Özil é o principal armador do Arsenal; Schweinsteiger é o dínamo do meio-campo do Bayern (Fotos: AP)

Arsenal x Bayern de Munique: déjà vu da temporada passada

Jogo de ida: 19/02, 16h45 (Brasília)
Estádio Emirates, em Londres (ING)

Jogo de volta: 11/03, 16h45 (Brasília)
Allianz Arena, em Munique (ALE)

Confrontos históricos:
Jogaram ano passado na mesma fase com vitória do Bayern de Munique. No geral, são seis jogos, com três vitórias dos alemães, duas dos ingleses e um empate

O mapa da mina do Arsenal

O Arsenal tem um problema que o Bayern de Munique resolveu há muito tempo. A briga pelo título inglês está mais acirrada do que nunca. As atenções estão divididas. A um ponto do líder Chelsea, Arsène Wenger não pode desdenhar da chance de conquistar a Premier League pela primeira vez em nove anos, o primeiro título de qualquer coisa desde 2005. A campanha é surpreendente, embora as garrafas vazias que os Gunners têm para vender estarem começando a acabar. Faltam opções no elenco, e isso começou a se refletir no Campeonato Inglês. Nas últimas quatro partidas, ganhou apenas do Crystal Palace. Esse período também abrange a goleada por 5 a 1 que sofreu do Liverpool.

O Arsenal tem mais um problema. O Bayern de Munique de Pep Guardiola é muito mais vertical que o Barcelona, mas ainda tem argumentos irrefutáveis em qualquer discussão por posse de bola. O time de Wenger deve ter pouco tempo para trocar passes e muito espaço para contra-atacar. Vai precisar fazer isso com um time de meias leves, mas não tão rápidos, e um centroavante pesado. Não parece muito animador.

Na temporada passada, ficou a impressão de que faltou pouco para o Arsenal eliminar o Bayern de Munique, que meses depois seria campeão europeu. Não é verdade. Depois de ganhar por 3 a 1 em Londres, o Bayern entrou em campo para o jogo de volta com a atenção reduzida e uma dose considerável de sono. Os ingleses estão mais fortes. Os alemães também.

O mapa da mina do Bayern de Munique

O tédio, enfim, vai acabar. Faz tempo que a torcida do Bayern de Munique não tem que lidar com a decepção. Foi há dois meses, naquela derrota por 3 a 2 para o Manchester City. É bem verdade que o jogo não valia nada. As duas equipes estavam classificadas para as oitavas de final da Liga dos Campeões há muito tempo. Na prática, disputando com CKSA Moscou e Viktoria Plzen, desde o início da fase de grupos. Logo, a última partida que era importante, e não foi vencida pelo Bayern, aconteceu em 5 de outubro do ano passado. Empate por 1 a 1 com o Bayer Leverkusen pela Bundesliga.

As armas são as mesmas que asseguraram o título europeu na temporada passada, mais Mario Götze, cada vez mais ganhando espaços, e o técnico que muitos consideram o melhor do mundo. A transformação em Barcelona não foi plena com Pep Guardiola no comando do time, que nem sempre troca 27 passes antes de pensar em chutar e não tem vergonha de cruzar na cabeça de Mandzukic, se for necessário. No confronto direto com os meias do Arsenal, que também gostam de privar o adversário da bola, dá para apostar (quase) todas as fichas nos alemães que, além de tudo, são muito mais sólidos na defesa e têm um centroavante que não é Olivier Giroud.

O clube de Munique, que quebra recordes atrás de recordes na Bundesliga e, com 16 pontos de vantagem, só não conquista o Campeonato Alemão por intervenção divina, pegou um adversário complicado logo nas oitavas de final. Esse Arsenal, com Özil e a confiança de quem briga pela Premier League, está mais forte que no ano passado. Esse Bayern, reforçado, auto-confiante e com Guardiola, também. Só perde se achar que não precisa jogar futebol para ganhar.