Nigel De Jong está de volta às grandes ligas. O volante, de 33 anos, estava no Galatasaray desde 2016, mas vinha jogando pouco. Se transferiu para o Mainz nesta janela de janeiro e assinou um contrato de curta duração, até o fim da temporada, em junho, e está disposto a mostrar o seu valor. O jogador falou ao site oficial da Bundesliga sobre sua fama de violento, a volta à Bundesliga, a escolha do Mainz e até sobre ter uma loja de carros de luxo em Hamburgo, onde jogou pelo próprio Hamburgo entre 2006 e 2009.

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A chance de voltar à Bundesliga

“Eu primeiramente quero dizer obrigado por ter ganhado a chance de jogar a Bundesliga novamente por Reuven Schöder [diretor de futebol do Mainz] e [o técnico] Sandro Schwartz. É uma grande chance para mostrar minha habilidade no campo. Eu agora tenho 33 anos, mas não estou nem perto de parar de jogar futebol. Agora eu quero levar todo meu trabalho e experiência para o time aos jogadores jovens e mostrar nos próximos cinco meses que nós, com disciplina e a mentalidade certa, podemos continuar na Bundesliga”, afirmou o holandês.

O Mainz

“Nos últimos 10 anos, o Mainz teve um time que sempre jogou um futebol atrativo. Todo mundo sabe as histórias com Jürgen Klopp, mas também houve sucesso depois disso, com pessoas como Thomas Tuchel. O Mainz sempre foi um oponente duro e é o mesmo hoje em dia. Eu sempre acompanhei a Bundesliga e o próprio Mainz. É um time pequeno, mas a atmosfera ao redor do time sempre foi incrível. Eu sempre joguei em grandes cidades e agora vim para Mainz. Nas fases finais da minha carreira, se trata apenas de futebol e, com isso, eu posso me concentrar totalmente no Mainz. Eu acho que eu, como pessoa, e o time, como está agora, é uma boa combinação”, analisou o volante.

Dificuldades no Galatasaray

“Foi difícil não jogar futebol nos últimos seis meses. Foi um problema com o técnico lá. Eu sou o tipo de jogador que sempre fala o que pensa. Às vezes é melhor quando alguém como um jogador mantém a sua boca fechada, mas eu não posso fazer isso sempre. Mas eu me mantive em forma e também joguei amistosos, onde eu vi que ainda posso jogar em partidas de 11 contra 11. Eu queria uma outra chance no futebol e quero usar isso agora no Mainz”, contou.

Contrato até o fim da temporada

“Isso não é problema para mim. Honestamente, eu não queria assinar nenhum contrato por dois anos, sendo que não mostrei o meu valor. Eu quero apenas estes cinco meses. Se funcionar, então eu posso sentar e conversar com o diretor esportivo Rouven Schröder e discutir um novo contrato. Mas isso depende totalmente do meu desempenho. Se não funcionar, então não funcionou. Mas eu estou convencido que posso ter sucesso”.

Bundesliga

“A Bundesliga é uma das melhores ligas do mundo. Na época, quando eu estava no Hamburgo, era bonita, mas agora está ainda melhor. Eu gosto da pontualidade alemã, a organização é incrível. Os torcedores podem andar quase juntos um ao lado do outro sem problemas. Eu gosto disso. Eu já estive em todo lugar e eu tenho que dizer: neste ponto, a Bundesliga é a número um. Mas também no campo, o nível é sempre muito alto e sempre estará alto. Eu realmente quero sentir isso de novo, é por isso também que eu estou de volta ao Mainz”.

Luta contra o rebaixamento

“Será uma segunda metade de temporada difícil, mas nós queremos enfrentar e eu quero ser parte do elenco. Eu quero que o Mainz termine no lado certo da tabela, nós queremos vencer a batalha contra o rebaixamento, nós queremos ir adiante juntos. Eu conheço alguns aqui, como Rene Adler, mas eu não conheço todos, eu tenho que dizer que na próxima semana eu irei conhecer todos os jogadores rapidamente”.

Sua fama de violento

“Eu estava esperando por esta pergunta (risos), mas você vai ficando mais velho e mais esperto, você sabe o que pode fazer e o que não pode. Mas ainda assim, eu sempre tento dar 110%, este é o meu estilo. Você aprende com os seus erros. Eu tenho 33 anos agora, você tem que ser um pouco mais inteligente”.

Dono de uma loja de carros

Um dos fatos mais curiosos sobre De Jong é a sua atuação fora de campo. Ele é co-fundador e um dos donos da Continental Cars, uma loja de carros de luxo em Hamburgo, que opera também no Oriente Médio. Ele vende carros super esportivos, como Ferrari, Maseratti, Bentley, Rolls-Royce e Aston Martin.

“Durante a minha carreira, eu sempre pensei sobre o que faria depois do futebol. Você vê quantos jogadores vão à falência depois das suas carreiras, você sempre tem que se preocupar com sua vida depois do futebol, mesmo se é o seu esporte. Mas também é bom se você não pensa em futebol a cada segundo, você também tem que deixar para lá. Eu posso imaginar ficar na Alemanha depois da minha carreira”, contou.

Formado pelo Ajax, De Jong estreou no futebol em 2002 e se transferiu para a Alemanha pela primeira vez em 2006, quando foi defender o Hamburgo. Ficou no clube até 2009, quando foi para o Manchester City. De lá, foi para o Milan em 2012 e ficou até 2016. Naquela temporada, foi para a MLS e jogou por um curto espaço de tempo na liga antes de voltar à Europa para atuar no Galatasaray. Jogou pouco na Turquia e tenta retomar a carreira.