O Independiente se orgulha da sua história. E, diante de sua situação atual, precisa mesmo se agarrar a isso. Os Rojos vivem uma crise intensa, dentro e fora de campo. Enquanto o time perdeu fôlego na segunda divisão e saiu da zona de acesso, o presidente Javier Cantero está a um passo da renúncia – algo comemorado pela barrabrava do clube, a quem o dirigente combateu durante sua gestão. E, como desgraça pouca é bobagem, a torcida ainda pode perder as suas melhores lembranças.

O atacante Luciano Leguizamón não deixou muitas saudades em sua passagem por Avellaneda, acumulando lesões e participando da campanha do rebaixamento. Mas o atacante que marcou apenas um gol em 16 jogos pode se tornar dono de sete taças da Libertadores. Como? O Independiente deve 1,7 milhões de pesos ao jogador, que entrou com uma ação na Fifa e embargou todas as Copas da competição.

“Não podem embargar o clube. Defederico quis fazer isso e não pôde. Por isso, o advogado de Leguizamón sai a todos os meios para falar e extorquir. Além disso, as Copas têm apenas um valor simbólico”, afirmou Canteros, complementando que o acordo que propôs com pagamento em parcelas não foi aceito. Enquanto isso, o advogado do atacante defende que os Rojos têm cinco dias para pagar. Leguizamón exige o pagamento de seus salários por um ano, não sobre os três anos pelos quais tinha contrato. “Ele não quer prejudicar a imagem do clube, apenas que o Independiente pague”, afirmou.

O maior campeão da Libertadores já havia manchado sua história com a queda. E a crise que não cessa agora coloca em risco também a sala de troféus mais reluzente das Américas.


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