Spain Soccer La Liga

Atlético e Barcelona mostraram como a reta final de La Liga tem tudo para ser imprevisível

Mais do que um jogo de líderes, o Vicente Calderón recebeu um jogo de times aguerridos neste sábado. Para quem confiava na produtividade dos ataques, o duelo entre Atlético de Madrid e Barcelona ficou aquém do esperado. No entanto, o empate por 0 a 0 é plenamente compreensível, tanto pela tensão evidente dentro de campo quanto pelo equilíbrio dos dois times. Adversários que fecham o primeiro turno de La Liga com campanhas fantásticas, ambos com 50 pontos, e vantagem para os blaugranas apenas no saldo de gols.

Uma partida que serviu para resumir as expectativas sobre o segundo turno da competição. O Atlético possui uma equipe muitíssimo bem encaixada por Diego Simeone e com muito vigor físico, mas ainda deixa dúvidas se manterá o ritmo por mais 19 rodadas. Já o Barcelona, mesmo registrando o melhor início da história do Campeonato Espanhol, nem sempre convenceu – ainda que dificilmente tenha desperdiçado pontos. Um quadro de equilíbrio que também abre espaço para o Real Madrid, que pode ficar somente três pontos atrás dos líderes se vencer o Espanyol neste domingo.

As escalações iniciais deixavam os times ainda mais parelhos para o apito inicial. Simeone mandou a campo o melhor à disposição do Atleti, com sua tradicional formação no 4-4-2. Já Tata Martino preferiu resguardar Lionel Messi e Neymar, que vinham com problemas físicos, e manter o trio de ataque que rendeu bem nos últimos jogos.

No começo, a balança pendeu ao Atlético. Os anfitriões dificultavam bastante a saída de bola blaugrana e tiveram dois bons momentos no ataque, sem aproveitar. Depois do susto inicial, o Barcelona passou a ditar o ritmo. Só que não conseguia passar pelas compactas linhas de marcação colchoneras, que mantinham o jogo travado. E, quando os alvirrubros roubavam a bola, não conseguiam encaixar seus contra-ataques graças à ótima antecipação feita pela defesa adversária.

Depois de um primeiro tempo de poucas emoções, o jogo não se abriu tanto na volta do intervalo. Mesmo com Messi em campo, o Barcelona não conseguia penetrar na área de Thibaut Courtois e abusava dos cruzamentos, muito mal aproveitados. O camisa 10 apareceu pouco e, nas duas chances que teve, falhou: cabeceou uma bola para fora e, em outra, parou em boa defesa do goleiro do Atlético. Já Neymar, que entrou para os Enquanto isso, os madrilenhos até tinham mais liberdade para os contra-ataques, mas a noite ruim de Diego Costa e David Villa atrapalhou.

O placar zerado foi justo pela falta de chances e se assemelhou bastante com os duelos pela Supercopa da Espanha, quando o Barcelona só ficou com a taça por um mísero gol feito fora de casa. E se ninguém disparou na tabela agora, é hora de olhar para frente, para os próximos confrontos. Barcelona e Atlético terão que trabalhar duro para manter um aproveitamento tão bom no segundo turno. Algo que será vital para quem quiser evitar uma verdadeira final na 38ª rodada, quando o reencontro acontece no Camp Nou. Se os blaugranas querem o quinto título nacional em seis temporadas, os colchoneros já demonstraram que têm qualidade e coragem para estragar a festa de qualquer gigante.

Formações iniciais

barcelona atletico

Destaque do jogo

Arda Turan. O camisa 10 do Atlético de Madrid foi o jogador mais ativo na partida. Criou boas jogadas pela lateral e apareceu com perigo na área do Barcelona. As duas melhores chances da partida foram criadas pelo turco. Primeiro, em uma arrancada pela ponta direita. E, já no segundo tempo, em um voleio que Valdés conseguiu defender com firmeza.

Momento chave

A bola afastada por Piqué na pequena área, aos cinco minutos de jogo. Arda Turan fez grande jogada pelo lado direito do ataque, chegou à linha de fundo e cruzou. O zagueiro do Barcelona salvou na hora exata e evitou o pior. Um gol poderia empurrar ainda mais o Atlético, que fazia um bom início de partida.

Curiosidade

Prova do jogo pegado, ambos os times somaram 54 desarmes durante os 90 minutos – 31 do Barcelona e 23 do Atlético. A marca foi muito além da média do Campeonato Espanhol, que é de 43,2 roubadas de bola por partida.

Ficha técnica

ATLÉTICO DE MADRID 0×0 BARCELONA

Atlético de Madrid Atlético de Madrid
Thibaut Courtois, Juanfran, Diego Godín, Miranda e Filipe Luís; Arda Turan, Gabi, Tiago (Cristian Rodríguez, 37’/2T) e Koke; David Villa (Raúl García, 32’/2T) e Diego Costa. Técnico: Diego Simeone.
Barcelona_escudo Barcelona
Victor Valdés, Daniel Alves, Gerard Piqué, Javier Mascherano e Jordi Alba; Sergio Busquets, Xavi e Andrés Iniesta (Lionel Messi, intervalo); Alexis Sánchez (Neymar, 21’/2T), Cesc Fàbregas e Pedro (Sergio Roberto, 37’/2T). Técnico: Tata Martino.
Local: Estádio Vicente Calderón, em Madri (ESP)
Árbitro: Antonio Mateu (ESP)
Gols: Nenhum
Cartões amarelos: Godín e Gabi (Atlético de Madrid); Daniel Alves, Alba e Mascherano (Barcelona)
Cartões vermelhos: Nenhum