Por Daniel Cassol e Leandro Stein.

O futebol não está isolado do restante da sociedade. Como parte dela, reflete as mesmas contradições, interesses e tensionamentos. Influencia e é influenciado. Usa e é usado. Joga e deixa jogar. Na noite que durou 21 anos, a bola não deixou de rolar no Brasil. O futebol se modernizou, fomos tricampeões mundiais, grandes estádios foram construídos, o campeonato nacional nasceu. Por outro lado, vozes aqui e ali tentaram dizer que alguma coisa não ia bem. Como em outros campos da sociedade, o futebol brasileiro durante a ditadura militar foi espaço de conivência e atrito, submissão e tensionamento, propaganda e resistência.

A 50 anos do golpe de 1964, selecionamos 50 histórias que refletem esta relação entre o futebol e a ditadura militar no Brasil. Não são todas as histórias do período, mas uma boa síntese: dos usos do futebol pela ditadura, das tensões entre personagens e o regime, dos espaços de resistência e das vezes em que futebol e ditadura apenas se cruzaram no caminho. A pesquisa é resultado de um trabalho conjunto entre Trivela e Impedimento.

Clique aqui para ver a matéria completa.