O gol marcado por Antoine Griezmann, a oito minuto do fim, no Estádio Emirates, foi um golpe duro para as pretensões do Arsenal. Com o empate por 1 a 1 em Londres, os ingleses precisariam necessariamente marcar no Wanda Metropolitano para chegarem à decisão da Liga Europa. E esse é um dos maiores desafios do futebol europeu no momento. O Arsenal é o 12º time consecutivo a tentar e não conseguir. Os donos da casa, com Diego Simeone nas tribunas, venceram por 1 a 0 e avançaram ao jogo em Lyon. 

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Las Palmas, Valencia, Athletic Bilbao, Copenhague, Leganés, Lokomotiv Moscou, Celta de Vigo, Deportivo La Coruña, Sporting, Levante, Bétis e Arsenal são os clubes da sequência de partidas que o Atlético de Madrid ainda nutre sem levar gol no Wanda Metropolitana. Em 27 jogos como mandante na temporada, a equipe de Simeone não foi vazada em 20. Das 55 partidas por todas as competições, dentro ou fora de casa, a defesa colchonera foi impermeável em 32. 

Seria necessária uma partida fora da curva do Arsenal para conseguir o gol que precisava para avançar à decisão e não foi isso que os ingleses entregaram. Ao longo de 90 minutos, exigiram apenas uma defesa de Oblak. Um único chute certo a gol e apenas três para fora. Quatro finalizações no total. Volume pequeno demais para vencer o Atlético de Madrid na capital espanhola.

É verdade também que a defesa montada por Diego Simeone é tão boa que muitas vezes neutraliza um lance perigoso antes da finalização. Foi assim na situação mais clara do Arsenal, quando Ramsey dominou com a coxa dentro da área e esperou a bola pingar para arrematar. Nesse período de segundos, foi desarmado. Diego Godin foi um colosso na defesa do Atlético de Madrid. E Danny Welbeck foi um dos melhores defensores do Atleti. Ozil apareceu em boas situações pela esquerda, mas seus passes foram todos cortados. Xhakha e Mkhitaryan, da entrada da área, foram os que mais perto chegaram de um gol inglês. 

Os donos da casa foram mais perigosos no ataque. Diego Costa fez a diferença. Recuperado de lesão, o atacante retornou ao time titular e foi uma ameaça constante ao Arsenal. As duas melhores jogadas passaram por ele. Recebeu o passe de Griezmann, no último minuto do primeiro tempo, e tocou na saída de Ospina para fazer 1 a 0. E na segunda etapa, teve uma jogada em que mostrou todas as suas qualidades. Recebeu o passe longo, dominou, protegeu com o corpo e colocou a bola no chão. Deu um drible desconcertante, buscou a linha de fundo e rolou para Griezmann. Criou uma jogada muito perigosa do nada totalmente sozinho. O francês só não marcou porque Chambers conseguiu o bloqueio. 

Ao apito final, Diego Simeone comemorou como um louco nas tribunas do Wanda Metropolitana, suspenso por ter sido expulso no jogo de ida. Ao mesmo tempo, a derrota garante a Arsène Wenger um fim melancólico no comando do Arsenal. Não haverá final europeia, nem classificação à próxima Champions League. Nem mesmo uma final de copa inglesa. A briga nos três jogos finais da Premier League é pelo sexto lugar com o Burnley. A história do francês merecia um último capítulo melhor, mas, pela frente, havia um excelente time, mais acostumado a esses grandes jogos.