A terça-feira acaba com suas manchetes dominadas pelas grandes seleções. O Brasil ganhou da Alemanha em um teste interessante, enquanto a Espanha pulverizou a Argentina. Mas também vale observar o que acontece fora do radar. E dois adversários do Brasil na fase de grupos conquistaram resultados notáveis. A Suíça claramente é superior ao Panamá, mas não costuma ser dos times mais ofensivos. Ainda assim, enfiou 6 a 0 na Maré Vermelha. Já a Sérvia, estabelecendo bases no trabalho de seu novo técnico, conquistou um resultado positivo em jogo mais equilibrado. Bateu a Nigéria por 2 a 0, em Londres.

Sem jogadores importantes, a Suíça vinha de uma vitória sobre a Grécia, mas sem empolgar tanto. Desta vez, atuando diante de sua torcida em Lucerna, o time de Vladimir Petkovic resolveu amassar os visitantes. O Panamá busca firmar um sistema defensivo com cinco homens, que pode garantir mais segurança na Rússia. Mas este não foi um bom dia. Em intervalo de apenas 17 minutos, entre os 22 e os 39 do primeiro tempo, os suíços balançaram as redes quatro vezes. Blerim Dzemaili, Granit Xhaka, Breel Embolo e Steven Zuber anotaram. Já na segunda etapa, Mario Gavranovic e Fabian Frei encerraram o massacre. Destaque para Zuber, que se projeta com o Hoffenheim e contribuiu também com duas assistências.

Já a Sérvia vinha de derrota para Marrocos e precisava se recuperar. Contou com uma dupla muito consistente no meio-campo, com Luka Milivojevic e Nemanja Matic na cabeça de área. De qualquer maneira, quem resolveu mesmo foi Aleksandr Mitrovic. O centroavante já viveu momentos mais badalados, mas recobra seu faro de gol no Fulham e demonstrou isso com a seleção, balançando as redes duas vezes contra a Nigéria, ambas em jogadas de Filip Kostic. Cabe dizer, todavia, que as Super Águias realizaram diversas alterações, especialmente após o primeiro tento.

Entre os adversários do Brasil no Grupo E, apenas a Costa Rica não venceu. Os Ticos encararam a Tunísia em Nice e perderam por 1 a 0. Seu forte defensivo não foi suficiente para segurar o camisa 10 Wahbi Khazri, definindo o confronto aos 36 do primeiro tempo, em contra-ataque. Os magrebinos não perdem desde março, quando sucumbiram em amistoso contra o Marrocos.