Enner Valencia, destaque do Equador (AP Photo/Fernando Vergara)

A ascensão de Enner Valencia era justamente o que o Equador precisava

O último ano foi de muita tristeza para o torcedor equatoriano. A morte precoce de Chucho Benítez em julho de 2013, aos 27 anos, deixou a seleção do país órfã do seu principal jogador. A um ano da Copa, o Equador teria que encontrar um substituto para seu astro e capitão. Quase um ano depois, La Tri parece ter encontrado um substituto: Enner Valencia. Em dois jogos na Copa, o atacante chegou a três gols e foi o responsável direto pela vitória contra Honduras, nesta sexta, que mantém às chances de classificação. A temporada do equatoriano é de tirar o chapéu e sua ascensão veio justamente quando o Equador precisava.

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O ano de 2014 tem sido mágico para Valencia. Cria do Emelec, se transferiu para o Pachuca em janeiro. O impacto foi imediato. Foram 18 gols marcados em 23 jogos, ajudando o time a chegar à final do Campeonato Mexicano. Por ser equatoriano, atacante e ter ido jogador no México, as comparações com Chucho Benítez, ídolo do América, foi inevitável. E seu bom desempenho o ajudou a ganhar o posto de titular na seleção também.

Em 2014, sua trajetória na seleção é meteórica. São seis gols nos últimos cinco jogos. Em março, foi titular contra a Austrália, em amistoso, e marcou um dos gols do time na vitória épica por 4 a 3, de virada. Ali ele comçou a mostrar ao técnico Reinaldo Rueda que tinha condições de assumir o posto de artilheiro que o time precisava – e que Felipe Caicedo não conseguiu ser.

Já no grupo que veio à Copa, fez o único gol do time contra o México, no dia 31 de maio, e um dos gols do time no empate por 2 a 2 contra o Equador, no dia 4 de junho. Na Copa, marcou na derrota contra a Suíça também, na derrota por 2 a 1, antes dos dois gols decisivos contra Honduras. Os três gols do Equador na Copa foram marcados por ele, que veste a camisa 13 da seleção.

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O gol da vitória marcado contra Honduras veio de um lance que o atacante está acostumado a fazer, de cabeça, mesmo não sendo um jogador alto – tem 1,74m. Usualmente era usado como um ponta no Emelec, mas no Pachuca tornou-se um artilheiro e se converteu na peça que Rueda precisava na seleção equatoriana.

A missão da Tri agora será mais dura, contra a forte França na última rodada do Grupo E da Copa. Mais do que nunca, os equatorianos precisarão da boa fase de Enner Valencia para sobreviver. Um empate, por exemplo, pode ser suficiente para classificar, desde que a Suíça não vença Honduras, ou que os hondurenhos não apliquem uma goleada por mais de quatro gols de diferença.

Enner Valencia é a esperança do Equador. Não só de uma classificação, que é difícil, mas se boa perspectiva futura. Ele já garantiu ao menos uma vitória nesta Copa do Mundo, um momento para ser lembrado. Quem sabe consiga mais algum.

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