A Grécia saiu atrás da Costa Rica, na sua primeira aparição em oitavas de final de Copa do Mundo. Como tem em mãos uma geração que se recusa a morrer e briga até o último minuto, buscou o empate na base da pressão. Mas não tem muito repertório técnico. Boa parte do seu jogo ofensivo, durante os 120 minutos de partida na Arena Pernambuco, foi na base dos lançamentos.

Os gregos tentaram 72 bolas longas, um pouco a mais que a Costa Rica, que lançou 66 vezes. No caso dos caribenhos, os líderes dessa estatística foram o goleiro Keylor Navas (25) e o zagueiro Giancarlo González (11). Indica que, na maioria das vezes, não quiseram arriscar sair jogando com passes curtos da defesa. Por outro lado, Karagounis, meio-campista, tentou 11 lançamentos pela Grécia, mesmo número de Katsouranis, que entrou aos 33 minutos do segundo tempo. Indica que tentaram criar situações de perigo.

O meio-campo realmente ficava muito distante dos atacantes. Giorgios Samaras, durante boa parte da partida praticamente o único jogador mais ofensivo do time, jogou sempre no limite do impedimento, como podemos conferir na foto abaixo. Foi flagrado duas vezes em posição irregular, mas até em um tiro de meta de Karnezis estava um pouco à frente da linha dos últimos defensores costarriquenhos. O auxiliar que não viu. Conseguiu, em alguns lances, aparecer nas costas da defesa, mas os zagueiros adversários estavam espertos e interceptaram a bola.

Samaras jogando no limite da linha de impedimento

Samaras jogando no limite da linha de impedimento

Depois que Oscar Duarte foi expulso, aos 21 minutos do segundo tempo, Fernando Santos foi para o tudo ou nada. Mitroglou havia entrado um pouco antes e Gekas fez-lhe companhia. Samaras foi recuado para a meia-esquerda. Apesar de ter três atacantes em campo, a tática da Grécia era mais um 4-4-2 mesmo.

Depois das entradas de Mitroglou e Gekas, Samaras recuou para o meio

Depois das entradas de Mitroglou e Gekas, Samaras recuou para o meio

Os lançamentos continuaram e, eventualmente, funcionaram. Foi uma bola longa que Gekas dominou e chutou para rebote de Navas. Papastathopoulos colocou para as redes e levou a partida para a prorrogação, na qual a tática persistiu. A impressão é que esperavam que outra bola sobrasse na área para alguém empurrar. Nenhuma sobrou boa o suficiente e a história da Grécia na Copa do Mundo terminou.