O placar pode ludibriar, mas a Roma conviveu nesta sexta com o sentimento que persegue sua torcida: o sofrimento. Mesmo jogando dentro do Estádio Olímpico, os giallorossi eram pressionados pelo Torino e, mais uma vez, sua infelicidade seria maior sem as defesas de Alisson. No segundo tempo, porém, o céu se abriu aos romanistas. O time contou com sua competência nas bolas paradas e abriu vantagem. Depois, nos instantes finais, matou o jogo em contra-ataque. Vitória por 3 a 0, que mantém a recuperação recente do time de Eusebio Di Francesco, firme na briga pelo G-4 da Serie A.

A posse de bola de 68% não foi grande indicativo para a Roma durante o primeiro tempo. Os giallorossi tinham o domínio no Estádio Olímpico, mas eram bastante improdutivos – sentido falta do suspenso Edin Dzeko no comando de seu ataque. Enquanto isso, viam o Torino ser muito mais agressivo em suas recuperações. Os dez minutos finais antes do intervalo, sobretudo, pareciam anunciar uma tragédia. Os grenás chegaram bastante e não garantiram a vantagem por causa de Alisson. O brasileiro sublinhou pela enésima vez a grande fase, com duas ótimas defesas, parando Iago Falque e Afriyie Acquah.

Apenas no segundo tempo é que a Roma entrou nos trilhos. Os gols, de qualquer forma, saíram na base da insistência. Kostas Manolas abriu o placar aos 11 minutos, cabeceando bonito o cruzamento de Alessandro Florenzi. Aos 28, um pouco mais de tranquilidade. Após cobrança de falta espirrada, Radja Nainggolan mandou a bola no pagode e Daniele de Rossi se esticou para completar. Os romanistas mantinham o controle, mas eram infinitamente mais contundentes – não à toa, finalizaram 12 vezes, o quádruplo em relação ao primeiro tempo. Além disso, Alisson mal trabalhou. Nos acréscimos, coube a Lorenzo Pellegri fechar a conta, em contra-ataque puxado por Nainggolan.

A vitória mantém a Roma na terceira colocação. Chega aos 56 pontos, quatro a mais que a Lazio (que tem um jogo a menos) e cinco a mais que a Internazionale (que tem dois jogos a menos). Depois da seca que afetou o time a partir de dezembro, a recuperação é evidente, com cinco vitórias nas últimas seis rodadas. Falta jogar bem mais vezes – como aconteceu contra o Napoli, especialmente pela eficiência. Já a prova de fogo acontece na próxima terça, com o segundo jogo contra o Shakhtar Donetsk pela Liga dos Campeões. Os giallorossi precisam reverter o quadro, após a derrota por 2 a 1 na Ucrânia. Os resultados reaparecendo, ao menos, recobram a confiança.

Mais abaixo na tabela, o Torino é o nono colocado, com 36 pontos. Desta vez sequer brigará pelas competições continentais, já a oito pontos da zona de classificação à Liga Europa. O momento também não ajuda em nada, com três derrotas consecutivas na Serie A. Problemas que ficaram visíveis na capital.