Não foi a vitória mais impressionante do Atlético Paranaense. Depois de suar sangue para passar à fase de grupos da Libertadores, ressurgindo três vezes contra o Sporting Cristal, o Furacão fez o dever de casa contra o Strongest. Jogou bem durante o primeiro tempo, o suficiente para que Paulinho Dias garantisse o triunfo por 1 a 0, mas fez Weverton passar sufoco desnecessário contra a limitada equipe boliviana no segundo tempo. O que importa são os três primeiros pontos garantidos no Grupo 1, em um jogo em que era obrigatório conquistá-los. E, principalmente, a injeção de ânimo que os rubro-negros receberam nos cinco minutos finais.

Adriano retornou ao futebol. Depois de quase dois anos desde sua última partida oficial, o centroavante teve o gosto de entrar em campo novamente. O camisa 30 mal tocou na bola, teve pouquíssimo tempo para mostrar serviço. Mas pareceu disposto a voltar de vez, recuperado bem antes do que as previsões iniciais apontavam. Se está longe da melhor forma, mostrou-se muito menos ‘robusto’ do que no Corinthians, o último clube antes da chance de redenção no Atlético.

Mais do que pela oportunidade que recebeu, Adriano pode se motivar pelo crédito de confiança que a torcida lhe dá. Por vários motivos, o Imperador vale a pena à equipe. Algo logo assimilado pelos rubro-negros. A massa na Vila Capanema pediu pelo atacante mais de uma vez, incentivou sua entrada. Sabem que ter Adriano em bom nível pode ser o suficiente para uma campanha marcante na Libertadores.

É difícil cravar como serão os próximos meses de Adriano. A readaptação após tanto tempo afastado do futebol. Por mais que não se esqueça o talento, o corpo às vezes não é tão ágil quanto o raciocino. E, considerando o estilo de jogo do centroavante, essa capacidade física é essencial. Em seus melhores tempos, o Adriano era bem mais do que um touro em campo. Era um atacante completo, capaz de dribles curtos, de arrancadas, de transições. Não à toa, esteve entre os melhores do mundo em seu auge.

Apenas a possibilidade de ver Adriano jogando, no entanto, já é um alento. O carioca nunca escondeu sua face humana, um dos poucos craques a se exporem tanto em tempos de um futebol cada vez mais pasteurizado. Teve seus erros, mas também pagou por isso. Dar-lhe a milésima chance não é demais. Resta desejar sorte ao menino da Vila Cruzeiro, para que ele reencontre um pouco que seja daquele futebol que encantou multidões. E ter uma ponta de inveja dos atleticanos, que agora terão o direito de sonhar com a ascensão do Imperador.


3 respostas para “Adriano está de volta. O primeiro passo em sua longa caminhada”

  1. William Castro disse:

    Parece estar magro, já é um bom começo

  2. Giovani L. Montenegro disse:

    Desejo toda sorte a ele que enfrentou um problema que só quem passa é capaz de ter ideia do que é.

  3. Hugo Andrade disse:

    Será Adriano a versão Ronaldo de 2002?? 2 anos sem jogar, ninguém acreditando em sua volta, e um retorno triunfal, com título e artilharia? Se ele for convocado, o Trivela já pode fazer a comparação…

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