No que se refere à seleção holandesa, pouco há a dizer daqui por diante. Louis van Gaal já anunciou os 30 que ficarão para a fase final de preparação rumo à Copa do Mundo – o que já considera o amistoso contra o Equador, neste sábado, em Amsterdã. Agora, resta apenas observar os treinos que seguirão em Hoenderloo, para os palpites sobre quem serão os 23 convocados da Oranje no mundial.

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Sendo assim, antes do mergulho profundo da Holanda em mais uma Copa (com expectativas pessimistas), é bom pararmos para falar sobre cada um dos 18 times que participaram do Campeonato Holandês. Um torneio que foi melancólico como a Holanda já não estava acostumada. Não só pelo tetracampeonato quase óbvio do Ajax, mas pelo nível técnico chato das partidas e a má atuação nas competições continentais.

Mesmo assim, houve emoção na parte de baixo da tabela. Clubes como o NEC e o Cambuur lutaram com todas as forças contra o rebaixamento – com sucesso no caso dos auriazuis, sem sucesso no caso dos Nijmegenaren. E houve até boas surpresas, como o Zwolle, que compensou plenamente as turbulências na Eredivisie com o histórico título da Copa da Holanda. Vamos à análise.

Roda JC

Colocação final: 18º lugar, com 29 pontos
Técnico: Ruud Brood (até a 17ª rodada), Regilio Vrede/Rick Plum (interinos, apenas na 18ª rodada) e Jon Dahl Tomasson
Maior vitória: ADO Den Haag 0×4 Roda JC (4ª rodada)
Maior derrota: NAC Breda 5×1 Roda JC (6ª rodada)
Principal jogador: Guus Hupperts (ponta-de-lança)
Artilheiro: Guus Hupperts (9 gols)
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo AZ
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 3

Até houve bons momentos na temporada dos aurinegros de Kerkrade, como a vitória de virada sobre o PSV, em casa, por 2 a 1. No entanto, a chegada de Jon Dahl Tomasson acabou sem resolver a queda perigosa que já era notável ao final do primeiro turno. O que se supunha como principal problema da equipe (a inconstância da defesa) até se resolveu. Jogadores irregulares, como o goleiro Filip Kurto, cresceram de produção. E Hupperts é revelação observada com carinho por clubes maiores no país. Mas nada disso significou melhoras para o Roda. Ao contrário. A equipe foi simplesmente a pior do returno, com apenas 11 pontos em 17 rodadas.

Mais do que isso: sequer conseguiu se impor em casa, sendo o time de pior desempenho nos jogos fora de casa em toda a Eredivisie. E os Koempels pareciam sempre um time desmotivado, apático, mesmo precisando de vitórias. Castigo: mesmo vencendo o Go Ahead Eagles, na última rodada, foram punidos pelo empate entre NEC e Ajax, que rebaixou o clube pela primeira vez em sua história no Campeonato Holandês. Mais do que isso: deixou Limburgo, uma das províncias mais importantes da Holanda, sem representantes na primeira divisão, algo inédito. É triste. Mas não foi por falta de aviso.

NEC

Colocação final: 17º colocado, com 30 pontos
Técnico: Alex Pastoor (até a 2ª rodada), Ron de Groot/Wilfried Brookhuis (interinos, na 3ª rodada) e Anton Janssen (desde a 4ª rodada)
Maior vitória: NEC 3×1 ADO Den Haag (19ª rodada) e RKC Waalwijk 1×3 NEC (24ª rodada)
Maior derrota: PSV 5×0 NEC (1ª rodada)
Principal jogador: Michael Higdon (atacante)
Artilheiro: Michael Higdon (14 gols)
Copa nacional: eliminado nas semifinais, pelo Zwolle
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 4,5

Mesmo em último lugar ao final do turno, sobrava ao NEC o que faltou no Roda JC: vontade para sair da situação de penúria em que estava no Campeonato Holandês. E alguns jogadores cresceram de produção no segundo turno, ajudando Michael Higdon, antes uma andorinha que não fazia verão: Ryan Koolwijk reafirmou-se como um dos destaques no meio-campo, onde Kevin Conboy também ajudava, e os atacantes reservas Alireza Jahanbakhsh e Christoph Hemlein também apareceram bem. Todos jogadores que atuavam do meio-campo para a frente.

Porém, a defesa não ajudava: com 82 gols sofridos, foi a mais vazada do torneio. E às vezes, a vontade de sair do sufoco se transformava em nervosismo. O fim da história mostrou esses dois extremos. Contra o Ajax, na última rodada, a equipe ficou duas vezes atrás no placar, mas Alireza marcou duas vezes e deu a sobrevida na Nacompetitie, onde haveria a chance de se manter na primeira divisão. Porém, no duelo contra o Sparta Rotterdam, vindo da segunda divisão, uma derrota em casa (0×1) e três gols no primeiro tempo da volta selaram a queda. Uma pena. Fica o consolo de ter lutado.

RKC

Colocação final: 16º colocado, com 32 pontos
Técnico: Erwin Koeman
Maior vitória: RKC 5×2 Utrecht (23ª rodada)
Maior derrota: AZ 4×0 RKC (26ª rodada)
Principal jogador: Sander Duits (meio-campista)
Artilheiro: Sander Duits (6 gols)
Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo Heracles Almelo
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 4,5

A bem da verdade, os Católicos foram tão irregulares na temporada quanto os já rebaixados NEC e Roda JC. Todavia, conseguiram uma característica que Nijmegenaren e Koempels não tiveram: viram gente do ataque subir de produção sem descuidarem tanto da defesa. Por isso, e só por isso, conseguiram se salvar do rebaixamento direto e ainda resistem na Nacompetitie – tentarão reverter a vantagem do Excelsior, que fez 2 a 0 no jogo de ida da decisão por uma vaga na Eredivisie.

Porque, na defesa, enquanto esteve em forma, o goleiro tcheco Jan Seda teve algumas atuações até milagrosas. E no miolo de zaga, o francês Prince-Désir Gouano, emprestado pela Atalanta, foi grata revelação. No meio, Sander Duits teve as atuações mais regulares, só que teve auxiliares valiosos. Ao retornar a Waalwijk, Evander Sno ganhou o ritmo de jogo de que precisava – o mesmo caso de Romeo Castelen, que vai afastando os temores de ser “de vidro”. Foi o suficiente para uma salvação temporária. Difícil imaginar a salvação definitiva, que só virá com uma grande atuação no domingo.

NAC Breda

Colocação final: 15º lugar, com 35 pontos
Técnico: Nebojsa Gudelj
Maior vitória: NAC Breda 5×0 Go Ahead Eagles (11ª rodada)
Maior derrota: Twente 5×2 NAC Breda (14ª rodada)
Principal jogador: Jelle ten Rouwelaar (goleiro)
Artilheiro: Rydell Poepon (9 gols)
Copa nacional: eliminado na terceira fase, pelo Cambuur
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5

Os Bredanaren poderiam ter ficado um pouco mais relaxados com antecedência no Campeonato Holandês. Corriam risco já no final do primeiro turno, mas ele não parecia tão grande. E continuou controlado ao longo do returno, quando a equipe do sul até chegou a sonhar com um lugar nos play-offs por vaga na Liga Europa. Mas a má sequência no final do campeonato (cinco partidas sem vitória, com quatro derrotas) trouxe um temor nada desejado. Temor só controlado porque a equipe continuou tendo desempenho razoável para a média do Campeonato Holandês.

Poepon foi o grande artilheiro, mas Stipe Perica ganhou ritmo de jogo e competitividade, mostrando-se um novato promissor. E se Anthony Lurling foi dura perda no meio do torneio (brigou com a direção, foi afastado e mandado para o Heerenveen), Ten Rouwelaar seguiu sendo um goleiro confiabilíssimo, até batendo um recorde na Eredivisie: desde 2008 escalado em todos os jogos do clube no torneio, igualou os 18.360 minutos de Ruud Hesp, entre 1987 e 1993. E pediu: “É hora de algo acontecer”. Que o NAC ouça um de seus ídolos.

Heracles
O Heracles encerrou a temporada contra o Ajax (Foto: AP)

O Heracles encerrou a temporada contra o Ajax (Foto: AP)

Colocação final: 14ª colocação, com 37 pontos
Técnico: Jan de Jonge
Maior vitória: RKC Waalwijk 1×4 Heracles (8ª rodada)
Maior derrota: AZ 4×0 Heracles (26ª rodada)
Principal jogador: Mark Uth (atacante)
Artilheiro: Bryan Linssen (11 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Feyenoord
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5

Quem acompanha o Campeonato Holandês sabe que sempre há um time que passa quase anônimo pela temporada. Que nunca parece ameaçado de verdade pelo rebaixamento, mas também não sonhará com coisa maior do que os play-offs por vaga na Liga Europa – se é que sonhará com eles. Pois bem, este foi o papel dos Heraclieden durante esta edição da Eredivisie. A equipe estava na 13ª posição ao final do turno. Caiu uma posição ao final do torneio. E… tudo bem.

Podia não estar tudo bem, já que a equipe foi a segunda pior mandante do campeonato (só melhor do que o rebaixado Roda – e isso após as duas últimas rodadas). E fez um segundo turno ruim. Mas o crescimento de alguns jogadores ajudou a manter o time de Almelo na primeira divisão. Simon Cziommer se afirmou como o armador que andava faltando desde a saída de Willie Overtoom. E o alemão Mark Uth aliou-se a Linssen como um bom atacante. É ver no que dará a reformulação por que o elenco passará, com saídas certas, como a do goleiro Pasveer (pode pintar no PSV) ou do volante Quansah.

Go Ahead Eagles

Colocação final: 13º colocado, com 38 pontos
Técnico: Foeke Booy
Maior vitória: RKC 1×4 Go Ahead Eagles (5ª rodada), Roda JC 1×4 Go Ahead Eagles (12ª rodada) e Go Ahead Eagles 4×1 Zwolle (16ª rodada)
Maior derrota: Ajax 6×0 Go Ahead Eagles (8ª rodada)
Principal jogador: Erik Falkenburg (meio-campista)
Artilheiro: Erik Falkenburg e Jarchinio Antonia (9 gols)
Copa nacional: eliminado na terceira fase, pelo Excelsior
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5,5

As Águias até vinham com desempenho promissor, ao final do primeiro turno. Mas é preciso reconhecer que ele fora ligeiramente distorcido: afinal de contas, o time vencera suas duas últimas partidas então, o que o levara ao 10º lugar. Nada mal para quem acabava de voltar da segunda divisão. Pois bem: o returno começou pessimamente. Com apenas uma vitória nas sete primeiras rodadas de 2014, a queda se aproximou perigosamente. Mas alguns jogadores melhoraram, o que logo afastou o incômodo temor.

Erik Falkenburg continuava jogando bem no ataque, mas Jarchinio Antonia cresceu de produção. E no meio-campo, Deniz Türüç melhorou vertiginosamente, a ponto de ser até convocado para a seleção holandesa sub-21. E nem a perda imprevista do goleiro Eloy Room, reintegrado às pressas pelo Vitesse, abalou o time: o dinamarquês Stephan Andersen segurou bem as pontas. O bom final de campeonato, incluindo vitória sobre o Twente, ajudou o Go Ahead Eagles a se manter na Eredivisie. Resta saber como será sem Falkenburg, que se transferiu para o NAC Breda nesta quinta.

Cambuur

Colocação final: 12º colocado, com 39 pontos
Técnico: Dwight Lodeweges (até a 29ª rodada) e Henk de Jong (a partir da 30ª rodada)
Maior vitória: Cambuur 4×1 Groningen (3ª rodada)
Maior derrota: Feyenoord 5×1 Cambuur (33ª rodada)
Principal jogador: Ramon Leeuwin (zagueiro)
Artilheiro: Martijn Barto (9 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Utrecht
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5,5

Assim como o NEC, o Cambuur fez o que o Roda JC deveria ter feito: lutou com todas as forças que lhe eram permitidas e acessíveis contra o perigo do rebaixamento. A equipe abúlica do final do turno deu lugar a um time mais aguerrido. Que seguiu frágil fora de casa, mas pelo menos se esforçava para arrancar empates, como o 1 a 1 conseguido contra o campeão Ajax. E que via alguns jogadores despontarem. Tanto no ataque, com Elvis Manu e o nigeriano Bartholomew Ogbeche, como na defesa, caso do goleiro Leonard Nienhuis e de Ramon Leeuwin.

E a motivação deu tantos frutos que resistiu até à imprevista demissão de Dwight Lodeweges, já no fim do campeonato. O técnico, que ajudara na reação, já fora anunciado como o novo comandante do Heerenveen, a partir da próxima temporada. A principio, ficaria até o fim do campeonato, mas a má impressão foi tamanha que ele saiu por antecipação, dando lugar a Henk de Jong. E foi por manter o ânimo em cima e assegurar a permanência que De Jong, técnico do título da segunda divisão em 2012/13, foi efetivado. Caberá a ele sustentar um time que perderá gente como Ritzmaier e Leeuwin,

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Zwolle

Colocação final: 11º colocado, com 40 pontos
Técnico: Ron Jans
Maior vitória: Zwolle 6×1 ADO Den Haag (10ª rodada)
Maior derrota: Go Ahead Eagles 4×1 Zwolle (16ª rodada)
Principal jogador: Guyon Fernandez (atacante)
Artilheiro: Guyon Fernandez (10 gols)
Copa nacional: campeão
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 6,5

Três vitórias nos três primeiros jogos – o que incluiu uma primeira rodada com triunfo sobre o Feyenoord. Cinco rodadas de invencibilidade. O começo do Zwolle foi tão bom que houve até quem imaginasse em lugar nas competições europeias, porque até para sonhos há limites. Só que aos poucos os Zwollenaren começaram a cair. Parecia a clássica história do time que faz um brilhareco e termina brigando para não cair. O fim do primeiro turno dava margem a essa ideia: foram oito partidas sem vitória. Mas os Dedos Azuis souberam se armar para evitar um triste fim.

A ida ao mercado na janela de transferências foi muito acertada, e jogadores como o meio-campista neozelandês Ryan Thomas caíram como uma luva numa equipe que retomou a coesão tática. Do resto, cuidou a ascensão de gente como o atacante Guyon Fernandez e o veterano goleiro Diederik Boer. Deu para segurar-se na Eredivisie sem problemas. E principalmente, deu para conquistar a Copa da Holanda de modo inesquecível: goleada sobre o Ajax. E vaga na segunda fase preliminar da Liga Europa. Nada mal para quem parecia destinado a uma queda célere rumo às últimas posições.

Utrecht

Colocação final: 10º colocado, com 41 pontos
Técnico: Jan Wouters
Maior vitória: Utrecht 3×0 ADO Den Haag (14ª rodada)
Maior derrota: Twente 6×0 Utrecht (3ª rodada)
Principal jogador: Steve de Ridder (atacante)
Artilheiro: Jens Toornstra (12 gols)
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo NEC
Competição continental: eliminado na segunda fase preliminar da Liga Europa, pelo Differdange-LUX
Nota da temporada: 6

Assim como sempre há uma equipe que passa em brancas nuvens no Campeonato Holandês, também há um time que decepciona em uma determinada temporada. “É o PSV?”, perguntará o caro (e raro) leitor. Até poderia ser, mas pensando num contexto mais amplo, os Boeren estão em meio a uma reformulação, e uma temporada mais irregular já era prevista. E de todo modo, o time de Eindhoven ainda conquistou uma vaga em Liga Europa. Por isso, dá para cravar: a temporada do Utrecht foi a mais decepcionante.

Afinal de contas, o time que Jan Wouters tinha à disposição é de nível razoável o suficiente – para os padrões do futebol holandês, claro – para conseguir desempenho melhor do que uma 10ª colocação. Até porque há atletas que tiveram boas atuações ao longo do ano, como Jens Toornstra (merecendo chances na seleção, sob Guus Hiddink) ou Tommy Oar, meio-campo australiano pré-convocado para a Copa do Mundo. Enfim, agora já foi. Talvez até pela “fadiga de materiais”, Jan Wouters já deixou o clube. Resta se armar para 2014/15.

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5 respostas para “Análise da temporada (I): uma boa briga contra o rebaixamento”

  1. Sérgio disse:

    Parabéns, excelente análise!

    Gostaria apenas de saber porque o Sparta Rotterdam terminou em 16º na Eerste e teve direito a vaga nos play-offs.

    • Felipe Santos Souza disse:

      Caro Sérgio, agradeço. O Sparta foi aos play-offs por ter ganho um dos quatro “períodos” em que a Eerste Divisie é cindida. Das 38 rodadas, 36 são divididas em quatro “períodos” de nove rodadas. Os vencedores desses “períodos” vão aos play-offs, junto dos melhores colocados que não foram “campeões” de períodos, mais 16º e 17º da Eredivisie.

      E o Sparta, na verdade, sequer ganhou o segundo período, pelo qual se classificou. É que o Dordrecht, vencedor ao final das nove rodadas, já tinha ganho o primeiro período. E o segundo colocado fora o Jong PSV, time de aspirantes do clube já óbvio, que não tem direito a acesso. E a vaga caiu no colo do time de Roterdã, que só teve de entrar na primeira fase dos play-offs, por ter sido o pior dos classificados.

  2. Gabriel disse:

    Muito boa análise mesmo.

  3. Augusto SS disse:

    Felipe dos Santos, aquele Nick Viergever, do AZ, sempre me pareceu ser bom jogador. Atua como zagueiro e lateral esquerdo. Não seria mais justo, até por questão de experiência, convocá-lo, em vez do inexperiente Kongolo?

    • Felipe Santos Souza disse:

      De fato, poderia mesmo. Até atuou na derrota por 4 a 2 para a Bélgica, primeiro amistoso sob o comando de Van Gaal. Mas aí é escolha de Louis…

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