanto a seleção inglesa, o homem responsável pelas cobranças é essencial. Trippier lançou para dentro da área sempre com muito veneno e ainda marcou um gol de falta direta contra a Croácia, nas semifinais.