Inglaterra e Uruguai faziam jogo de vida ou morte pela Copa do Mundo. A Celeste vencendo, sobrevivendo na competição. E eis que um grande susto paralisou a partida: Álvaro Pereira chocou a cabeça com o joelho Raheem Sterling, em um carrinho na entrada da grande área. O lateral caiu desacordado em campo, precisou ser reacordado pelos médicos e pelos companheiros com a suspeita de concussão. Parecia mais uma perda para a desfalcada defesa de sua equipe.

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Não quando a força de vontade do jogador pesa para permanecer em campo. Se a raça uruguaia é uma mística que envolve a camisa celeste, Álvaro Pereira fez jus a ela. Gritou com Óscar Tabárez e os médicos para permanecer em campo. Bateu no peito e chamou a responsabilidade. Logo nos primeiros segundos em campo, partiu para uma dividida e disputou uma bola pelo alto – sem nem ligar para o trauma. Ajudou o Uruguai a conquistar uma vitória imprescindível, com o brilho de Luis Suárez, outro símbolo da raça. A importância da Copa também está nestes pequenos detalhes.