Uma investigação da emissora de televisão americana CNN revelou que imigrantes estão sendo leiloados como escravos na Líbia, confirmando com imagens relatos anteriores de outros veículos de imprensa. Jogadores de origem africana não estão permitindo que essa história passe despercebida. Depois de Pogba, Kondogbia e Doukouré, foi a vez de Cédric Bakambu utilizar o futebol como plataforma para chamar à atenção o sofrimento na África.

A maioria das manifestações foi realizada no último fim de semana. Pogba comemorou seu gol contra o Newcastle cruzando os pulsos, como se estivesse sendo algemado. Depois, escreveu em uma publicação no Instagram: “Enquanto estou muito feliz por estar de volta, minhas orações vão para aqueles sofrendo com a escravidão na Líbia. Que Alá esteja ao seu lado e que essa crueldade seja encerrada”. Os pais de Pogba são da República da Guiné.

While very happy to be back, my prayers go to those suffering slavery in Libya. May Allah be by your side and may this cruelty come to an end!

Uma publicação compartilhada por Paul Labile Pogba (@paulpogba) em


Kondogbia, francês de origem da República Centro-Africana, usou palavras mais fortes depois da vitória do Valencia sobre o Espanyol, no último domingo. Levou uma mensagem na camisa por baixo do uniforme do seu clube: “Fora do futebol, não estou à venda”. No Twitter, escreveu que “a rebelião está em marcha” e manifestou “apoio às pessoas exploradas na Líbia”.

O marfinense Cheick Doukouré repetiu o gesto de Pogba, ao abrir o placar para o Levante, contra o Las Palmas, também no último domingo. No Instagram, escreveu: “Todas minhas orações vão a nossos irmãos negros feitos de escravos na Líbia. Infelizmente, somos impotentes da onde estamos, mas tentaremos acordar algumas pessoas”.

Por fim, Bakambu, jogador da seleção congolesa, marcou duas vezes na vitória do Villarreal sobre o Astana, na última quinta-feira, também cruzou os pulsos e escreveu a mensagem mais clara, simples e definitiva no Twitter: “Vai se foder, escravidão”.