Funcionários agredidos, algum material roubado, jogadores assustados e danos materiais. A invasão do CT do Corinthians neste sábado tem impacto negativo evidente ao clube. Mas a atitude de membros de torcidas organizadas já vêm causando muitos prejuízos ao clube. Só em bilheteria, a ação de torcedores causou um prejuízo de R$ 5,1 milhões aos cofres alvinegros em 2013.

Esse foi o tamanho do impacto nas rendas dos jogos em que o Corinthians foi punido no mando de campo. E não foram poucos. Em março, o Alvinegro fez uma partida da Libertadores no Pacaembu com estádio vazio contra o Millonarios. Foi a pena definida pela Conmebol ao clube após membros de organizadas lançarem um sinalizador que causou a morte do adolescente Kevin Espada na comemoração de um gol contra o San José em Oruro.

Na partida contra os colombianos, a renda foi de R$ 870, valor somado do ingresso dos quatro torcedores que conseguiram liminar para furar a punição da Conmebol. Nas outras duas partidas alvinegras na fase de grupo daquela Libertadores, contra Tijuana e San José, o clube teve média de 32.762 pagantes e renda de R$ 2.147.327,50 por partida. Se tal número se repetisse contra o Millonarios, seriam R$ 2.146.457,50 milhões a mais nos cofres.

Os problemas continuaram no Brasileirão. Nas partidas no Pacaembu, o Corinthians teve média de público de 28.262, arrecadando, R$ 928.525,61 por jogo. O time teve de mandar cinco jogos fora da capital paulista, quatro pela briga de torcedores no encontro com o Vasco em Brasília e um por um torcedor ter atirado uma garrafa no bandeirinha do jogo contra a Portuguesa, em Campo Grande. Nesses jogos no interior (dois em Mogi Mirim e Araraquara e um em Itu), teve média de público de 12.113 pessoas e renda média de R$ 338.083,33. Sem as punições, caso o Corinthians mantivesse a média de arrecadação em São Paulo, arrecadaria R$ 2.952.211,40 a mais.

Somando o jogo da Libertadores com os do Brasileirão, o Alvinegro deixou de faturar R$ 5.098.668,90. Esse valor considera apenas a bilheteria, ignorando outros prejuízos que a ação negativa de alguns torcedores causaram, como deterioração da imagem institucional e desgaste da relação com o elenco. O número pode até parecer pouco em relação à arrecadação anual do clube, cerca de R$ 300 milhões (usando número de 2012, já que o balanço de 2013 ainda não saiu), mas representa mais da metade da folha salarial corintiana no ano passado. Uma folha salarial que foi pesada, e que dirigentes alvinegros admitem que não conseguiram arcar completamente.