Sugerimos aqui a leitura de uma reportagem da Agência Pública, especializada em jornalismo investigativo, com vários números interessantes sobre o gasto do governo com educação e com a organização da Copa do Mundo nos últimos quatro anos. A matéria dizia que nove das 12 cidades sede receberam mais repasses de verba federal para estádios do que para salas de aula.

No entanto, após resposta da Controladoria Geral da União, fonte desses dados, a própria Agência Pública retratou-se na sua página do Facebook e pediu desculpas por ter cometido um “erro grave” ao deixar de somar outros gastos do governo com a Educação. Veja a nota de retratação na íntegra:

Em resposta à nota da CGU a Pública pede desculpas e esclarece que:

1- O repórter Ciro Barros conversou sim com a assessoria de imprensa da CGU em dezembro do ano passado e foi orientado a somar os gastos da rubrica “Educação”, identificados na reportagem como “repasses do governo federal à educação”. Cometemos um erro grave, evidentemente, embora de boa fé; 

2- Ao identificar os repasses do Fundeb como “encargos especiais” e fora da rubrica “educação”, a CGU dificultou não apenas o trabalho do repórter – que não foi alertado para isso – mas o direito à transparência de todo e qualquer cidadão brasileiro;

4- Por esse motivo, a Pública se desculpa junto aos leitores e republicadores pela distorção do resultado e convida a CGU a revelar e publicar no Portal da Transparência os investimentos do governo federal em educação discriminando o quanto foi repassado para cada uma das 12 cidades-sede da Copa;

5- Quanto à natureza dos recursos, a opção foi editorial. Consideramos que os investimentos públicos – quer em forma de financiamento ou de gastos diretos – refletem prioridades do governo e isso está claramente assinalado na reportagem.