Assusta como, no futebol, poucos minutos mudam o destino de milhares de pessoas. No caso da vitória da Irlanda sobre País de Gales, por 1 a 0, o intervalo foi de apenas três. Aproximadamente 200 segundos depois de Jonathan Williams colocar a bola na cabeça de Robson-Kanu, e Randolph tirar um milagre da cartola, James McClean completou o cruzamento de Jeff Hendrick para colocar os irlandeses na repescagem e eliminar o semifinalista da última Eurocopa.

LEIA MAIS: Técnica? Tática? Mentalidade? Para técnico da Escócia, o problema da seleção é genético

A Croácia entrou em campo, em Kiev, com a mesma missão. Precisava vencer a Ucrânia para manter vivo o sonho de chegar à Copa do Mundo. O primeiro gol, de Kramaric, aos 17 minutos do segundo tempo, abriu o caminho para o segundo e para a vitória por 2 a 0 que colocou os croatas em segundo lugar no seu grupo. E a Eslováquia, vice da chave da Inglaterra, foi empurrada para fora da repescagem, salvo um desastre da Grécia contra Gibraltar.

O cenário passou a ficar obscuro para o País de Gales uma semana atrás, quando Gareth Bale, sem dúvida o principal jogador da seleção, foi cortado por lesão. Perdeu a vitória por 1 a 0 sobre a Georgia, na última sexta-feira, e estava nervoso, angustiado, desesperado, nas arquibancadas do estádio de Cardiff, assistindo aos seus companheiros sofrerem para superar o bloqueio armado por Martin O’Neill.

Gales buscou mais o ataque e, talvez, isso tenha sido um problema. É uma seleção que prefere contra-atacar. Teve 67% de posse de bola e exigiu apenas quatro defesas de Randolph. Sem Bale, evidentemente que o poder ofensivo do time diminui. A melhor chance foi a cabeçada de Kanu, aos 9 minutos do segundo tempo. Três minutos depois, Hennessey saiu jogando errado com Williams, que foi desarmado. Hendrick foi à linha de fundo e cruzou para McClean marcar.

 

Faltavam mais de meia hora para a partida acabar, e Gales fez tudo que se esperava dele: pressionou, correu desesperadamente, lutou por todas as bolas, mas esbarrou na falta de qualidade para furar uma defesa muito bem armada. A Irlanda não sofreu demais nos minutos finais, apesar de toda a pressão imposta pelos galeses.

Em Kiev, a Ucrânia, que também poderia chegar à repescagem, dominou o primeiro tempo, mas não conseguiu marcar seu gol. Depois do intervalo, prevaleceu a qualidade dos principais jogadores da Croácia. Modric descolou um belo cruzamento para Kramaric abrir o placar, e Rakitic deu um lindo passe para o jogador do Hoffenheim fazer o segundo.

 

Irlanda do Norte e Croácia juntam-se a Portugal, Itália, Dinamarca, Suécia e Irlanda do Norte, já garantidos na repescagem. A Grécia precisa apenas fazer a lição de casa contra Gibraltar para se tornar o oitavo time.