Gonzalo Higuaín pode fazer quantos gols quiser pela Juventus, mas a torcida da seleção argentina nunca esquecerá as oportunidades desperdiçadas pelo atacante em finais nos últimos anos. A mais crítica foi na decisão da Copa do Mundo de 2014. No começo da partida, Higuaín teve a oportunidade de abrir o placar e talvez modificar a história, que terminou com a Alemanha campeão na prorrogação, e a desperdiçou.

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Entre os responsáveis pelo jejum de títulos da Argentina, Higuaín é citado no topo da lista por muitos torcedores e analistas. Alfio Basile, treinador das conquistas da Copa América de 1991 e 1993, as últimas da equipe nacional, acredita que ele se colocou sozinho nesta posição.

“De todos os jogadores, o que é mais destacado para receber a culpa é Gonzalo Higuaín”, escreveu Basile em uma autobiografia. “As pessoas não o querem no time porque, quando aquela Copa do Mundo é lembrada, a chance que ele perdeu no começo foi o que nos custou o título”.

“A verdade”, continua, “é que é difícil explicar o que aconteceu com ele porque de repente ele estava sem marcação, tinha a bola nos pés, a 20 metros do gol, com todas as opções abertas e poderia colocar a bola em qualquer lugar, mas mandou para fora”. 

“Não é legal dizer que ele se manchou sozinho, mas foi basicamente o que aconteceu. Ele sentiu a responsabilidade ao perceber que estava prestes a fazer o gol que daria a Copa do Mundo à Argentina e que ganharia a imortalidade”, encerrou. 

Depois de passar algumas listas de fora, Higuaín foi convocado por Sampaoli para os últimos amistosos da Argentina. O técnico disse que viu um jogador “maduro e seguro”. Está convencido que ele pode fazer uma grande Copa do Mundo.