Dois minutos do primeiro tempo no Allianz Parque. A defesa do Atlético Mineiro troca passes calmamente, até que Juninho tenta iniciar jogada e… a bola bate em seu pé esquerdo e ele perde o domínio, deixando a área livre para Moisés dominar, entrar e tocar do lado oposto ao de Victor para o 1 a 0 do Palmeiras, na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estava iniciada uma sequência de erros e falhas defensivas que animaram a partida em São Paulo – premiando, no fim, o time da casa, que fez 3 a 2 e alcançou a pontuação do Galo, que só segue em terceiro lugar por ter mais vitórias.

Mesmo com a vantagem no placar, o Palmeiras seguiu dando muito espaço ao Atlético no primeiro tempo – principalmente pelas laterais. Não faltaram espaços para que Patric ou Fábio Santos (ou mesmo Luan) avançassem, trazendo a bola a Ricardo Oliveira. E a defesa palestrina também tinha lá seus lapsos de atenção – resultando em algumas escaramuças. O empate no segundo tempo nem surgiu de uma falha propriamente dita (muitos dirão que Weverton poderia ter rebatido a bola para o lado, mas ela veio rápida demais), mas fazia jus ao que era a partida.

Aí apareceu Bruno Henrique, que se não era tão eficiente na marcação, comprovou a evolução na saída de bola, ao participar das jogadas. Além de uma insuspeita habilidade na bola parada – quem diria que seria dele o primeiro gol do Palmeiras numa jogada dessas desde 2015, em grande estilo? Poderia não ter servido de nada, já que Yimmi Chará marcou outro bonito gol para empatar, em lance que demonstrou outra falha defensiva palmeirense – afinal, o colmbiano teve espaço de sobra para aproveitar o passe e chutar de primeira no ângulo de Weverton.

Ainda assim, num jogo em que sobraram erros defensivos, nada mais lógico que o lance decisivo tenha dado a vitória num deles. Certo, houve a reclamação atleticana sobre a falta de Ricardo Oliveira em Edu Dracena, marcada pelo juiz Péricles Bassols. Mas nada eclipsa o erro final da defesa do time mineiro na bola parada: estar desorganizada para deixar Deyverson escorar, e também para Bruno Henrique completar, aproveitando má saída de Victor do gol.

Mas o resultado, fosse qual fosse, deixa claro que tanto Palmeiras quanto Atlético ainda têm algumas coisas a resolver.