Com o fim primeira parte da temporada no futebol mexicano, a coluna dá início nessa semana ao balanço do Apertura 2013, dividido em duas partes. Diferente de boa parte dos campeonatos nacionais ao redor do mundo, o nacional azteca é dividido em duas partes independentes. Títulos e vexames resultam em reformulações, novos projetos, contratações e dispensas, de forma que a análise exige que a temporada seja dividida em duas, analisadas separadamente.

Como a Liga MX, primeira divisão do campeonato nacional, conta com sistema de mata-mata, além de dois torneios anuais, dividimos os times em dois grupos, de acordo com a tabela de classificação do Apertura. Confira, nessa semana, os clubes que mais brigaram (e ainda brigarão) contra o descenso, ficando longe de brigar por vaga na Liguilla na Primera División, mas que tentarão uma reação no segundo torneio da temporada:

Pumas UNAM

Colocação final no Clausura: 18º colocado, com 11 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Juan Antonio Torres Servín (até a 8ª rodada) e José Luis Trejo

Maior vitória: Monterrey 0×1 UNAM (12ª rodada)

Maior derrota: UNAM 1×4 América (8ª rodada)

Principal jogador: Javier Cortés (meia)

Decepção: Luís García-ESP (meia)

Artilheiro: Martín Bravo-ARG, Luis Garcia-ESP e Ariel Nahuelpán-ARG (2 gols)

Líder em assistências: Javier Cortés (2 passes para gol)

Principais Contratações: Ismael Sosa-ARG (A, Universidad Católica-CHI), Daniel Ludueña-ARG (M, Pachuca), Dante López-PAR (A, Olimpia-PAR), Leandro Augusto-BRA (M, Puebla) e Diego Lagos-ARG (M, Rosario Central-ARG)

Time-base: Alejandro Palacios, Luis Fernando Fuentes, Marco Antonio Palacios, Darío Verón e Efraín Velarde; José Van Rankin, Fernando Espinosa, Martín Romagnoli e Javier Cortés; Martín Bravo e Ariel Nahuelpán;

Copa MX: eliminado nas quartas de final, pelo Atlas

Competição continental: nenhuma

Um início de temporada para se esquecer. Com apenas uma vitória, o pior ataque (míseros oito gols) e a inevitável lanterna do campeonato nacional, os felinos da capital tiveram poucos motivos para sorrir no Apertura. Manter a base não foi suficiente no Olímpico, ainda mais por se tratar de um elenco envelhecido, que carece de maneira urgente de renovação. E é justamente nesse ponto que moram as reticências quanto ao Clausura. Se apostou na chegada de atacante portenhos (Lagos e Sosa) para ocupar o vácuo que Nahuelpán foi incapaz de preencher, os universitários também trouxeram de volta dois veteranos (López e Leandro Augusto) que parecem ter pouco a acrescentar ao elenco, e certamente farão sombra para os jovens que tentarão uma vaga no elenco. Por isso, é bom esperar pouco do Pumas, que parece continuar em reforma.

Atlante

Colocação final no Clausura: 17º colocado, com 12 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Wilson Graniolatti-URU (até a 8ª rodada) e Rubén Israel-URU

Maior vitória: Atlante 2×0 Chiapas (17ª rodada)

Maior derrota: Toluca 7×1 Atlante (12ª rodada)

Principal jogador: Mauricio Romero-ARG (defensor)

Decepção: Francisco Fonseca (atacante)

Artilheiro: Alberto García e Ángel Sepúlveda (4 gols)

Líder em assistências: Alejandro Vela (3 passes para gol)

Principais Contratações: Jonathan Rey Bornstein-EUA (M, Tigres UANL), Cristian Sosa-PAR (M, General Díaz-PAR), Salustiano Candia-PAR (D, Olimpia-PAR), Narciso Mina-EQU (A, América), Manuel Viniegra (M, Tigres UANL)

Time-base: Yosgart Gutiérrez, Sergio Pérez, Luis Venegas, Mauricio Romero e Héctor Morales; José Daniel Guerrero, Martín Galmarini, Walter Erviti e Alejandro Vela; Ángel Sepúlveda  e Ezequiel Miralles (Alberto García);

Copa MX: eliminado na fase de grupos (3º colocado no grupo 3, atrás de Mérida e Chiapas)

Competição continental: nenhuma

Nos últimos cinco torneios curtos, o Atlante não abriu diferença maior que oito pontos sobre nenhum adversário da Liga MX! E é justamente esse o número que os Potros precisam tirar para igualar o Atlas, rival mais próximo na briga contra a queda. A julgar pelo desempenho no Apertura, onde o clube teve a pior defesa (35 gols) e ocupou a vice-lanterna, não há muita esperança para a principal equipe do aclamado destino turístico de Cancún. Sem um grande elenco (e muito menos qualificado), os Prietitos apostam mais em um milagre (ou uma nova virada de mesa da FemexFut) para se manter na elite na próxima temporada.

Chivas Guadalajara

Colocação final no Clausura: 16º colocado, com 12 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Benjamín Galindo (até a 6ª rodada) e Juan Carlos Ortega Orozco

Maior vitória: Chivas Guadalajara 1×0 Atlante (4ª rodada) e Chivas Guadalajara 1×0 UNAM (16ª rodada)

Maior derrota: Chivas Guadalajara 2×4 Puebla (6ª rodada)

Principal jogador: Rafael Márquez Lugo (atacante)

Decepção: Miguel Sabah (atacante)

Artilheiro: Rafael Márquez Lugo (7 gols)

Líder em assistências: Rafael Márquez Lugo, Marco Fabián, Carlos Fierro e Aldo de Nigris (2 passes para gol)

Principais Contratações: Omar Bravo (A, Atlas), Israel Castro (M, Cruz Azul), Carlos Gerardo Rodríguez (D, Toluca), Francisco Flores (D, Cruz Azul) e José Luis Real (T, Chivas USA-EUA)

Time-base: Luis Ernesto Michel, Néstor Vidrio, Héctor Reynoso, Kristian Álvarez e Miguel Ángel Ponce; Patricio Araujo, Jesús Sánchez e Marco Fabián; Carlos Fierro, Aldo de Nigris e Rafael Márquez Lugo;

Copa MX: eliminado na fase de grupos (2º colocado no grupo 6, atrás do León)

Competição continental: nenhuma

Os seguidos fracassos da equipe mais popular do futebol azteca já começaram a ressoar na federação local, que estuda medidas para restringir a presença de estrangeiros na Liga MX (vale lembrar que o Chivas utiliza-se apenas de atletas nacionais em seus quadros). De fora de 3 das últimas 4 Liguillas, o Rebaño Sagrado já corre risco real de descenso a partir da próxima temporada. É claro que o problema não se trata apenas da ausência de estrangeiros no elenco. Projetos interrompidos, queima de promessas e ambiente turbulento também fazem sua parte. Isso sem falar nas dificuldades de lidar com o dono do clube Jorge Vergara, notório falastrão e um dos principais responsáveis pelas dificuldades em blindar o elenco. O retorno do antigo ídolo Omar Bravo, trazido do rival Atlas, parece mais um tentativa desesperada de voltar aos bons tempos do que algo realmente planejado pela diretoria.

Atlas

Colocação final no Clausura: 15º colocado, com 12 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Omar Asad-ARG (até a 13ª rodada) e José Luis Mata

Maior vitória: Atlas 3×1 Querétaro (15ª rodada)

Maior derrota: América 3×0 Atlas (4ª rodada) e Chiapas 3×0 Atlas (10ª rodada)

Principal jogador: Vicente Matías Vuoso (atacante)

Decepção: Miguel Pinto-CHI (goleiro)

Artilheiro: Omar Bravo (6 gols)

Líder em assistências: Vicente Matías Vuoso, Facundo Erpen-ARG e Sergio Ponce (2 passes para gol)

Principais Contratações: Federico Vilar-ARG (G, Morelia), Enrique Pérez (D, Morelia), Jorge Kalú Gastelum (M, Pachuca) e Tomás Boy (T, sem clube)

Time-base: Miguel Pinto, Sergio Ponce, Francisco Giovanni León, Facundo Erpen e Leandro Cufré; Lucas Ayala, José Luis Chávez, Rodrigo Millar e Flavio Santos; Matías Vuoso e Omar Bravo;

Copa MX: perdeu a final, para o Morelia

Competição continental: nenhuma

Parece uma síndrome em Jalisco: a situação do Chivas pode estar ruim, mas sempre haverá o rival Atlas para ocupar um lugar pior. A esperança de boas campanhas gerada pelo Clausura do último ano se foi. A responsabilidade pela fraca campanha pode ser novamente colocada no excesso de empates (9), resultado obtido em mais de metade das partidas dos Zorros na Liga MX. Por isso o clube perde pouco, mas soma ainda menos vitórias. Para complicar, os Rojinegros perderam o goleiro chileno Miguel Pinto (garantia de segurança no Clausura, mas que deixou a desejar no Apertura) e Omar Bravo (artilheiro que voltou ao rival Chivas). O desespero é cada vez mais nítido por que a Academia é o único clube cujo Atlante tem chances reais de alcançar na briga contra a queda. Ainda que bem poucas, nunca duvide do Atlas.

Pachuca

Colocação final no Clausura: 14º colocado, com 17 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Gabriel Caballero (até a 8ª rodada) e Enrique Meza

Maior vitória: Chivas Guadalajara 1×3 Pachuca (14ª rodada)

Maior derrota: Morelia 4×1 Pachuca (8ª rodada)

Principal jogador: Óscar Perez (goleiro)

Decepção: Fernando Cavenaghi-ARG (atacante)

Artilheiro: Daniel Ludueña-ARG, Duvier Riascos-COL, Fernando Cavenaghi-ARG e Othoniel Arce (2 gols)

Líder em assistências: Daniel Ludueña-ARG (3 passes para gol)

Principais Contratações: Ariel Nahuelpán-ARG (A, Pumas UNAM), Alex Colón-EQU (M, Deportivo Quito-EQU), John Pajoy-COL (A, Atlético Nacional-COL), Enner Valencia-EQU (A, Emelec-EQU), Diego de Buen (M, Puebla), Edgar Andrade (M, Morelia), Isaác Rodríguez (D, Tigres UANL) e Alberto Acosta (A, Tigres UANL)

Time-base: Óscar Perez, Jorge Iván Estrada, Miguel Herrera, Marco Iván Pérez e Daniel Arreola; Jorge Hernández, Jürgen Damm, Daniel Ludueña e Walter Ayoví; Duvier Riascos e Rodolfo Pizarro (Fernando Cavenaghi);

Copa MX: eliminado na fase de grupos (2º colocado no grupo 4, atrás do Oaxaca)

Competição continental: nenhuma

Depois de uma década dourada, o Pachuca amplia a cada torneio a ideia de que o clube está voltando ao patamar de clube médio. Sem oferecer grande resistência aos postulantes ao título, deixando cedo a briga por vaga na Liguilla e sem grandes ameaças de descenso, os Tuzos parecem conscientes dessas dificuldades. Os resquícios do projeto capitaneado por Hugo Sánchez se foram de vez e o excesso de entrada e saída de jogadores dificulta a formação e o entrosamento de um elenco, indicando que o caminho para voltar ao topo parece ainda algo distante de Hidalgo.

Puebla

Colocação final no Clausura: 13º colocado, com 19 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Manuel Lapuente (até a 5ª rodada) e Rubén Omar Romano-ARG

Maior vitória: Chivas Guadalajara 2×4 Puebla (6ª rodada)

Maior derrota: Chiapas 4×2 Puebla (4ª rodada)

Principal jogador: Matías Alustiza-ARG (atacante)

Decepção: Félix Borja-EQU (atacante) e Leandro Augusto-BRA (meia)

Artilheiro: Matías Alustiza-ARG (7 gols)

Líder em assistências: Alfredo Moreno-ARG (3 passes para gol)

Principais Contratações: Jonathan Maidana-ARG (D, River Plate-ARG), Alan Zamora (M, Querétaro), Francisco Javier Torres (M, Chiapas), Iván Bella-ARG (M, Chiapas) e Juan Carlos Cacho (A, Toluca)

Time-base: Jorge Villalpando, Óscar Rojas, Jonathan Lacerda, René Ruvalcaba e Michael Orozco; Jesús Chávez, Luis Noriega, Diego de Buen e DaMarcus Beasley; Matías Alustiza e Alfredo Moreno;

Copa MX: eliminado na fase de grupos (4º colocado no grupo 1, atrás de Monterrey, Correcaminos e Altamira)

Competição continental: nenhuma

Distante da briga por playoffs há alguns anos, os Camoteros já perecem ter claro o objetivo maior de fugir do descenso desde o início de cada um dos torneios. Se ficou próximo da Liguilla em alguns momentos no Apertura, a não classificação gerou pouca pressão ou desapontamento no Cuauhtémoc. E o objetivo da Franja parece ser justamente esse: muitas apostas, estilo aguerrido, soma de pontos para se livrar da ameaça de rebaixamento e, se sobrar, uma vaguinha na fase final. Título? Nem pensar.

Veracruz

Colocação final no Clausura: 12º colocado, com 20 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Juan Antonio Luna

Maior vitória: Atlante 2×4 Veracruz (2ª rodada)

Maior derrota: Tijuana 3×0 Veracruz (9ª rodada) e Veracruz 0×3 Monterrey (16ª rodada)

Principal jogador: Ángel Reyna (atacante)

Decepção: Luis Tejada-PAN (atacante)

Artilheiro: Ángel Reyna (8 gols)

Líder em assistências: Cristian Llama-ARG (3 passes para gol)

Principais Contratações: Maximiliano Bajter-URU (M, Unión La Calera-CHI), Líber Quiñones-URU (A, Danubio-URU) e Alfredo Moreno-ARG (A, Puebla)

Time-base: Edgar Hernández, Israel Martínez, Óscar Mascorro, Hugo Cid e Adrián Cortés; Luis Martínez, Emmanuel Gil, Jehu Chiapas e Christian Marrugo; Ángel Reyna e Cristian Borja;

Copa MX: eliminado na fase de grupos (3º colocado no grupo 4, atrás de Oaxaca e Pachuca)

Competição continental: nenhuma

O início arrasador do Veracruz na Liga MX trouxe esperança à uma região já desacostumada a grandes campanhas na elite. Mas tão rápida quanto veio, a liderança se foi de forma abrupta, com os Tiburones em queda vertiginosa a partir da metade do campeonato. Antes disso, alías. Nas últimas 13 partidas, o Cardume somou apenas uma vitória e chegou à última rodada já sem chances de classificação. Claro que para um clube que acabou de retornar ao topo o importante é inicialmente somar o maior número possível de pontos para fugir do risco de queda, mas os títulos de Tijuana e León atiçaram o Veracruz e é inegável que os três triunfos nas quatro primeiras partidas (bem como a fase brilhante de Reyna no período) deixaram os torcedores com um gostinho de quero mais.

Monterrey
Os dez gols de Suazo não foram suficientes para o Monterrey brigar pelo Mexicano (Foto: AP)

Os dez gols de Suazo não foram suficientes para o Monterrey brigar pelo Mexicano (Foto: AP)

Colocação final no Clausura: 11º colocado, com 20 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Víctor Manuel Vucetich (até a 7ª rodada) e José Guadalupe Cruz

Maior vitória: Veracruz 0×3 Monterrey (16ª rodada)

Maior derrota: Tigres 3×1 Monterrey (5ª rodada) e León 3×1 Monterrey (7ª rodada)

Principal jogador: Humberto Suazo-CHI (atacante)

Decepção: César Delgado-ARG (atacante)

Artilheiro: Humberto Suazo-CHI (10 gols)

Líder em assistências: Neri Cardozo-ARG e Omar Arellano (3 passes para gol)

Principais Contratações: Victor Ramos-BRA (D, Vitória-BRA) e Wilson Morelo-COL (M, La Equidad-COL)

Time-base: Jonathan Orozco, Efraín Juárez (Severo Meza), Hiram Mier, Leobardo López, José María Basanta e Dárvin Chávez; Jesús Zavala, Lucas Silva, Omar Arellano (César Delgado) e Neri Cardozo; Humberto Suazo;

Copa MX: eliminado na fase de grupos (4º colocado no grupo 1, atrás de Monterrey, Correcaminos e Altamira)

Competição continental: eliminado nas semifinais, pelo Morelia

A reformulação vivida em Monterrey já era algo esperado após o tricampeonato continental e a sequência de títulos nacionais. Um processo que teve início justamente com a saída do maior responsável pela fase de ouro dos Rayados: o técnico Vucetich, demitido após o revés para o León (mas poucos discordam que deva mesmo seu bilhete azul para a derrota para o rival Tigres, duas rodadas antes). A expectativa em Nuevo León, contudo, continua alta. As mudanças no elenco foram poucas (quase imperceptíveis), e chegaram peças à altura de repr as perdas, ainda que o brasileiro Lucas (ex-Botafogo) ficasse devendo mais futebol em seu primeiro torneio no Tecnológico. Com um artilheiro que parece melhorar com o passar dos anos, ainda que já tenha passado dos 30 há algum tempo, o clube sabe que se bobearem lá em cima, a Pandilla volta ao topo.

Tijuana

Colocação final no Clausura: 10º colocado, com 21 pontos em 17 rodadas

Liguilla: não se classificou

Técnico: Jorge Almirón-ARG

Maior vitória: Tijuana 4×1 Atlante (16ª rodada)

Maior derrota: León 5×0 Tijuana (17ª rodada)

Principal jogador: Pablo Aguilar-PAR (defensor)

Decepção: Hérculez Gómez-EUA (atacante)

Artilheiro: Fidel Martínez-EQU (7 gols)

Líder em assistências: Cristian Pellerano-ARG (3 passes para gol)

Principais Contratações: Hernán Pellerano-ARG (D, Almería-ESP), Jaime Ayoví-EQU (M, LDU Quito-EQU) e César Farías-VEN (T, Seleção da Venezuela)

Time-base: Cirilo Saucedo, Juan Carlos Núñez, Javier Gandolfi, Pablo Aguilar e Edgar Castillo; Richard Ruiz, Javier Güémez, Cristian Pellerano, Fernando Arce e Fidel Martínez; Darío Benedetto;

Copa MX: não disputou

Competição continental: nenhuma

O sonho de voltar à Liguilla após o título inédito não veio, mas os Xolos tiveram um bom desempenho na frente internacional, alcançando as quartas de final da Libertadores (e por muito pouco não eliminando o futuro campeão Atlético-MG) e as quartas da Concachampions (cujo título na primeira metade de 2014 pode alçar o clube a voos ainda maiores). Para o novo ano, o maior reforço pode estar no banco, com a contratação do técnico César Farías, responsável pelo notável crescimento da seleção venezuelana nos últimos tempos. Os fronteiriços apostam na manutenção de sua base, ainda que a perda do xerife Pablo Aguilar para o América possa cobrar seu preço na segurança da defesa. Os termômetros continuam elevados em Tijuana.

Curtas

México

- Seleção do site Mediotiempo da 1ª rodada do Clausura: Cirilo Saucedo (Tijuana), Pablo Aguilar (América), Miguel Martínez (Querétaro), Aarón Galindo (Toluca) e Miguel Ponce (Toluca); Diego de La Torre (Querétaro), Antonio Ríos (Toluca) e Carlos Peña (León); Luis Gabriel Rey (América), Martín Bravo (Pumas UNAM) e Raúl Jiménez (América); T: José Saturnino Cardozo (Toluca);

Costa Rica

- Depois de dois empates sem gols nas duas partidas da decisão, a Alajuelense superou o rival Herediano nos pênaltis (5×3), conquistou o Campeonato de Invierno 2013 e levantou sua 29ª taça da Primera División, igualando outro rival, o Saprissa, como o maior detentor de títulos nacionais. Vale ressaltar que o clube de Alajuela levou cinco dos últimos sete torneios nacionais, na melhor fase de sua história;

Jamaica

- Atual campeão nacional, o Harbour View venceu o Rivoli United e empatou com o Cavalier, chegando aos 30 pontos em 14 partidas e fechando o ano com a liderança isolada da National Premier League. Vice-líder, o Montego Bay conseguiu um bom triunfo sobre o August Town e soma 26 pontos. Dois dos maiores campeões nacionais, Tivoli Gardens e Portmore United seguem em má fase. O T.G. perdeu para Arnett Gardens e Montego e caiu para o 6º lugar, com 18 pontos, enquanto o clube de Portmore somou sua terceira vitória na competição ao bater o August Town e deixou o adversário na lanterna da Red Stripe Premier League, alcançando 14 pontos;

Trinidad & Tobago

- Com um empate sem gols frente ao Caledonia, o W Connection desperdiçou seus primeiros pontos, mas segue imbatível na liderança da TT Pro League, com 19 pontos em 7 jogos. Após bater o North East Stars pelo placar mínimo, o Police assumiu a vice-liderança, com 13 pontos, seguido pelo atual campeão Defence Force, que derrotou o San Juan Jabloteh e tem 12. Com o revés, os Kings seguem em péssima fase, ocupando a vice-lanterna, com 6 pontos.