O mundo tem nos mostrado nos últimos anos que virou mesmo um grande Football Manager, com transferências improváveis, técnicos em lugares pouco esperados e loucuras das mais diversas e impensáveis antes, que talvez só fossem mesmo possíveis no jogo. Como assim você não conhece o Football Manager? Corrija agora essa sua falha de caráter (só não venha reclamar sobre falta de vida social depois, etc.). Abaixo listamos oito motivos que nos levam a crer que sim, o mundo virou um grande Football Manager:

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André Villas-Boas no Zenit

André Villas-Boas, o antes badalado técnico português, considerado o novo Mourinho quando surgiu, assinou para ser o novo técnico do Zenit, da Rússia, por duas temporadas. Sim, aquele técnico que fez do Porto um grande time na Liga Europa, foi campeão e ganhou uma fama internacional. Foi contratado pelo Chelsea por € 15 milhões (sim, um técnico) e, claro, fracassou de forma retumbante. Ele saiu do time e o Chelsea foi campeão da Liga dos Campeões com Roberto Di Matteo como interino. Pois é. Depois veio o Tottenham, onde ele conseguiu não ter sucesso de novo e foi demitido nesta temporada – apesar de os resultados depois da sua saída deixarem uma dúvida se o problema era mesmo ele. Agora, no Zenit, deve brincar de montar um novo time na próxima temporada. Como no Football Manager.

Clarence Seedorf no Botafogo

Virou natural, mas no começo foi um choque. Foi ali no meio de 2012 que o clube de General Severiano recebeu uma das maiores estrelas do Milan no seu elenco. O Botafogo contratar uma superestrela internacional era de fato algo bastante estranho. Imaginar que o então jogador do Milan viria para o Rio de Janeiro se tornar ídolo dos botafoguenses parecia mais do que improvável. Mas aconteceu. E por pouco não vimos o holandês jogando uma Libertadores, o que seria ainda mais épico.

Freddy Adu no Bahia

A eterna promessa americana, de origem ganesa, foi parar no Bahia em 2013. Apesar de eternamente parecer um sub-20, ele já tem 24 anos. Pouco fez em quatro jogos disputados e acabou dispensado. Foi titular na estreia do time no Campeonato Brasileiro, contra o Criciúma, e depois entrou durante o clássico com o Vitória. Na Copa Sul-Americana, jogou contra a Portuguesa, nos jogos de ida e volta. Deixou o clube e está sem emprego.

Fran Mérida no Atlético Paranaense

Formado pelas categorias de base do Barcelona, foi para o Arsenal em 2005, tentando repetir o sucesso de Fàbregas. Aí foi emprestado à Real Sociedad antes de ir para o Atlético de Madrid em definitivo e passar por Braga e Hércules. Foi em fevereiro de 2013 que chegou ao Furacão para ser o meia criativo do time, mas foi engolido pelo bom desempenho de outros jogadores, entre eles Paulo Baier. Atualmente é o camisa 10 do Atlético na Libertadores. E tem só 24 anos.

Daniel Güiza no Cerro Porteño

Campeão da Eurocopa pela Espanha em 2008, quando era jogador do Mallorca, passou por Fenerbahçe, Getafe e Johor Darul Takzim, da Malásia antes de assinar contrato com o Cerro Porteño, em 2013. Aos 33 anos, fez três gols em 12 jogos, sempre vindo do banco. Nesta temporada, começou jogando quatro jogos e marcou três gols. Fez contra o 12 de Octobre, o 3 de Febrero e o Sol de América, todos pelo Campeonato Paraguaio, além de marcar contra o Lanús na Libertadores. Quem poderia imaginar que o espanhol estaria marcando seus gols no Paraguai?

Casemiro no Real Madrid

Quando surgiu, Casemiro realmente parecia promissor e destinado aos grandes palcos do futebol. Só que a sua carreira não correu por esse caminho e ele virou reserva no São Paulo. Do banco do Morumbi ele foi para o Real Madrid Castilla, o time B do clube merengue. Seu bom desempenho nos treinos e jogos o levou à equipe principal nesta temporada. Ele é reserva, mas quem esperaria por Casemiro na Champions?

Willian José Real Madrid Castilla

O mundo é uma loucura, mas esperar que Willian José, de passagens apagadas por São Paulo, Grêmio e Santos, fosse parar no time B do Real Madrid seria um pouco demais. Mas aconteceu. Em seis jogos, o atacante marcou três gols. Aliás, todos na mesma partida, no último fim de semana, contra o Recreativo Huelva. Só falta ele aparecer no time de cima na próxima temporada, provando que todo sonho é possível.

Salvador Cabañas no Tanabi

Aí realmente ninguém poderia prever. Salvador Cabañas estava afastado do futebol depois de deixar o América, do México, por tomar um tiro na cabeça. Sobreviveu, que é a sua maior vitória. Depois de ficar sem clube após a passagem pelo 12 de Octubre, na época na segunda divisão paraguaia, o jogador anunciou a sua aposentadoria, mas voltou atrás. Assinou contrato com o Tanabi, time do interior de São Paulo que disputa a quarta divisão do Campeonato Paulista.