A última rodada de La Liga não tinha em jogo apenas a decisão pelo título. Se no sábado conhecemos o campeão, neste domingo a disputa que pegou fogo foi para ver quem se manteria na elite espanhola e quem iria para a segunda divisão. O Osasuna recebeu o Betis no El Sadar precisando de uma vitória e de tropeços dos concorrentes. Apesar do triunfo, não evitou o rebaixamento para segundona. No entanto, isso tudo acabou ficando em segundo plano, diante da tragédia que quase aconteceu nas arquibancadas de seu estádio.

Aos 12 minutos do primeiro tempo, Oriol Riera abriu o placar para o Osasuna, e, na comemoração dos torcedores da casa, parte da arquibancada cedeu, machucando cerca de 28 pessoas, com pelo menos seis delas sendo levadas ao hospital. Na hora, as imagens preocuparam, mas não houve nenhuma vítima fatal. A cena mais marcante de toda a confusão, além da queda em si, que atrasou não só o jogo em si como também as outras partidas que aconteciam no momento – seguradas para que terminassem simultaneamente -, foi do atleta Alfred N’Diaye, do Betis, carregando um pequeno garoto torcedor do Osasuna nos braços para longe do local da queda.

N'Diaye, do Betis, resgata  pequeno torcedor do Osasuna (Reprodução/Twitter)

N’Diaye, do Betis, resgata pequeno torcedor do Osasuna (Reprodução/Twitter)

Por sorte, não houve mortes. Ainda assim, um acontecimento desses é sempre algo muito grave, em qualquer lugar do mundo, especialmente em uma liga que supostamente deveria ser mais organizada. Claro que não era algo esperado, mas há, sim, responsáveis por essa situação. É óbvio dizer isso, mas a fragilidade dessa estrutura deveria ter sido detectada por alguém. Como ainda está recente, não há informações sobre isso, mas nos próximos dias ou semanas deveremos ver consequências para algumas pessoas ou até mesmo para o próprio Osasuna, responsável pelo estádio. E é preciso que a medida tomada seja exemplar, para que nenhum outro torcedor tenha sua vida em risco em um local a que vai para apenas se entreter.