O Campeonato Grego continua emperrado, mas as soluções começam a ser tomadas para o seu retorno. Depois de duas semanas de paralisação, os times voltarão a entrar em campo no final de semana. Já nesta quinta, o comitê disciplinar da Super League anunciou sua punição ao PAOK, depois que o presidente Ivan Savvidis entrou em campo armado – revoltado com a anulação de um gol durante os minutos finais do confronto direto com o AEK Atenas, que valeria a vitória por 1 a 0. O dirigente está banido por três anos de suas atividades esportivas e pagará uma multa de 100 mil euros. Já o diretor esportivo Lubos Michel (sim, o ex-árbitro de Copa do Mundo), que disse ameaçou o juiz da partida, pegou um gancho de 90 dias. O AEK teve a vitória por 3 a 0 decretada e o PAOK ainda precisará jogar seus próximos três compromissos no Estádio Toumba com os portões fechados.

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A decisão da justiça desportiva causa impacto direto na tabela. Com isso, o AEK mantém a liderança com 57 pontos, agora cinco de vantagem sobre o PAOK. Na segunda colocação, os alvinegros somam 52, dois a mais que o Olympiacos, em terceiro. Vale lembrar que a Super League havia deduzido três pontos do PAOK, por causa do rolo de papel atirado pela torcida alvinegra na cabeça de Óscar García, técnico do Olympiacos, mas depois voltou atrás em sua decisão. A mudança no veredito aconteceu na véspera da confusão no Estádio Toumba, contra o AEK.

A retomada da Super League foi definida no meio da semana, após reunião entre representantes dos clubes e o Ministro dos Esportes, Giorgos Vassiliadis. Para tanto, uma série de medidas severas foi anunciada. A partir de agora, clubes com quatro incidentes de violência de torcida na mesma temporada serão diretamente rebaixados; os times também serão punidos por declarações inflamatórias de seus dirigentes; e a polícia permanecerá fora dos estádios, com a segurança interna de estrita responsabilidade dos mandantes.

O PAOK ainda tem direito a recorrer da decisão desta quinta. Só é difícil estabelecer até que ponto Savvidis precisará se distanciar do clube tessalonicense. Além de presidente, o empresário também é dono dos alvinegros, através do Grupo Dimera – conglomerado com diferentes áreas de investimento. O mais provável é que o cargo máximo do PAOK fique com George Savvidis, seu filho e que atualmente ocupa o posto de vice-presidente. Anteriormente, os alvinegros foram suspensos pela Associação Europeia de Clubes.

Enquanto isso, o chefe do comitê designado pela Fifa para monitorar o futebol grego está formalmente propondo a suspensão do futebol local a nível internacional. A federação grega terá poucas semanas para se adaptar às medidas recomendadas pela Fifa. A possibilidade é chamada de “Grexit”, podendo tirar a seleção grega de ação e também impedindo a participação dos clubes locais nas competições da Uefa. Segundo a imprensa local, Herbert Huebel, o responsável pela ação, não está convencido da posição tomada pelos gregos, mesmo depois de se reunir com o presidente da federação, Vangelis Grammenos. Caso o dirigente não cumpra os requisitos até maio ou junho, é possível a intervenção direta da Fifa na administração do futebol local.