O objetivo inicial da seleção americana era vencer Gana para ter possibilidade de sair de um dos grupos mais complicados da Copa do Mundo. Depois de conseguir isto, os Estados Unidos se classificaram para a segunda fase. E como disse Jurgen Klinsmann, a equipe lutaria para avançar mais depois disso. Mas nem por isso a eliminação contra a Bélgica pode ser considerado um fracasso. Ela deve ser é comemorada.

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Apesar de não conseguir adotar a proposta original de Klinsmann quando assumiu a seleção, que era de melhorar a equipe a ponto de jogar de igual para igual com nações mais fortes, os americanos conseguiram algo que pouquíssimos imaginavam e que gerou até dois tuítes interessantes de reconhecimento após a classificação, dos principais analistas da ESPN americana, Alexi Lalas e Taylor Twellman.

Sim, o futebol nos Estados Unidos ainda não está no ponto que alguns imaginavam quando a Copa do Mundo foi realizada no país. Os problemas ainda são grandes, principalmente nos fatos de que o país não tem aquele grande criador de jogadas e teve que colocar Michael Bradley, um típico box-to-box para criar. Ele fez alguns bons lançamentos, incluindo o passe para o gol de Julian Green contra os belgas nas oitavas, mas não fez o que era esperado dele após a mudança de esquema para tentar liberá-lo mais.

Algo positivo que a Copa mostrou é que a escola de goleiros americanos continua a todo vapor. A camiseta que já foi de Tony Meola e de certa forma de Kasey Kelley – que usava a 18 pela seleção – foi muito bem honrada por Tim Howard, que atuou muito bem durante todo o torneio e chegou ao recorde de defesas em uma partida no torneio na partida contra a Bélgica. Howard terá 39 anos em 2018 e até pode ir para a Rússia, mas a meta americana continuará bem servida com Brad Guzan, reserva nesta Copa e titular do Aston Villa na Premier League.

Por falar em 2018, Klinsmann conseguiu com sucesso um de seus objetivos. Ele resolveu privilegiar atletas jovens em sua convocação pensando na Copa do Mundo da Rússia. Contra Gana, John Brooks (21) entrou, teve uma partida sólida e marcou o gol da vitória. DeAndre Yedlin (20) causou sérios problemas a portugueses e belgas com sua velocidade pelo flanco direito. E até Julian Green (19), motivo de polêmica pela não convocação de Landon Donovan, entrou bem nas oitavas e marcou um belo gol para dar esperanças aos americanos.

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O grande reflexo do crescimento no futebol nos Estados Unidos talvez não esteja em campo e nem no Brasil, mas sim no próprio país. As partidas contra Portugal e Bélgica foram as mais assistidas na história do esporte em terras norte-americanas, superando a final da Copa do Mundo Feminina de 1999, vencida pelos locais em Los Angeles. E apesar de boa parte deste grupo ser vítima do “vírus Copa”, também existe uma corrente de novos fãs que já estão buscando opções de apoiar times de suas cidades, mesmo onde não existem franquias da MLS e sim das outras ligas profissionais, NASL e USL Pro, ou até das amadoras, como a PDL e e NPSL.

A fundação está mais do que sólida. 20 anos após sediar uma Copa do Mundo e com a 19ª temporada da Major League Soccer em andamento, os americanos continuam vendo o esporte crescendo no país. E Klinsmann, com contrato até 2018, espera desenvolver mais seus jovens e ter uma equipe com capacidade de fazer mais na próxima edição do torneio. Mas 2018 já é assunto para a próxima coluna.

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