Três derrotas em quatro jogos. O Borussia Dortmund não vivia uma sequência tão ruim na Bundesliga desde fevereiro de 2010, em uma temporada na qual o clube foi apenas o quinto colocado na tabela. Além disso, os aurinegros não perdiam dois compromissos consecutivos pelo Alemão no Signal Iduna Park desde setembro de 2009. Uma desgraça que tomou forma neste sábado, com o triunfo por 1 a 0 do Bayer Leverkusen.

É verdade que a sorte anda de mal com Jürgen Klopp. O Dortmund emendou partidas seguidas contra Bayern de Munique e Leverkusen em casa, em meio a semanas decisivas na Liga dos Campeões. Para piorar, o técnico perdeu por lesão Lukasz Piszczek, Mats Hummels, Neven Subotic, Marcel Schmelzer e Ilkay Gündogan. E ainda teve que manter Marco Reus no banco, por precaução, após o craque do time também sentir dores no tornozelo. Assim, é fácil de entender o revés.

O gol do Leverkusen, anotado por Heung-Min Son, aconteceu em uma saída de bola errada do Dortmund. E as falhas pontuais (e fatais) se repetem a cada partida. Já na frente, o melhor ataque da Bundesliga teve trabalho para se livrar da forte marcação imposta pelo trio formado por Simon Rolfes, Gonzalo Castro e Lars Bender, dando pouco trabalho ao goleiro Bernd Leno. Nos minutos finais, quando o desespero bateu, até Reus foi a campo (com uma bandagem nos pés) e Roman Weidenfeller subiu à área. Em vão.

Com o tropeço, o Dortmund vê o Bayern de Munique abrir dez pontos de vantagem na liderança, o Leverkusen abrir seis. Considerando ainda o fato de que os bávaros não perdem há 40 rodadas na Bundesliga, a Salva de Prata é um sonho muito distante. O objetivo, a partir de agora, deverá ser mesmo a Liga dos Campeões. E, para isso, os aurinegros precisam dar a volta por cima o quanto antes.

Na próxima quarta, o Dortmund decide seu destino na competição contra o Olympique de Marseille. A vitória sobre o Napoli no último compromisso permitiu que os alemães dependessem apenas de si na rodada final – podendo perder se o Arsenal vencer e empatar se os Gunners repetirem o resultado contra o Napoli, no San Paolo. E, ainda que os franceses sejam os lanternas da chave, é bom não bobear no Vélodrome – basta lembrar do que aconteceu há duas temporadas, contra o mesmo adversário, na mesma LC.

Considerando que, a exceção de Subotic, todos os lesionados voltam ao time até fevereiro, dá para o Dortmund retomar sua força para os mata-matas da Liga dos Campeões. Com Reus, Lewandowski, Mkhitaryan e companhia afiados, dá para fazer tanto estrago quanto na temporada passada, quando o time humilhou o Real Madrid e quase desbancou o Bayern. Para isso, os aurinegros precisam definir prioridades. E o momento, ao que parece, já é de levar a Bundesliga sem tanto furor para se empenhar mesmo no bicampeonato continental.