Além das explicações a serem dadas para sua família, Olivier Giroud sabia que havia ficado devendo para torcida do Arsenal e seus companheiros. Após ser descoberta a visita de uma modelo ao seu quarto na concentração dos Gunners antes de um jogo pela Premier League, o atleta acabou se desculpando publicamente, no Twitter, com sua esposa, familiares, torcedores e companheiros de clube e, claro, com o técnico Arsène Wenger. A princípio, tudo isso não adiantou muito, e o jogador ficou de fora de quase todo o jogo com o Liverpool pela Copa da Inglaterra e teve que ver o jovem Yaya Sanogo, que pouco jogou na temporada, ser o titular diante do importante duelo com o Bayern de Munique no meio da semana. Entretanto, tudo isso agora é passado. Pelo menos o perdão da torcida do Arsenal ele conseguiu com sua atuação contra o Sunderland neste sábado.

Titular pela primeira vez desde que o escândalo se espalhou, Giroud estava mais motivado que nunca para provar que merecia, sim, o perdão e o carinho da torcida – além da posição de titular. Não apenas seu comportamento na concentração incomodava. O desempenho do francês ultimamente não era o mesmo do início da temporada. Com um gol em cada um dos quatro primeiros jogos do time na Premier League, e depois muita participação nas vitórias, mesmo que sem balançar as redes, o atleta vinha agradando no início desta campanha, a despeito da fraca temporada de estreia em 2012/13. A queda de rendimento recente era grande, e quando a torcida ganha a oportunidade de atribuir isso a uma má conduta fora do campo, acredite, ela o fará.

Aproveitar a primeira oportunidade como titular depois de tudo isso para fazer dois gols e dar uma assistência foi exatamente aquilo de que Giroud precisava. Até mesmo melhor que a encomenda. Ao ver um inexperiente e pouco utilizado Sanogo como titular diante dos atuais campeões europeus, o francês deve ter se dado conta do quanto precisava se redimir.

Depois da atuação de hoje, em que foi decisivo como não era há um certo tempo, Giroud deve ter reconquistado pelo menos a titularidade. A plena confiança de Wenger nele deve vir gradativamente. Mas continue assim, Olivier, que será um processo bem rápido.