Quando Emmanuel Adebayor marcou pelo Manchester City contra o seu ex-clube, o Arsenal, atravessou o gramado para comemorar diante dos seus antigos torcedores. Um ato de provocação e, como ele explicou em entrevista à emissora de televisão TRT World, de ódio. Ódio que surgiu de Arsène Wenger, colocado pelo togolês no grupo de técnicos falsos.

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O problema está na maneira como Adebayor, segundo ele, foi enviado para o Manchester City, em 2009, por três vezes o preço que o Arsenal havia pagado para tirá-lo do Monaco, três anos antes. O togolês diz que não foi atraído pela grana que começava a jorrar nos Citizens, mas praticamente demitido do Arsenal.

“Tive uma reunião com Arsène Wenger no escritório dele. Ele me disse que eu precisava sair porque não via meu futuro no Arsenal. Que eu precisava seguir em frente com a minha vida. Eu disse que ficaria. Ele disse: ‘Não. Não vamos organizar uma luta por você. Você vai ou fica aqui e não joga’. Então não tive outra escolha a não ser ir para o City, o que fiz com muito prazer”, disse.

“E no dia seguinte, quando estava no Manchester City, eu o vi dando uma entrevista coletiva em Londres dizendo que eu quis ir embora por causa do dinheiro e tudo mais, e desde de aquele dia é da onde vem o meu ódio pelo Arsenal”, completou.

Adebayor tenta não confundir o clube e o treinador com seus torcedores, mas nem sempre consegue. “Foram os primeiros torcedores a gritarem meu nome em Londres. Mesmo hoje em dia, quando eu os vejo jogar, eu quero que vençam, mas, ao mesmo tempo, quero que percam porque a raiva em mim é muito grande”, disse.

O atacante, atualmente no Istambul Basaksehir, explicou o que estava pensando naquela comemoração marcante. “Um prisioneiro está livre. Eu jogo pelo clube por três anos e meio. Me compraram por três ou quatro milhões de libras (nove, de acordo com o Transfermarkt) e me venderam por 27 milhões, e ainda me xingam. Ainda dizem que eu sai por dinheiro. Me compram por £ 3 milhões, eu ainda tinha cinco anos de contrato, e me vendem por £ 20 milhões a mais e estão me dizendo que fui eu quem sai por dinheiro e me xingando”, afirmou.

“Podem me insultar, sem problemas, mas dizer que meu pai lava elefantes? Não vou tolerar isso. Então, para mim, foi para mostrar para eles que a pessoa que estavam insultando ainda tem alguma coisa no armário”, acrescentou.

Para Adebayor, a exceção do mundo dos treinadores é José Mourinho. “Um dos treinadores que eu amo. Ele é um dos mais honesto treinadores que eu conheci na minha carreira. A maioria dos treinadores é falso”, encerrou.