Com o fim primeira parte da temporada no futebol mexicano, a coluna deu início na última semana ao balanço do Apertura 2013, dividido em duas partes. Diferente de boa parte dos campeonatos nacionais ao redor do mundo, o nacional azteca é dividido em duas partes independentes. Títulos e vexames resultam em reformulações, novos projetos, contratações e dispensas, de forma que a análise exige que a temporada seja dividida em duas, analisadas separadamente.

Como a Liga MX, primeira divisão do campeonato nacional, conta com sistema de mata-mata, além de dois torneios anuais, dividimos os times em dois grupos, de acordo com a tabela de classificação do Apertura. Confira, nessa semana, os clubes que brigaram pelo título e prometem monopolizar a briga pela taça também no Clausura da Liga MX:

Chiapas

Colocação final no Clausura: 9º colocado, com 25 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Sergio Bueno

Maior vitória: Chiapas 3×0 Atlas (10ª rodada)

Maior derrota: Chiapas 0×4 Toluca (6ª rodada)

Principal jogador: David Mendieta-PAR (meia)

Decepção: Sergio Santana (atacante)

Artilheiro: Carlos Ochoa (7 gols)

Líder em assistências: David Mendieta-PAR (4 passes para gol)

Principais contratações: Juan Carlos Rojas (D, Pachuca), Pabla Gabas-ARG (M, Querétaro) e Wilberto Cosme-COL (A, Querétaro)

Time-base: Óscar Jiménez, Uriel Álvarez, William Paredes, Javier Muñoz Mustafá e William Paredes; David Toledo, Luis Rodríguez, Luis Robles e David Mendieta; Carlos Ochoa e Lucas Viatri;

Copa MX: eliminado na fase de grupos (2º colocado no grupo 3, atrás do Mérida)

Competição continental: nenhuma

O revés na última rodada para um clube já sem pretensões que eliminou os felinos da segunda fase do Apertura deixou um gosto amargo no Chiapas. Refundado no lugar do San Luis, os chiapanecos por muito pouco não marcaram presença novamente na Liguilla. O futebol envolvente da época do Jaguares, quando o clube era comandado por um tridente ofensivo colombiano, ainda se faz presente em Tuxtla Gutiérrez, mas a preocupação mais urgente para o Clausura é o distanciamento da zona de descenso. Para isso, a aposta reside no bom meia paraguaio Mendieta e no experiente atacante Ochoa, este último formando uma dupla de improvável entrosamento com Viatri, ex-Boca Juniors.

Tigres UANL

Colocação final no Clausura: 8º colocado, com 25 pontos em 17 rodadas

Liguilla: eliminado pelo América nas quartas de final

Técnico: Ricardo Ferretti-BRA

Maior vitória: Tigres 3×1 Monterrey (5ª rodada) e Tigres 3×1 Atlante (14ª rodada)

Maior derrota: Santos 3×0 Tigres (6ª rodada)

Principal jogador: Lucas Lobos -ARG (meia)

Decepção: Emanuel Villa-ARG (atacante)

Artilheiro: Alan Pulido (9 gols)

Líder em assistências: Damián Álvarez (4 passes para gol)

Principais Contratações: Iván Estrada (D, Pachuca), César Villaluz (M, Chiapas) e Hernán Darío Burbano-COL (M, León)

Time-base: Enrique Palos, Jesús Dueñas, Juninho, Hugo Ayala e Jorge Torres Nilo; Carlos Salcido, José Francisco Torres, Damián Álvarez e Danilinho; Lucas Lobos e Alan Pulido;

Copa MX: eliminado nas quartas de final, para o Monterrey

Competição continental: nenhuma

A eliminação nas quartas de final da Liguilla para um América coletivamente superior nem doeu tanto em Nuevo León (até por que os universitários entraram na zona de classificação somente na rodada derradeira e praticamente nem contavam com os playoffs), mas a queda para o rival Monterrey na mesma fase da Copa MX estremeceu o ambiente. Muito graças ao fato dos auriazules terem sido superados em um terreno que a diretoria alardeia há tempos ter dominado no futebol azteca: o entrosamento e a manutenção de um projeto a longo prazo. Não que o cargo do brasileiro “Tuca Ferretti” esteja ameaçado, mas um bom desempenho será vital na segunda parte da temporada. Para isso, o Tigres conta com o amadurecimento do jovem atacante Alan Pulido, cria da base felina que precisou de tempo (quatro anos), mas já é cotado até para assumir uma vaga na seleção nacional, após os 7 gols marcados no Apertura.

Querétaro

Colocação final no Clausura: 7º colocado, com 26 pontos em 17 rodadas

Liguilla: eliminado pelo Santos nas quartas de final

Técnico: Ignacio Ambriz

Maior vitória: Pumas UNAM 0×3 Querétaro (2ª rodada)

Maior derrota: Toluca 4×0 Querétaro (11ª rodada)

Principal jogador: Esteban Paredes-CHI (atacante)

Decepção: Leandro Gracián-ARG (meia)

Artilheiro: Esteban Paredes-CHI e Wilberto Cosme-COL (6 gols)

Líder em assistências: Esteban Paredes-CHI (6 passes para gol)

Principais Contratações: Miguel Ángel Fraga (G, Delfines), Miguel Ángel Martínez-ARG (D, Chiapas), Moisés Velasco (M, Chiapas), William da Silva-BRA (M, Busan IPark-COR), Christian Bermúdez (M, América), Diego Guastavino-URU (M, Universitario-PER) e Camilo Sanvezzo-BRA (A, Vancouver Whitecaps-CAN)

Time-base: Édgar Hernández, Luiz Apodi, George Corral, Mario Osuna e Yasser Corona; Luis Ernesto Pérez, Gerardo Espinoza e Diego de la Torre; Amaury Escoto, Wilberto Cosme e Esteban Paredes;

Copa MX: eliminado na fase de grupos (2º colocado no grupo 5, atrás do Pumas UNAM)

Competição continental: nenhuma

É difícil olhar para o Querétaro e não pensar no clube que virou a mesa na última temporada para se salvar do rebaixamento. Mais que um “catado” de jogadores, contudo, os Gallos Blancos deram liga e surpreenderam com a vaga na Liguilla no Apertura. O sucesso cobrou seu preço e os dois artilheiros sul-americanos do clube já deram adeus em 2014. Paredes foi para o Colo-Colo e Cosme para o Chiapas. Para ocupar essa lacuna, os Albiazules apostam na chegada do brasileiro Camilo Sanvezzo, ex-Vancouver-CAN, que ainda precisa da liberação do clube canadense para atuar pelo time azteca. Ainda que longe de exibir um futebol impactante, e com poucos nomes de destaque, a reunião de “operários” no Corregidora pode produzir resultados inesperados.

Morelia

Colocação final no Clausura: 6º colocado, com 27 pontos em 17 rodadas

Liguilla: eliminado pelo León nas quartas de final

Técnico: Carlos Bustos-ARG

Maior vitória: Morelia 4×1 Pachuca (8ª rodada)

Maior derrota: León 4×0 Morelia (quartas de final)

Principal jogador: Héctor Mancilla-CHI (atacante)

Decepção: Santiago Tréllez-COL (atacante)

Artilheiro: Héctor Mancilla-CHI (8 gols)

Líder em assistências: Héctor Mancilla-CHI (5 passes para gol)

Principais Contratações: Alexandro Álvarez (G, Cruz Azul Hidalgo), Fabián Villaseñor (G, sem clube), Ignacio González (D, Pumas UNAM), Héctor Reynoso (D, Chivas Guadalajara), Felipe Baloy-PAN (D, Santos), Luis Morales (M, Pachuca), Egidio Arévalo-URU (M, Chicago Fire-EUA) e Duvier Riascos-COL (A, Pachuca)

Time-base: Federico Villar, Enrique Pérez, Joel Huiqui e José Antonio Olvera; Edgar Andrade, José María Cárdenas, Rodrigo Salinas, Christian Valdez, Aldo Leão Ramírez e Jefferson Montero; Héctor Mancilla;

Copa MX: campeão

Competição continental: nenhuma

Mais do mesmo. Assim podem ser resumidas praticamente todas as últimas temporadas do Morelia. Nem boa o suficiente para brigar efetivamente pelo título, nem ruim para correr qualquer risco de ficar de fora da Liguilla (risco de rebaixamento praticamente inexiste). Os purépechas seguem o roteiro de se manter entre os líderes todos os anos, mas dificilmente entram na briga pela taça. Para tentar mudar esse panorama, a diretoria do Monarcas apostou em mudanças radicais. Depois de Sabah, foi a vez do goleiro Villar e do zagueiro Enrique Pérez deixarem o Morelos, restando pouco da base que alcançou a decisão da Liga MX há três anos. E não dá para falar que reforços não chegaram: os experientes zagueiros Reynoso e Baloy foram trazidos para estancar a pior defesa dos classificados no Apertura. O meia uruguaio Arévalo e o atacante colombiano Riascos, ambos com passagens marcantes pelo Tijuana, vieram para auxiliar o artilheiro chileno Mancilla. E as expectativas seguem altas, ainda que quase nunca resultem em títulos.

Toluca

Colocação final no Clausura: 5º colocado, com 27 pontos em 17 rodadas

Liguilla: eliminado pelo América nas semifinais

Técnico: José Saturnino Cardozo-PAR

Maior vitória: Toluca 7×1 Atlante (12ª rodada)

Maior derrota: América 2×0 Toluca (semifinais)

Principal jogador: Pablo Velázquez-PAR (atacante)

Decepção: Juan Carlos Cacho (atacante)

Artilheiro: Pablo Velázquez-PAR (13 gols)

Líder em assistências: Sinha (9 passes para gol)

Principais Contratações: Miguel Ponce (D, Chivas Guadalajara), Emilio Orrantia (M, Pumas UNAM) e Juan Manuel Salgueiro-URU (A, Olimpia-PAR)

Time-base: Alfredo Talavera, Fausto Pinto, Francisco Gamboa, Paulo da Silva e Carlos Gerardo Rodríguez; Wilson Mathias, Sinha, Óscar Rojas (Richard Ortiz) e Pablo Velázquez; Carlos Esquivel e Isaac Brizuela (Edgar Benítez);

Copa MX: não disputou

Competição continental: enfrenta o San Jose Earthquakes-EUA nas quartas de final da Concachampions

Com um ataque explosivo e uma defesa segura, o Toluca oscilou entre goleadas com exibições de encher os olhos e dificuldades crônicas de superar os líderes e candidatos ao título. Ídolo indiscutível no Nemesio Díez, o paraguaio Cardozo aceitou uma missão espinhosa ao assumir a posição de técnico, mas conseguiu formar um grupo coeso, que mistura com eficiência experiência e juventude. A aposta em compatriotas se mostrou acertada, com Velázquez se adaptando rapidamente ao futebol azteca e garantindo a artilharia da Liga MX logo em seu primeiro campeonato. Isso sem falar na liderança indiscutível do zagueiro Paulo da Silva. Por essa razão, a atuação dos Diablos no mercado foi tímida, com a diretoria apostando na recuperação dos meias Benítez (que ainda precisa justificar o investimento de 3,5 milhões de dólares na sua contratação) e Ortíz (de começo promissor até sofrer com uma grave lesão que o afastou durante mais de 6 meses).

Cruz Azul

Colocação final no Clausura: 4º colocado, com 29 pontos em 17 rodadas

Liguilla: eliminado pelo Toluca nas quartas de final

Técnico: Guillermo Vázquez

Maior vitória: Cruz Azul 3×1 Chivas Guadalajara (5ª rodada)

Maior derrota: Toluca 3×0 Cruz Azul (quartas de final)

Principal jogador: Jesús Corona (goleiro)

Decepção: Pablo Barrera (meia)

Artilheiro: Joao Rojas-EQU e Mariano Pavone-ARG (6 gols)

Líder em assistências: Christian Giménez-ARG (3 passes para gol)

Principais Contratações: Horacio Cervantes (D, Necaxa), Fausto Pinto (D, Toluca), Xavier Báez (M, Toluca), Marco Fabián (M, Chivas Guadalajara), Michael Farfan-EUA (M, Philadelphia Union-EUA), Rafael Baca (M, San Jose Earthquakes-EUA), José Villarreal-EUA (A, Los Angeles Galaxy-EUA) e Luis Fernando Tena (T, Seleção Mexicana)

Time-base: Jesús Corona, Júlio Dominguez, Jair Pereira, Luis Perea e Alejandro Castro; Gerardo Torrado, Pablo Barrera, Israel Castro e Christian Giménez; Joao Rojas e Mariano Pavone;

Copa MX: não disputou

Competição continental: enfrenta o Sporting Kansas City-EUA nas quartas de final da Concachampions

A expectativa pelos reflexos do desperdício da chance de pôr fim à fila que entra em seu 17º ano não se confirmaram. Os Cementeros tiveram um desempenho seguro e garantiram a vaga no mata-mata até com certa tranquilidade. O problema é que o impactante 3×0 já no duelo de ida das quartas de final matou qualquer esperança de uma Liguilla diferente dos últimos anos. Aí não teve planejamento que mantivesse “Memo” Vázquez no comando (Luis Fernando Tena foi trazido da seleção mexicana de base). Ainda assim, a diretoria da Máquina atuou pouco, mas cirurgicamente no mercado de inverno. A base continua a mesma (e experiente) formada nos últimos anos, mas contará com o acréscimo do selecionável Marco Fabián, trazido do rival Chivas em busca de consolidação às vésperas do Mundial.

León
Mauro Boselli fez 16 gols pelo León (Foto: AP)

Mauro Boselli fez 16 gols pelo León (Foto: AP)

Colocação final no Clausura: 3º colocado, com 30 pontos em 17 rodadas

Liguilla: campeão

Técnico: Juan Antonio Luna

Maior vitória: León 5×0 Tijuana (17ª rodada)

Maior derrota: Querétaro 2×0 León (14ª rodada)

Principal jogador: Carlos Peña (meia)

Decepção: Christian Martínez (goleiro)

Artilheiro: Mauro Boselli-ARG (16 gols)

Líder em assistências: Franco Arizala-COL e Hernán Darío Burbano-COL (5 passes para gol)

Principais Contratações: José María Cárdenas (M, Morelia) e Miguel Sabah (A, Chivas Guadalajara)

Time-base: William Yarbrough, Jonny Magallón, Juan Ignacio González, Rafael Márquez e Edwin Hernández; José Juan Vázquez, Elías Hernández (Luis Montes), Hernán Darío Burbano (Eisner Loboa) e Carlos Peña; Matías Britos (Franco Arizala) e Mauro Boselli;

Copa MX: eliminado nas quartas de final, para o Morelia

Competição continental: nenhuma

O renascimento de um grande. Quando muitos já discutiam o patamar dos Panzas Verdes entre os grandes (nada mais justo após dez anos distante da primeira divisão), o León arrancou para o título logo em sua segunda temporada na elite. Apostando na base do acesso (nomes promissores sem espaço nos outros clubes da elite) e reforços experientes (Rafa Márquez e Mauro Boselli) para dar cancha a um clube desacostumado a brigar entre os grandes, os Esmeraldas voltaram ao lugar mais alto do pódio. O sexto título nacional resultou na perda do bom meia colombiano Hernán Burbano (vendido ao Tigres). Para o seu lugar, a diretoria leonina trouxe José Cárdenas, que tenta retomar o bom futebol dos anos em Torreón. O veterano atacante Sabah também desembarcou em Guanajuato e deve servir de opção à Boselli-Arizala.

Santos

Colocação final no Clausura: 2º colocado, com 33 pontos em 17 rodadas

Liguilla: eliminado pelo León nas semifinais

Técnico: Pedro Caixinha-POR

Maior vitória: Santos 3×0 Tigres (6ª rodada)

Maior derrota: León 3×1 Santos (semifinais)

Principal jogador: Carlos Darwin Quintero-COL (atacante)

Decepção: Felipe Baloy (defensor)

Artilheiro: Oribe Peralta (11 gols)

Líder em assistências: Carlos Darwin Quintero-COL (9 passes para gol)

Principais Contratações: Jonathan Lacerda-URU (D, Puebla) e Ribair Rodríguez-URU (M, Boca Juniors-ARG)

Time-base: Oswaldo Sánchez, César Ibáñez, Néstor Araujo, José Abella (Felipe Baloy) e Oswaldo Alanís; Rodolfo Salinas, Néstor Calderón, Juan Pablo Rodríguez (Mauro Cejas) e Jesús Escoboza; Carlos Darwin Quintero e Oribe Peralta;

Copa MX: eliminado na fase de grupos (2º colocado no grupo 2, atrás do Tigres UANL)

Competição continental: nenhuma

Uma base sólida e experiente, planejamento e boas campanhas. A receita do Santos para recuperar o título da Liga MX não é segredo e a queda na semifinais do Apertura não mudou muita coisa no ambiente lagunero. O técnico português Pedro Caixinha, reconhecidamente um estudioso do futebol, conhece bem as peças que tem em mãos e sabe como tirar o melhor de cada uma delas, tanto que alcançou as semifinais nos três torneios em que comandou os Guerreros. Para dar o salto final até a taça, o Santos apostou em dois uruguaios para reforçar o grupo para o Clausura: um já experiente no futebol azteca (o defensor Jonathan Lacerda) e outro de boa passagem pelo futebol argentino (Ribair Rodríguez, ex-Boca Juniors).

América

Colocação final no Clausura: 1º colocado, com 37 pontos em 17 rodadas

Liguilla: perdeu a final para o León

Técnico: Miguel Herrera (até a 14ª rodada), Álvaro Galindo (até a 17ª rodada) e Miguel Herrera

Maior vitória: Pumas UNAM 1×4 América (8ª rodada)

Maior derrota: América 1×3 León (final)

Principal jogador: Raúl Jiménez (atacante)

Decepção: Christian Bermúdez (meia)

Artilheiro: Raúl Jiménez (8 gols)

Líder em assistências: Rubens Sambueza-ARG (5 passes para gol)

Principais Contratações: Pablo Aguilar-PAR (D, Tijuana), Andrés Ríos-ARG (A, Deportivo Cuenca-EQU) e Antonio Mohamed-ARG (T, Huracán-ARG)

Time-base: Moisés Muñoz, Paul Aguilar, Francisco Rodríguez, Aquivaldo Mosquera, Juan Carlos Valenzuela e Miguel Layún; Juan Medina (Osvaldo Martínez), Luis Mendoza e Rubens Sambueza; Raúl Jiménez e Luis Gabriel Rey (Narciso Mina);

Copa MX: não disputou

Competição continental: eliminado na fase de grupos da Concachampions (2º colocado no grupo 4, atrás da Alajuelense-CRC)

É claro que o bicampeonato seria um deleite para as águias. Mas a derrota na decisão não afetou o ânimo dos torcedores e da diretoria de Coapa. Nem a certeza de que o trabalho segue no caminho correto, apesar da vexatória queda na fase de grupos da Concachampions. A liderança e o indiscutível favoritismo mostram claramente isso. Para o lugar de Herrera, que assumiu a seleção mexicana, os canários trouxeram “Turco” Mohamed, responsável por levar o Tijuana ao inédito título da Liga MX. Vieram também o bom zagueiro paraguaio Aguilar e o atacante argentino Andrés Ríos, principal jogador do último ano no futebol equatoriano. Tudo isso para manter a força e a fama de elenco mais forte (e mais caro) do futebol azteca. As expectativas dos Cremas não se restringem mais a chegar a apenas chegar à decisão. O objetivo é acumular taças.

Curtas

México

- Seleção do site Mediotiempo da 2ª rodada do Clausura: Jesús Corona (Cruz Azul), Jonny Magallón (León), Yasser Corona (Querétaro), Javier Gandolfi (Tijuana) e Adrián Cortés (Veracruz); Carlos Fierro (Chivas Guadalajara), Cristian Pellerano (Tijuana), Carlos Peña (León) e Luis Montes (León); Liber Quiñones (Veracruz) e Mariano Pavone (Cruz Azul); T: Ignacio Ambríz (Querétaro);

Costa Rica

- Campeão e vice do último torneio, os rivais Alajuelense e Herediano estrearam com vitória fora de casa no Campeonato de Verano e lideram a Primeira División ao lado de Belén e Municipal Pérez Zeledón, todos com 3 pontos. O Saprissa, entretanto, largou com o pé direito e mesmo jogando em casa e com dois jogadores a mais foi superado pelo PZ, ocupando a 9ª posição;

Honduras

- Depois da ressaca pela conquista de seu 11º título nacional, o Real España arrancou um empate sofrido em visita ao Victoria, com gol do artilheiro uruguaio Claudio Cardozo aos 43 do segundo tempo, na rodada de estreia do Clausura. Igualdade que também marcou o duelo entre Olimpia e o vice-campeão Real Sociedad. Com quatro empates em cinco partidas, a liderança da Liga Nacional é do Motagua, que bateu o Deportivo Savio e é o único a somar 3 pontos;

Jamaica

- Com um triunfo sobre o Tivoli Gardens, o atual campeão Harbour View somou sua quinta vitória em seis partidas e disparou na liderança da National Premier League, com 36 pontos em 16 partidas. Vice-líder, o Montego Bay não passou de um empate frente ao Boys Town e soma 28 pontos. Com o revés, o T.G. alcançou sua quarta derrota consecutiva e despencou para o décimo posto, com 18 pontos, apenas um a mais que o Portmore, que segue em recuperação após o péssimo início de campeonato e na última semana bateu o Cavalier por 2×0;

Trinidad & Tobago

- No duelo de líderes, o W Connection bateu o Police fora de casa, somou sua sétima vitória em nove partidas, manteve a invencibilidade e ampliou ainda mais a vantagem na ponta da TT Pro League, com 23 pontos em 9 jogos. O novo vice-líder é o North East Stars, que empatou sem gols com Point Fortin e tem 14 pontos. Sem jogar na rodada, o atual campeão Defence Force é o sexto, com 13 pontos, enquanto o San Juan Jabloteh aparece logo a seguir, em sétimo, com 10 pontos, após superar o St. Anns Rangers;

Nicarágua

- Atual hexacampeão da Primera División, o Real Estelí deu a largada em busca do inédito hepta e já lidera a Liga Nacional após duas rodadas. Com o empate frente ao Chinandega no último fim de semana, o Trem do Norte soma 4 pontos ao lado de Managua, Ocotal e do vice-campeão Walter Ferretti, que derrotou o lanterna Real Madriz. Maior campeão nacional (mas sem levantar a taça há oito anos), o Diriangén também empatou, contra o Municipal Jalapa, e tem 2 pontos, na sexta colocação.