Nesta quarta-feira, Austrália, Uruguai, Trinidad e Tobago e Bahrein entram em campo para decidir duas vagas na próxima Copa do Mundo. Em ambos os confrontos, um fato promete ser decisivo: o cansaço após as longas viagens de avião enfrentadas pelas equipes após os jogos de ida.

Os resultados dentro de campo nas primeiras partidas deram leve favoritismo para Uruguai e Bahrein. Em Montevidéu, os uruguaios venceram a Austrália por 1 a 0. Já o Bahrein arrancou um empate de 1 a 1 em Trinidad e Tobago.

Apesar da derrota no Uruguai, os Socceroos acreditam terem ganho uma importante vantagem ao contatar um vôo de avião fretado para retornar à Austrália. Já o Uruguai terá que viajar num vôo comercial, enfrentando duas conexões, numa viagem que deve levar mais de 36 horas.

Para a partida em Sydney, o Uruguai não contará com o atacante Diego Forlán. O jogador do Villarreal sentiu uma contusão logo nos primeiros minutos da partida de ida e não conseguiu se recuperar a tempo para a volta. Por outro lado, a Celeste tem o retorno do zagueiro Lugano.

Para se classificar, a Austrália tem que superar a defesa uruguaia. O holandês Guus Hiddink, técnico dos Socceroos, espera bastante resistência: “Os uruguaios vão jogar na defesa. Eles sabem se defender, e é por isso que não gostei tanto do resultado da partida de ida. Mas, no geral, temos tudo nas nossas mãos”. Nas eliminatórias passadas, os dois países também se enfrentaram, e o jogo disputado em solo australiano terminou 1 a 0 para o time da Oceania. Se esse placar se repetir na quarta-feira, a decisão da vaga irá para prorrogação e pênaltis.

Na outra repescagem intercontinental, é o visitante Trinidad e Tobago que acredita ter o 'fator avião' a seu favor. Isso porque o Bahrein teve que fazer duas viagens entre o Oriente Médio e o Caribe, enquanto os trinitários terão que viajar apenas uma vez. O vôo entre os dois países leva em torno de 20 horas.

Mesmo assim, o favoritismo é do Bahrein, que só precisa segurar um 0 a 0 em Manama para chegar à Copa. Para os bahrenitas, a situação é exatamente igual à da repescagem asiática, quando o time também empatou por 1 a 1 o primeiro jogo, fora de casa. Mas Trinidad e Tobago está longe de ter jogado a toalha. “Para as pessoas lá no Caribe, este encontro está longe de ter sido decidido. Precisamos de um gol fora de casa e somos capazes de conseguir isso”, disse o atacante Dwight Yorke.