Ninguém poderia imaginar um final daqueles. Nem o roteirista mais talentoso, nem o escritor mais criativo. Sulley Muntari havia aberto o placar para Gana. Forlán empatara com uma cobrança de falta cheia de curva. Havíamos chegado ao último minuto do último tempo da prorrogação. A partida continuava 1 a 1. Os pênaltis pareciam inevitáveis. 

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Mas, naquele último minuto do último tempo da prorrogação, a bola foi lançada à área. Bateu aqui, bateu ali, e sobrou para Dominic Adiyiah cabecear de frente. Muslera já estava batido. Suárez, não. Suárez, nunca. Trocou o gol pelo pênalti e a sua expulsão. Espalmou para a frente e levou o cartão vermelho. Asamoah Gyan foi responsável pela cobrança. E explodiu o travessão. 

Disputa de pênaltis. Forlán, Gyan, Mauricio Victorino, Appiah e Scotti fizeram os seus gols. Uruguai 3 x 2. Mensah parou em Muslera. Maxi Pereira parou em Richard Kingson. Adiyiah, coitado, também parou em Muslera. O Uruguai precisava de apenas mais um gol para chegar às semifinais.

E claro que um jogo desses terminaria com uma cavadinha de Loco Abreu. 

2010: Uruguai 1 (4) x (2) 1 Gana

Quartas de final
Estádio Soccer City, em Joanesburgo (África do Sul)

Gols: Diego Forlán (URU); Sulley Muntari (GAN)

2010: Holanda 2 x 1 Brasil

Quartas de final
Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth (África do Sul)

Gols: Wesley Sneijder, duas vezes (HOL); Robinho (BRA)

1982: Argentina 1 x 3 Brasil

Segunda fase
Estádio Sarria, em Barcelona (Espanha)

Gols: Ramón Díaz (ARG); Zico, Serginho e Júnior (BRA)