Gonzalo Higuaín aprendeu muitos segredos sobre como enganar os marcadores com o seu pai Jorge, um ex-zagueiro argentino. Desde pequeno, recebeu dicas, que não revela porque, afinal, este é o seu ganha pão. Outra fonte de inspiração é menos misteriosa e pode ser facilmente encontrada na internet: os gols de Ronaldo Fenômeno. Em entrevista ao Guardian, Higuaín afirmou que já assistiu a muitos e muitos tentos marcados pelo brasileiro.

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“Eu já vi assisti a dois milhões dos seus gols”, afirmou, hiperbolicamente. “Para mim, ele é o melhor da história, por uma grande margem”. Do seu pai, aprendeu a fazer o que os defensores não gostam que os atacantes façam. “Nesse sentido, eu tive uma vantagem desde o começo. O fato de ele ter jogado atrás significa que ele poderia me mostrar o que outros defensores não queriam que eu fizesse”, explicou.

Higuaín trata a sua função como uma obrigação. Atacantes precisam fazer gols. O fundamental, para ele, é sempre ter uma imagem clara do gol em sua mente. É a maneira de ele ajudar os companheiros a alcançar o mais importante no futebol: vencer. “Claro, se você jogar bem e vencer, é muito melhor. Mas jogar bem e não vencer o deixa de mãos vazias no final”, afirmou.

O discurso muda ligeiramente quando o assunto são as três finais em que foi derrotado com a camisa da seleção argentina, perdendo gols que poderiam ser decisivos, e a da Champions League com a Juventus. “Eu sempre acredito que é lindo vencer grandes competições, mas também é muito importante alcançar estes momentos. Acredito mesmo nisso. A Juventus jogou duas finais de Champions em três anos. Isso é muito difícil de fazer”, disse.

Nesta terça-feira, Higuaín estará em campo para enfrentar o Barcelona, no começo da caminhada em que tentará levar a Juventus a mais uma final. “Aqui você joga para ganhar tudo. Essa é a mentalidade. É isso que lhe dizem no momento em que você chega. Ano passado, passamos perto. Este ano, vamos tentar novamente”, encerrou.