Uma das grandes controvérsias deste início de temporada no Brasil é o uso do árbitro de vídeo, o chamado VAR. Paolo Silvio Mazzoneli, árbitro italiano, falou sobre o uso do VAR nesta temporada na Serie A. Os italianos fizeram testes offline por uma temporada – quando o VAR não interfere no jogo e só faz anotações de quando poderia intervir – e usam plenamente nesta temporada. E para Mazzoneli, é algo muito bom para o futebol.

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“O VAR já foi trabalhado no ano passado sob portas fechadas e nesta temporada está sendo feito de forma aberta. Eu acho que os árbitros italianos garantiram que estavam prontos e que a mudança pode ser útil para evitar controvérsia”, afirmou Paolo Silvio Mazzoleni.

“Há muito que pode ser melhorado, mas quantas vezes na minha vida eu queria VAR? Nós começamos nesta temporada, nós temos que continuar e podemos melhorar”, continuou o árbitro italiano.

“Ainda são os árbitros que tomam as decisões. Em situações tensas, o olho humano pode cometer um erro, mas ele ainda tem uma rede de salvação agora. Não é nada para se desconfiar”, contou Mazzoleni. “Os jogadores nos ajudaram e entenderam a mudança. É um projeto desejado não apenas pelos árbitros, mas por todos para fazer o futebol melhor”.

Uma das ideias que surgiu foram as entrevistas de árbitro depois do jogo. “Os árbitros não têm nada contra conversar. Pessoalmente, eu não faria isso logo depois do jogo, já que a adrenalina ainda está alta. Se isso ajuda a diminuir a controvérsia, então os árbitros não têm qualquer problema em falar quando a situação se acalmar”, opinou o árbitro.

Outro dos pontos levantados como sugestões é de ter as imagens do VAR mostradas dentro do estádio quando ele for acionado. “Eu digo que eu adoraria ter VAR muitas vezes na minha carreira, já que parecia chocante que todos o mundo, exceto o árbitro, podia ver que foi um erro claro. Eu estou muito feliz de ver o meu próprio erro, ou algo anômalo que aconteça durante o jogo, visto novamente”.

Enquanto isso, no Brasil, a discussão sobre o VAR ainda caminha a passos de formiga. A CBF apresentou um projeto caro, ainda cheio de dúvidas, empurrando a conta para os clubes na última hora. Ainda há pouca discussão séria sobre isso e fica claro quando vemos as justificativas, especialmente da CBF, que se diz a favor do recurso, mas faz tudo para que seja difícil usar e assim, não se use. E os clubes seguem pateticamente sob o comando da entidade que os joga para baixo.