Quando a Premier League iniciou uma nova era no futebol inglês, a partir de 1992/93, os times do país não apareciam exatamente como destino favorito dos craques estrangeiros. O “El Dorado” se vivia na Itália, com a Serie A desfrutando seu auge financeiro a partir dos anos 1980, concentrando os destaques das seleções nacionais até mesmo na segunda divisão. A Espanha exercia boa atratividade sobre os talentos latino-americanos e do leste europeu, da mesma forma como a Alemanha captava bons nomes principalmente da vizinhança. Mesmo campeonatos secundários, como o Francês e o Português, contavam com estrelas internacionais em suas principais equipes. Já na Inglaterra, dada a importância e a tradição de sua liga, o cenário estava aquém de seu potencial.

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Entre 1930 e 1978, o Campeonato Inglês esteve de portas fechadas aos jogadores estrangeiros, salvo casos excepcionais pelo contexto. A abertura foi lenta e um tanto quanto pontual a partir de então, com início marcado pelo desembarque dos argentinos Osvaldo Ardiles e Ricardo Villa no Tottenham. Ao longo destas décadas de banimento, os únicos que pipocavam nos clubes ingleses eram escoceses, galeses, irlandeses e norte-irlandeses. Os vizinhos eram considerados “da casa” pela regulamentação e não sofriam com qualquer restrição – afinal, já se espalhavam pelos clubes ingleses desde o estabelecimento do profissionalismo em 1885. Naturalmente, as quatro nações representavam o maior contingente estrangeiro na primeira edição da Premier League. No mais, poucos eram os forasteiros – apenas 37 de fora das possessões britânicas. A maioria destes vinha de países colonizados pelos britânicos ou das nações escandinavas.

Até 2002, a Premier League determinava que no máximo três jogadores de países desvinculados à União Europeia pudessem ser escalados ao mesmo tempo por uma equipe, mas todos passavam longe disso na temporada inaugural. Raros eram os atletas da Europa Ocidental e quase sempre serviam de coadjuvantes. Eric Cantona (Manchester United), único francês, aparecia como uma das exceções. Além disso, não havia nenhum latino-americano e nenhum nascido na costa ocidental da África – embora o mancuniano Efan Ekoku (Norwich) defendesse a seleção nigeriana. Das 25 maiores contratações daquela temporada de 1992/93, só dois reforços vieram de clubes não-britânicos: o inglês Chris Waddle (Sheffield Wednesday), que estava no Olympique de Marseille, e o dinamarquês John Jensen (Arsenal), destaque na Euro 1992.

cantona

Antes do advento da Premier League, aliás, havia uma debandada até mesmo entre os principais jogadores locais. O banimento dos clubes ingleses nas competições europeias por cinco temporadas, após o Desastre de Heysel, levou alguns destaques locais a buscarem novos rumos ao final da década de 1980. Não à toa, durante a Copa de 1990, o Rangers era a agremiação que mais cedeu jogadores à seleção inglesa. Além disso, as dificuldades financeiras sufocavam as folhas de pagamentos na Inglaterra. A criação da nova liga, pautada justamente no aumento dos lucros com a venda dos direitos televisivos, transformaria este cenário. Impulsionou não apenas o poder de barganha, mas também as folhas salariais. Em um ano, os salários médios dos jogadores cresceram 22% – e dobrariam até 1996/97.

A chegada dos astros estrangeiros

A Premier League logo ganhou competitividade no mercado de transferências. E o impacto dos novos rendimentos foi imediato. Em 1992/93, 17 contratações superaram £1 milhão, com novo recorde doméstico de £4 milhões na compra de Alan Shearer pelo Blackburn. Na temporada seguinte, esse número subiu para 24 jogadores, com o Manchester United estabelecendo o novo teto ao tirar Roy Keane do Nottingham Forest por £7,65 milhões. Já em 1994/95, 42 reforços superaram a marca milionária, com cinco jogadores suplantando a antiga marca de Shearer.

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E os negócios, que se voltavam majoritariamente aos britânicos até então, passaram a colocar a Inglaterra na rota dos craques de outros países. A quantidade de jogadores nascidos nas ilhas (escoceses, irlandeses, galeses e norte-irlandeses) se mantinha, enquanto os reforços de além-mar desembarcavam em progressão geométrica. Por mais que sua primeira passagem pelo Tottenham tenha sido rápida e que já carregasse 30 anos nas costas, Jürgen Klinsmann abriu alas a este novo momento, ao lado de jogadores que estiveram na Copa de 1994 – como os romenos Gheorghe Popescu e Ilie Dumitrescu (também Tottenham), o holandês Bryan Roy (Nottingham Forest) e o nigeriano Daniel Amokachi (Everton).

Era apenas uma prévia do movimento que se intensificou em 1995/96, talvez a temporada mais importante na abertura da Premier League aos estrangeiros. O futebol local se aquecia naquele momento, às vésperas da realização da Eurocopa na Inglaterra. Pela primeira vez a marca de £10 milhões de libras em uma contratação seria superada, e já com dois jogadores. Ao todo, 59 reforços atingiram o milhão de libras em suas transações. E alguns dos países que se tornariam os principais fornecedores de “pé de obra” à Inglaterra fincaram suas bandeiras.

Juninho

Após ser execrado na França pelo fracasso nas Eliminatórias da Copa de 1994, David Ginola (Newcastle) se tornou o primeiro jogador do país a desembarcar no Campeonato Inglês desde Eric Cantona. A partir de então, o fluxo francês não pararia mais. Juninho Paulista (Middlesbrough)  também reabriria – ao menos por ora – as portas aos brasileiros, sem um representante desde o isolado negócio de Mirandinha com o Newcastle na década anterior, enquanto Faustino Asprilla nos próprios Magpies daria força à legião sul-americana. Savo Milosevic (Aston Villa) era o pioneiro entre os ex-iugoslavos – comuns na Inglaterra no início dos anos 1980, mas que desapareceram na virada da década. Andrea Silenzi (Nottingham Forest) foi o primeiro italiano. Tony Yeboah (Leeds) se transformou no craque de projeção entre os africanos. E o símbolo desta virada foi personificado em Dennis Bergkamp.

O astro holandês não viveu grandes momentos na Internazionale, é verdade. Levado pelos nerazzurri sob grandes expectativas, após explodir no Ajax, o jovem atacante não se adaptou da melhor maneira em Milão. Ainda assim, seguia considerado como um dos maiores talentos do futebol europeu. E o Arsenal apostou alto em sua contratação. Ao lado de Stan Collymore (transferido do Nottingham Forest para o Liverpool), Bergkamp foi um dos jogadores que ultrapassou a barreira dos £10 milhões. Não demorou a se colocar como um dos melhores da Premier League. Mas, acima de tudo, serviu para demonstrar que os ingleses estavam prontos para competir no mercado com os italianos. Se o dinheiro da televisão, numa primeira fase, ajudou a segurar os destaques locais que antes seguiam ao Calcio ou a trazer de volta alguns que estavam na Bota, como David Platt (ao próprio Arsenal) e Des Walker (ao Sheffield Wednesday), desta vez era a Premier League quem tirava uma estrela da Serie A.

Jogadores vindos de fora do país entre as 15 contratações mais caras da temporada
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O impacto de Bosman em Londres

Em meio a este movimento, a revolução que deu início à “Idade Contemporânea” no futebol europeu se consumou. Em dezembro de 1995, Jean-Marc Bosman venceu a sua batalha nos tribunais. A partir de então, os jogadores de outros membros da União Europeia estavam livres das amarras trabalhistas e das limitações nos regulamentos que se tornavam impeditivos às transferências entre países. A Itália seguia como um centro de referência, assim como as outras ligas importantes da Europa surfaram na maré de possibilidades. De qualquer maneira, a Lei Bosman foi mais oportuna para a Premier League do que para qualquer outro canto. Em um momento no qual os cofres dos clubes se enchiam, eles tinham dinheiro suficiente para dominarem o mercado, em processo crescente.

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Em 1996/97, Alan Shearer se tornou a maior contratação da história, ao trocar o Blackburn pelo Newcastle por £18,9 milhões. A Euro 1996 garantiu mais algumas atrações no mercado. Vice-campeões com a República Tcheca, Karel Poborsky e Patrik Berger desembarcaram, respectivamente, em Manchester United e Liverpool. No entanto, mesmo que Red Devils e Magpies fossem as duas principais forças do campeonato naquele momento, foi em Londres que a Lei Bosman deixaria suas marcas indeléveis.

Antes da chegada de Roman Abramovich, o Chelsea já era um dos clubes mais cosmopolitas da Inglaterra. A busca por estrangeiros cresceu em Stamford Bridge a partir de 1995, quando Ruud Gullit veio, já no final de sua carreira, mas com um moral imenso. Até que os Blues escancarassem de vez os seus planos a partir de 1996/97. Se os clubes da Serie A anteriormente tinham os seus famosos “trios”, agora eram os londrinos que vinham com três italianos. Três jogadores de seleção: Gianfranco Zola, Gianluca Vialli e Roberto Di Matteo. Eram as principais novidades para aquela temporada, ao lado de Frank Lebouef. Os azzurri elevariam o nível do Chelsea, colocariam o time nas primeiras posições da liga e o fariam um papa-títulos nas copas. Em dezembro de 1999, enfim, o time treinado por Vialli se transformou no primeiro inglês a escalar 11 estrangeiros entre seus titulares. Um marco pós-Lei Bosman e consequência direta da expansão da Premier League.

ZOLA

No entanto, ainda que o Chelsea melhorasse seus resultados graças à nova política, o título da Premier League demoraria um pouco mais para chegar a Stamford Bridge. Diferentemente do que aconteceu mais ao norte de Londres. Já em 1997/98, outro clube que ampliava os seus mercados, o Arsenal, comemoraria uma fantástica dobradinha. Que o Manchester United contasse com destaques estrangeiros em suas quatro primeiras conquistas na nova liga, eles eram limitados. Embora tivesse Eric Cantona e nórdicos como Peter Schmeichel, a base de Sir Alex Ferguson eram formada por britânicos, sobretudo os forjados em casa. Não era o mesmo que se via em Highbury, justamente com um forasteiro à frente da ascensão dos Gunners.

Arsène Wenger foi apresentado com seus óculos professorais em agosto de 1996, quando, exceção feita a Dennis Bergkamp, todo o restante do elenco havia nascido nas ilhas. O globalismo do Arsenal ganhou forma a partir de então. A legião francesa veio junto, encabeçada por Patrick Vieira, acompanhado também por Nicolas Anelka e Rémi Garde naquela primeira temporada. Já na campanha seguinte, aconteceu a enxurrada no mercado, protagonizada por Emmanuel Petit e Marc Overmars. Graças a muitos destes estrangeiros, os londrinos ergueram o troféu da Premier League já em 1998, encerrando seu jejum de sete anos.

Nacionalidades mais comuns da Premier League
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Vive la France

É interessante notar como algumas “colônias estrangeiras” se expandiram com o passar dos anos. Durante a primeira metade dos anos 1990, além dos britânicos e irlandeses, a maior representatividade vinha dos escandinavos, sobretudo noruegueses e dinamarqueses. Eles já estavam presentes desde a reabertura do futebol inglês aos forasteiros em 1978, fomentando inclusive a modalidade em seus países e criando massas de torcedores além das ilhas. Algo parecido acontecia com os holandeses, que começaram a atrair o interesse da Inglaterra a partir dos anos 1980 e se tornaram mais numerosos na década seguinte – levados tanto pela facilidade na adaptação quanto pela qualidade de seus clubes na formação de jovens. Já pouco antes da virada do século, efeito de Chelsea e Arsenal, os laranjas eram acompanhados por franceses e italianos na linha de frente desta abertura do mercado.

A partir dos anos 2000, por fim, os elencos dominados por estrangeiros deixaram de ser a exceção para virar a regra na Premier League. A competitividade era inerente à contratação de craques de outros países. O Manchester United tricampeão entre 1999 e 2001 foi o último vencedor a contar a base do time relativamente dominada por jogadores nascidos nas ilhas – por mais que algumas das referências fossem de outros cantos do mundo. O tri seguinte que se viveria em Old Trafford, no final da década, já tinha um grupo bem mais globalizado. Mais do que buscar estrelas, Ferguson passou a prospectar jovens talentos que surgiam em diferentes países, em outra prática que se ampliaria na Inglaterra ao longo dos anos. Cristiano Ronaldo é o maior símbolo disso.

Cristiano Ronaldo Manchester United 800

A década de 2000 ainda marcou o ápice da França como fornecedor de matéria-prima à Premier League. Em 2001/02, os jogadores franceses já superavam o contingente de irlandeses, escoceses e galeses. E não era apenas uma questão de força da liga, com o poderio financeiro da Inglaterra fazendo a limpa na Ligue 1. A importância da França na formação de jogadores com origens africanas também a colocava como intermediária no fluxo migracional, especialmente pela dupla nacionalidade desses jogadores, como Didier Drogba e El-Hadji Diouf. Além do mais, o próprio momento dos Bleus tornava os franceses objeto de cobiça. Thierry Henry se juntou ao Arsenal justamente para escancarar esta preponderância.

Concomitantemente, Brasil e Argentina se tornavam mais relevantes, ainda que a questão dos vistos de trabalho e dos jogadores extracomunitários fosse obstáculo para uma entrada maior. No início do século, a repercussão vinha mais pelo renome do que pela quantidade em si. Juan Sebastián Verón, todavia, acabou contribuindo menos do que poderia para causar uma boa impressão, quando desembarcou por valor recorde ao Manchester United. Os exemplos eram mais pontuais, alguns deles bem-sucedidos, como Hernán Crespo no Chelsea e Gilberto Silva no Arsenal. Além disso, resgatava-se o elo com os argentinos, tão notáveis na reabertura do futebol inglês aos jogadores estrangeiros nos anos 1970. Até pelos imbróglios geopolíticos envolvendo os dois países, os albicelestes perderam projeção na década de 1980 e, após o advento da Premier League, só foram reaparecer na competição em 1998. Voltaram a conquistar seu espaço a partir de então.

Total de estrangeiros na Premier League
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O ciclo vicioso e megalomaníaco

A consolidação da Premier League fez a roda da fortuna girar cada vez mais veloz. Não era apenas o dinheiro da televisão que jorrava. Os clubes aumentavam as suas receitas com acordos comerciais polpudos e geravam mais receita com as bilheterias, em estádios modernizados. E a gastança desenfreada atingiu novos patamares a partir da chegada de investidores estrangeiros. As contratações de peso se transformaram ainda mais em um símbolo das benesses causadas pelos novos donos. O mercado de transferências era o passo natural na montagem dos grandes times, com as categorias de base relegadas a um plano menor. Roman Abramovich, de certa forma, representou um novo rompimento, amplificado por Nasser al-Khelaifi no Manchester City. Não à toa, sete dos últimos 13 títulos disputados acabaram nas mãos dos dois “novos ricos”.

O perfil dos estrangeiros na Premier League seguiu este processo. Eles passaram a representar a maioria absoluta dos jogadores na competição, independentemente das medidas protecionistas lançadas pela Football Association para preservar a formação de ingleses. Na segunda metade da década passada, o número de estrangeiros no campeonato superou a marca de 300 jogadores – cerca de 15 por equipe. Desde então, se estabilizou neste patamar. O investimento, independentemente disso, não parou. A qualidade se tornou mais preponderante nesta equação.

E o fluxo migratório refletia as “tendências” do futebol mundial. Na virada para a atual década, os espanhóis viveram um boom na Inglaterra, se consolidando à frente da França como maior contingente estrangeiro. Os novos contratos de TV permitiram aos clubes da Premier League comprarem em atacado atletas vindos de clubes secundários da Espanha, enquanto o abismo para Real Madrid e Barcelona aumentava em seu próprio esquema doméstico de divisão de direitos televisivos. Além disso, o período glorioso da Roja influenciou o momento.

Britain Soccer Premier League

Brasil e Argentina também se tornaram mercados bem mais acionados, ainda que sem o mesmo número de jogadores latinos visto em países como Espanha ou Itália – até pelas determinações sobre a admissão de jogadores extracomunitários, mais restritivas. Além disso, quem ganhou o status de “celeiro” da Inglaterra foi a Bélgica, com sua nova geração de talentos, deixando o país em pé de igualdade a uma relação estabelecida nas décadas anteriores com a Holanda. Na atual temporada, as duas nações do Benelux já possuem mais jogadores na Premier League que Irlanda ou qualquer outro dos britânicos.

Em 2017/18, os estrangeiros representam mais de dois terços dos jogadores inscritos na Premier League – segundo números apurados nesta quinta. São 366 atletas nascidos em outros países, contra 182 ingleses. E, curiosamente, o número de futebolistas de fora das ilhas continua crescendo. Escoceses, galeses, irlandeses e norte-irlandeses veem seu contingente minguar, suplantados pelo pé-de-obra de outras nações. Algo que repercute também a mentalidade adotada nas categorias de base, com o investimento em adolescentes de diferentes continentes.

A bola de neve da Premier League cresce. O dinheiro da TV chega a níveis exorbitantes. Inflaciona o mercado, mas não impede os clubes ingleses de dominarem as contratações na Europa, de uma maneira geral. Qual o limite para tal cenário? Difícil dizer, quando muitos apostam que a bolha estourará em breve. Ainda há a questão do Brexit, que coloca em xeque algumas premissas vigentes na liga ao longo dos últimos 25 anos, por mais que o futuro quanto a isso seja bastante incerto. Caso o apocalipse prenunciado não passe de alarmismo à toa, a Inglaterra tende a se manter como destino natural das estrelas internacionais por bons anos. E, com isso, o mapa da Premier League se expande. Se jogadores de 112 nações futebolísticas diferentes entraram em campo nos primeiros 25 anos de liga, novos territórios deverão ser descobertos gradativamente.

25 anos de Premier League
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Mapa: Os estrangeiros da Premier League

Abaixo, fizemos um mapa apresentando as nacionalidades de todos os jogadores que entraram em campo pela Premier League nos últimos 25 anos. Foram considerados apenas aqueles que jogaram ao menos um minuto. Além disso, as nacionalidades estão separadas conforme a última seleção defendida pelo atleta em questão. Florent Malouda, por exemplo, aparece na Guiana Francesa. Nascidos na Inglaterra que se juntaram às equipes de outros países também integram este caso. Clicando nas bandeiras é possível ver algumas informações básicas na aba do lado esquerdo, assim como está disponível um link para conferir as listas completas de jogadores daquela nação. Aproxime a visualização no mapa para diferenciar bandeiras sobrepostas. Boa viagem!