O Pro Evolution Soccer 2018 foi lançado, em setembro, e os elencos dos clubes brasileiros estavam defasados. Em novembro, uma atualização desfigurou ainda mais os times e deixou jogadores insatisfeitos. Apesar do esforço da Konami para ser o mais fiel possível em relação aos clubes brasileiros, com parceiros oficiais e jogadores e clubes licenciados, nem sempre é possível. O modelo de negociação do Brasil dificulta bastante.

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Por não haver entidades representando os clubes, como as ligas europeias, ou os jogadores, como os sindicatos dos atletas, as conversas têm que ser realizadas homem a homem, time a time. E isso leva tempo. Negociações individuais envolvem demandas individuais. Foi sobre esse assunto que a Trivela conversou com o gerente do PES para a América Latina, André Bronzoni, no evento que lançou Zico como um dos embaixadores do jogo.

“As licenças são um pouquinho complicadas aqui no Brasil. Temos que fazer relacionamento com clube, com jogador. Cada um tem seu tempo. Tem jogador que fala que quer estar dentro do jogo, outro não quero, outro quer dinheiro, outro é de difícil acesso. Tem vários problemas”, afirmou. “É trabalho de formiguinha. Tem que ser passo a passo. Falar com os jogadores, com os times, e ver se eles querem fazer parte do jogo”.

A ausência de entidades representativas configura um problema aritmético. “Tendo uma entidade, é só uma pessoa que eu converso contra 22 times brasileiros, com 20 jogadores por time, na maioria das vezes”, disse. Por problemas com licenciamento, o Football Manager, da Sports Interactive, saiu do Brasil, e a EA Sports, produtora do Fifa, está sendo processada pelo Sindicato dos Atletas de São Paulo.

“Nós conversamos”, explica Bronzoni, em comparação com os concorrentes. “Abrimos diálogo com os times e os jogadores e entendemos o lado deles. Sabemos que o mercado no Brasil tem esse molde e temos que nos adaptar a ele. Quando tivermos uma certa organização que leve para o outro lado, agradecemos, senão continuaremos trabalhando nos moldes que temos aqui”.

Ainda na América do Sul, o PES, que tem parcerias com Flamengo, Corinthians, Vasco e Palmeiras, licencia as ligas completas da Argentina e do Chile.