O mercado de transferências foi especialmente movimentado para os clubes brasileiros nestas primeiras semanas de 2018. Vários clubes do país, em especial os que disputam as competições continentais, fizeram as suas apostas. O impulso na busca pelos reforços, no entanto, não é exclusividade brasileira neste início de ano. Os vizinhos sul-americanos também investiram bastante, com diversos medalhões e jogadores de destaque em suas seleções trocando de cores nestes primeiros meses. Abaixo, fizemos uma seleção de 25 nomes (um por clube, para dar maior amplitude) espalhados pela América do Sul que chegam sob expectativas dos novos torcedores. Confira:

Lucas Barrios (Argentinos Juniors)

Embora tenha adotado a nacionalidade paraguaia na seleção, defendendo o país onde nasceu sua mãe, Lucas Barrios fez a formação inteira no futebol argentino. E volta ao Argentinos Juniors, clube onde deu os seus primeiros passos como profissional, após sair de suas prolíficas categorias de base. Apesar dos momentos de destaque na conquista da Copa Libertadores, o Grêmio não renovou o seu contrato. Assim, o veterano de 33 anos optou por retornar para casa. Até por sua rápida passagem no time principal durante a adolescência, Barrios pode agora se firmar com a camisa do Bicho. E já começou a ser decisivo, anotando gol na vitória sobre o Defensa y Justicia no final de semana.

Enzo Kalinski (Banfield)

Formado pelo Quilmes, Kalinski atravessou seus principais momentos no San Lorenzo, seu clube de coração. Ajudou os cuervos a se manterem na primeira divisão, a reconquistarem o Campeonato Argentino e também disputou algumas partidas na campanha histórica da Copa Libertadores de 2014. Pouco depois, seguiu à Universidad Católica, importante no título do Apertura Chileno. E depois de uma passagem apagada pelo Tijuana, o meio-campista retorna ao Banfield. É um dos reforços ao time que disputa as preliminares da Libertadores, adicionando experiência ao Taladro.

Carlos Tevez (Boca Juniors)

A relação de amor e expectativas de Tevez com o Boca Juniors ganha mais um capítulo. Sua passagem anterior pelo clube rendeu taças, mas foi menos arrebatadora do que muitos esperavam. E depois de alguns meses “de férias” na China, o atacante retorna à Bombonera com suas tradicionais juras de amor. Ninguém nega que Carlitos pode fazer a diferença por toda a sua qualidade e permite os xeneizes sonharem alto na Libertadores. Neste final de semana, já anotou seu primeiro gol oficial neste retorno, no clássico contra o San Lorenzo. É parte de um mercado movimentado em La Boca, que também inclui os laterais Emmanuel Más e Julio Buffarini, o meia Emanuel Reinoso e o atacante Ramón Ábila. Recheiam um elenco já bastante qualificado, sob as ordens de Guillermo Barros Schelotto.

Israel Damonte (Huracán)

Aos 36 anos, Damonte parecia fadado a encerrar a carreira no Estudiantes. O meio-campista defendia os pincharratas desde 2013 e teve a maior estabilidade em uma carreira de andarilho, importante em sua estadia em La Plata. Sem o mesmo espaço na atual temporada, porém, resolveu mudar de ares. Chega a El Palacio para impulsionar o Huracán, que faz uma bela campanha no Campeonato Argentino e ronda a zona de classificação à Libertadores. Outro investimento do Globo foi o atacante Andrés Chaves, que não deixou impressão tão boa no São Paulo e estava no Panathinaikos. Chega em investimento alto, contratado em definitivo pelos alvirrubros.

Fernando Gaibor (Independiente)

O Independiente perdeu alguns jogadores essenciais em relação ao time que conquistou a Copa Sul-Americana. Ezequiel Barco e Nicolás Tagliafico eram dois esteios do elenco campeão, enquanto o centroavante Lucas Albertengo também arrumou as malas. Por outro lado, o Rojo colocou a mão nos bolsos e gastou bastante para manter a força. São seis novidades. O principal negócio é o meio-campista Fernando Gaibor, ídolo e referência do Emelec. Aos 26 anos, o camisa 10 possui uma ampla experiência – com títulos conquistados, participações nas copas continentais e convocações à seleção. É um nome a se observar. Além dele, destaque também ao atacante Silvio Romero, que estava no América do México. O clube de Avellaneda, presente na Libertadores, também figura entre os primeiros colocados do Argentino.

Neri Cardozo (Racing)

Se o Independiente despejou dinheiro no mercado, o Racing não ficou atrás. A Academia esteve entre os times que mais se mexeram na janela, encorpando o elenco treinado por Eduardo Coudet. Ricardo Centurión retorna ao clube no qual despontou, após uma boa estadia no Boca Juniors, mas um semestre apático no Genoa. Alejandro Donatti encorpa a linha defensiva, trazido do Tijuana. Nery Domínguez, que passou 2017 no Independiente, atravessa a rua em Avellaneda. Já a contratação de maior tarimba é o meia Neri Cardozo, que chega do Monterrey. O veterano de 31 anos teve uma passagem vitoriosa pelo futebol mexicano, importante em três títulos da Concachampions no início da década. Revelado pelo Boca e presente na conquista da Libertadores de 2007, vestirá a camisa albiceleste mirando novamente o torneio continental.

Franco Armani (River Plate)

Nenhum outro time dos vizinhos sul-americanos chamou mais atenção por seu mercado que o River Plate. O negócio mais caro foi Lucas Pratto, trazido a peso de ouro do São Paulo, após anos sendo cortejado por Marcelo Gallardo. Mas em questão de peso decisivo, nenhuma contratação parece mais providencial que Franco Armani. O goleiro se transformou em um dos melhores do continente em seus anos de serviços prestados ao Atlético Nacional. Deixou Medellín como o jogador com mais títulos da história verdolaga e serve de acréscimo gigantesco aos millonarios, especialmente numa posição na qual andavam com problemas há tempos. Será uma barreira a se encarar na Libertadores. Além da dupla, outro anunciado com pompas é o armador Juan Fernando Quintero, uma das maiores revelações recentes do futebol colombiano, que não se firmou na Europa. E também chega o meio-campista Bruno Zuculini, projetado pelo Racing, e que depois de passagens por vários clubes europeus, vem do Verona.

Néstor Ortigoza (Rosario Central)

Melhor jogador da Copa Libertadores de 2014, Ortigoza saiu do San Lorenzo de maneira sentida, após marcar seu nome na história do clube. Sem chegar a um acordo pela renovação de seu contrato com os cuervos, desejando um vínculo mais longo do que o proposto, o meio-campista passou o último semestre no Olimpia. Agora, é a grande novidade do Rosario Central para a sequência do Campeonato Argentino. Os rosarinos fazem uma campanha modesta e esperam que a tarimba do veterano cause impacto, especialmente por sua maestria em conduzir a faixa central. Estará no caminho do São Paulo na Copa Sul-Americana.

Santiago Silva (Talleres)

El Tanque continua desfrutando de seu moral, ainda que seus números não ajudem. A passagem pela Universidad Católica não impressionou, considerando a falta de gols pelo Campeonato Chileno. Serviu, ao menos, para atrapalhar a vida dos brasileiros na Libertadores. Agora, o centroavante uruguaio retorna à Argentina, onde atravessou a maior parte da carreira. E em um cenário interessante. O Talleres pode não ser um clube de camisa tão pesada assim, mas faz campanha notável na liga, ocupando a terceira colocação e se candidatando à Libertadores 2019. Terão um goleador que conhece muitos atalhos rumo às redes, certamente. Outro nome interessante é o de Alexis Messidoro, meia de 20 anos emprestado pelo Boca. Na última Libertadores, deu trabalho com a camisa do Sport Boys Warnes, mas não vingou quando teve uma chance no Cruzeiro.

Walter Montillo (Tigre)

Depois da emocionada despedida do futebol, sem conseguir emendar uma sequência de jogos com o Botafogo, Walter Montillo resolveu voltar. Vai lutar mais uma vez contra as dificuldades, com um nível de exigência menor. O camisa 10 teve propostas de clubes maiores, incluindo o San Lorenzo, onde começou a carreira, mas optou pelo Tigre. Tentará erguer um time que aparece nas últimas colocações do Campeonato Argentino e corre sérios riscos de rebaixamento no promédio. Aos 33 anos, o medalhão atualmente trabalha o seu preparo físico, aguardando a oportunidade de estrear pela nova equipe.

Mauro Zárate (Vélez)

A maior demonstração de amor à camisa nesta janela de transferências na Argentina foi dada por Mauro Zárate. O atacante tinha ofertas para continuar no futebol europeu e asiático, mas optou por retornar ao Vélez, em sua terceira passagem pelo clube no qual se lançou. Em recompensa, milhares de torcedores foram receber o velho ídolo no aeroporto. Festa merecida a quem realmente pode fazer diferença, considerando as vacas magras que perduram em Liniers, com o time na parte inferior da tabela do Argentino. O astro de 30 anos estava no Al Nassr de Dubai, após várias passagens curtas e pouco impressionantes por clubes médios da Europa. Sua reestreia aconteceu nesta segunda, na derrota para o Chacarita Juniors. Além de Zárate, o Vélez trouxe sete novos nomes para tentar a guinada, incluindo o Agustín Bouzat e o zagueiro Marco Torsiglieri.

Wuilker Fariñez (Millonarios)

Não é exagero colocar Wuilker Fariñez já como um dos melhores goleiros do futebol sul-americano na atualidade. O jovem de 19 anos não possui muito tempo atuando na elite do continente, mas o que ele fez nas últimas Eliminatórias merece todos os créditos. Fechou a meta da seleção venezuelana com uma maturidade impressionante, parando alguns dos melhores atacantes locais. Estava no Caracas, mas já acertado para seguir ao Millonarios neste ano. Protagonista no último Campeonato Colombiano, o arqueiro Nicolás Vikonis saiu para o Puebla, mas por enquanto o novato começa na reserva. Sem dúvidas tem talento para brilhar nos alviazuis, que disputarão a Libertadores, e render bom lucro aos cofres do clube dentro de algum tempo.

Jonathan Álvez (Junior de Barranquilla)

Desde o último ano, o Junior tem sido o clube colombiano que mais investe em seu elenco. As contratações de Teo Gutiérrez e Yimmi Chará falam por si. E os tiburones continuaram gastando neste início de temporada. Artilheiro do Barcelona de Guayaquil na última Libertadores, brilhando na campanha até as semifinais, o uruguaio Jonathan Álvez é o reforço de maior peso. Vem para formar uma linha ofensiva potente em Barranquilla. Mas não é o único que chega. O ataque também recebe o acréscimo de Jefferson Duque, ex-Atlético Nacional, que estava no Atlas. Já a defesa terá Alberto Rodríguez, rodado zagueiro da seleção peruana. Precisarão mostrar serviço rápido, considerando a derrota do Junior no jogo de ida da segunda fase preliminar da Libertadores, contra o Olimpia.

Camilo Zúñiga (Atlético Nacional)

Lembrado no Brasil principalmente pelo lance com Neymar na Copa de 2014, Zúñiga construiu uma caminhada consistente pela Europa. Foram dez anos no Velho Continente, principalmente na Itália, onde se destacou no Napoli. Sem o mesmo espaço, o lateral de 32 anos volta para o clube no qual deu seus primeiros passos, o Atlético Nacional. Acréscimo notável dentro do processo de renovação que se vive no Atanásio Girardot, com a geração campeã da Libertadores de 2016 deixando cada vez menos resquícios. Os verdolagas se mexeram de maneira interessante, com reforços rodados. Do Lanús, vieram o zagueiro Diego Braghieri e o goleiro Fernando Monetti. Gonzalo Castellani chegou do Boca Juniors. Além disso, o ex-santista Vladimir Hernández espera ganhar mais minutos em Medellín. Gio Moreno seria a principal adição, mas depois do anúncio, a vinda do meia que está na China foi cancelada.

Pablo Armero (América de Cali)

Se de um lado do país Zúñiga volta a buscar seu espaço, seu tradicional companheiro na lateral da seleção também retorna ao país após longa ausência. Armero rodou o mundo nos últimos nove anos, com menção honrosa às suas estadias por Palmeiras e Udinese. Estava no Bahia, e agora faz as malas para voltar ao seu antigo clube. O América de Cali espera que o veterano seja um dos artífices da ascensão da equipe, após cinco anos no inferno da segunda divisão. As campanhas na última temporada já foram razoáveis e os Diabos Vermelhos estarão na Copa Sul-Americana. É ver como o pacotão de janeiro será utilizado, com dez novos jogadores.

José Sand (Deportivo Cali)

A maior novela da janela de janeiro na América do Sul envolveu José Sand. Primeiro, o artilheiro da Libertadores foi anunciado pelo Nacional do Uruguai. Pouco depois, os tricolores apagaram a mensagem nas redes sociais. O Deportivo Cali fez o mesmo nos dias seguintes, confirmando e deletando. Mas, ao final, assegurou os serviços do veterano. Após as juras de amor ao Lanús, comprovadas dentro de campo, o matador de 37 anos vai aproveitar os lucros que o final da carreira ainda pode render. É um atleta que, apesar da idade, se preserva fisicamente e dá seu máximo em campo. Disputará a Copa Sul-Americana com os alviverdes.

Juan Insaurralde (Colo-Colo)

Aos 33 anos, o zagueiro possui um longo currículo. Teve seus momentos de sucesso no Newell’s Old Boys e Boca Juniors, além de passar por ligas secundárias da Europa e pelo México. Na atual temporada, contudo, andava esquentando o banco dos xeneizes. Melhor para o Colo-Colo, que viu a oportunidade de mercado e traz um nome experiente para a Libertadores, entre tantos que já povoam o seu elenco. Enquanto o Cacique der liga, de qualquer forma, a média de idade elevada não parece ser grande problema. Outra novidade rodada é o meio-campista Carlos Carmona, que soma 51 partidas pela seleção chilena. Estava no Atlanta United.

Yeferson Soteldo (Universidad de Chile)

Ao contrário da maioria absoluta dos nomes desta lista, Soteldo está distante do final de sua carreira. O meio-campista de 20 anos ainda tem muito pela frente. E ganha a primeira boa chance de aparecer no continente. Parte da forte geração sub-20 venezuelana, destacou-se no último Mundial da categoria e acumula participações pela seleção principal. Começou no Zamora, mas foi levado pelo Huachipato no último ano e, diante das boas apresentações, sobe um degrau na Universidad de Chile. É uma opção dentro da reformulação necessária em La U. A maior parte dos negócios feitos pelo clube, aliás, se concentrou em garotos.

Loco Abreu (Audax Italiano)

Em sua carreira errante de trotamundo, do alto de seus 41 anos, Loco Abreu volta a aparecer em um clube projeção continental. Suas últimas aventuras foram por Sol de América, Santa Tecla, Bangu, Central Español e Puerto Montt – tudo isso, desde apenas 2016. Artilheiro da segundona chilena, com 11 gols em 13 partidas, acabou levado à elite. E não pode negar que a chance no Audax Italiano é bem oportuna. Afinal, a Copa Sul-Americana garantirá um reencontro marcante ao centroavante: sua equipe enfrentará justamente o Botafogo na primeira fase da competição. Chance para que o velho ídolo seja aplaudido no Estádio Nilton Santos pela última vez – ou não, porque nunca se sabe até quando irá a persistência do Loco.

Gonzalo Bergessio (Nacional)

Entrando nas preliminares da Copa Libertadores, após um ano de seca no Campeonato Uruguaio, o Nacional partiu com tudo ao mercado. São oito novos nomes, a maioria chegando de graça ou por empréstimo. Aos 32 anos Luis Aguiar volta ao Uruguai, dando continuidade a uma carreira que girou o planeta. O lateral Gino Peruzzi teve seus momentos por Vélez e Boca, tentando refazer o moral. Já a adição mais pesada é Gonzalo Bergessio. Aos 33 anos, o atacante estava no Vélez, em uma trajetória que inclui também Racing, San Lorenzo, Benfica, Catania, Saint-Étienne e Sampdoria. A falta de estabilidade indica o seu rendimento não tão bom, mas pode ser um jogador para fazer a diferença em duelos pontuais, sobretudo saindo do banco de reservas.

Fidel Martínez (Peñarol)

O mercado anterior do Peñarol já tinha sido bastante impactante. Em uma leva considerável de jogadores conhecidos, aportaram Maxi Rodríguez, Walter Gargano, Mathias Corujo, Fabián Estoyanoff, Lucas Viatri e Guillermo Varela. Os reforços ajudaram os carboneros a conquistar o Campeonato Uruguaio, e mais algumas outras opções foram trazidas pensando na Copa Libertadores. Desta vez, ao menos, os aurinegros economizaram no impacto. E o único medalhão é Fidel Martínez, que um dia já foi chamado de “Neymar equatoriano”. O atacante de 27 anos, que chegou a jogar por Cruzeiro e Caldense, viveu seu ápice no México. Foi um dos destaques no Tijuana, mas não vinha se firmando nos últimos meses, rodando por Pumas e Atlas. Agora, tenta se recuperar em Montevidéu. Já brilhou no Centenário, anotando um dos gols do título da Supercopa contra o Nacional.

Martín Smidberg-Dalence (Bolívar)

Nascido na Suécia, Smidberg-Dalence é filho de um imigrante boliviano que chegou à Escandinávia nos anos 1980. Defendeu times tradicionais do país, incluindo Norrköping e Göteborg, além de passar pelas seleções suecas de base em três categorias diferentes. No entanto, acabou seduzido para defender a Bolívia no nível principal. E, neste ano, ganha a chance de atuar no futebol sul-americano pela primeira vez. Considerando as boas aparições por La Verde, o meio-campista é acréscimo considerável do Bolívar. O time treinado por Vinícius Eutrópio também trouxe de volta Juanmi Callejón, o gêmeo de José, que se destacou em outras primaveras nos celestes.

Mauricio Cuero (Olimpia)

Depois da queda para o Botafogo nas preliminares da Libertadores de 2017, o Olimpia precisava se mexer para que o mesmo não acontecesse desta vez. Acabaram arriscando bastante na janela de transferências, com jogadores que podem não ter tanto nome, mas oferecem alternativas ao elenco. E destes novatos, nenhum se mostrou mais oportuno que o colombiano Mauricio Cuero. Aos 25 anos, o ponta revelado por La Equidad já defendeu Vaslui, Olimpo, Banfield, Levante, Santos Laguna e Tijuana. Trazido por empréstimo do México, já fez valer o investimento. Foi dele a assistência ao gol de Roque Santa Cruz, que deu vantagem aos franjeados contra o Junior de Barranquilla na competição continental. Com muita velocidade pelo lado direito, pode se projetar no torneio.

Cristian Riveros (Libertad)

Nos últimos anos, o Libertad insiste bastante nos medalhões em seu grupo de jogadores. E depois de Óscar Cardozo ser a aposta no semestre anterior, o Gumarelo confia em Cristian Riveros. O meio-campista de 35 anos soma 99 partidas pela seleção paraguaia e tem um currículo extenso, que inclui Sunderland, Cruz Azul e Grêmio. Estava no Olimpia desde 2015, mas agora muda de ares em Assunção. Aliás, o veterano possui a sua história no próprio Libertad, parte do time que alcançou as semifinais da Libertadores 2006, eliminado pelo Internacional. Parceiro de Pablo Guiñazú no time de Tata Martino, o paraguaio estará na fase de grupos do torneio continental.

Gastón Guruceaga (Guaraní)

Titular do Peñarol nas últimas duas Libertadores, Guruceaga parecia pronto a tomar a meta carbonera por algum tempo. Mas, aos 22 anos, acaba deixado de lado. Preterido por Kevin Dawson, herói do Plaza Colonia e campeão no último semestre, o antigo camisa 1 acabou emprestado. Mesmo assim, poderá aparecer com uma camisa aurinegra no torneio continental. Chega ao Guaraní, que está nas fases preliminares. Reserva no jogo de ida contra o Carabobo, fez sua estreia no final de semana, pelo Campeonato Paraguaio. Em meio à enxurrada de reforços, destaque também ao veterano Pablo Velázquez, de 30 anos, que militava no Toluca.