Quando era jogador, Faustino Asprilla custou aproximadamente € 7,5 milhões para o Newcastle, e apenas um pouco menos do que isso para retornar ao Parma. Mas, diante da inflação do mercado de hoje em dia, o colombiano acredita que sairia muito mais caro. Tão caro quanto Neymar, protagonista da maior transferência da história do futebol, por  € 220 milhões para o Paris Saint-Germain.

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“Com certeza. O mesmo que Neymar, 200 milhões”, respondeu, em entrevista ao site Tutto Mercato Web. Quando era jogador do Parma, porém, contou que a maior proposta que recebeu foi do Milan, de US$ 20 milhões. “O Parma disse não. Era um dos clubes mais fortes economicamente do mundo e não vendia seus melhores jogadores. Não precisava fazer isso”, disse Asprilla.

Sua saída do Parma para o Newcastle, em 1996, aconteceu durante a janela de inverno, assim como a de Philippe Coutinho para o Barcelona. Isso é bom ou ruim? “Depende. Não era o meu caso porque o Newcastle me contratou para vencer o campeonato e eu jogava no Parma. Eu noto que no mercado de janeiro as contratações são de jogadores que nos seis meses anteriores ficaram no banco de reservas e isso não ajuda”, afirmou. “Se for contratar alguém, tem que fazer que nem o Barcelona com o Coutinho: trazer um jogador de primeira linha que lhe dará um salto de qualidade”.

Asprilla também comentou as possibilidades da seleção colombiana na Copa do Mundo da Rússia, ano que vem. “Todos temos grandes expectativas. Temos jogadores importantes nos melhores clubes do mundo. Mas não será fácil. Por exemplo, nosso time de 1994: éramos muito fortes e saímos na primeira fase. Temos que nos atentar ao fator ambiental. Há quatro anos, chegamos às quartas de final, mas jogávamos na América do Sul e isso era uma vantagem para nós. Na Europa é diferente, sofremos mais”, explicou.