Um dos maiores centroavantes de todos os tempos – e um dos maiores da seleção argentina, especificamente – elogiou Gonzalo Higuaín. Gabriel Batistuta, ídolo da Fiorentina e ícone do futebol argentino nos anos 1990, disse que o jogador da Juventus não pode faltar na seleção argentina. Ele não tem sido convocado pelo técnico Jorge Sampaoli. E não só ele: Batistuta defende também que Mauro Icardi e Sergio Agüero estejam na convocação.

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Quando foi perguntado quais os atacantes deveriam acompanhar Lionel Messi no time da Argentina, Batistuta afirmou: “Higuaín, Icardi ou um Agüero mais atrás, e uma pena que se lesionou Benedetto. Para mim, Higuaín não pode faltar na seleção argentina”, afirmou o antigo camisa 9 da albiceleste.

O antigo camisa 9 da seleção argentina falou sobre o assunto em uma entrevista ao jornal espanhol Marca. “O Barcelona se adaptou a Messi. Saíram Ronaldinho, Xavi, Neymar e outros. Mas nada mudou, ao contrário. O mesmo com os técnicos, sempre formaram a melhor equipe para ele. Além disso, não é o mesmo enfrentar o Eibar em relação a Brasil ou Alemanha. Na seleção, é sempre mais difícil”, disse ainda Batistuta.

“Não se pode jogar bem, lamentavelmente, mudaram muitos treinadores, também houve mudanças institucionais na AFA e tudo isso afetou o trabalho e a busca por um estilo de jogo. Messi é o melhor faz de tudo para conquistar uma Copa com a Argentina, mas é certo que é preciso armar uma equipe que o vincule ao seu jogo”, analisou Batigol.

Presente nas Copas de 1994, 1998 e 2002, Batistuta pediu paciência. Para ele, Messi pode estar ainda na Copa de 2022, quando terá 35 anos. “Eu acredito que se não tiver problemas com lesões, pode também jogar a Copa do Catar. Por ele, que não tenha ansiedade”. Batistuta sofreu muito com lesões, especialmente no final da carreira, e conta como é a sua vida atualmente. Aos 48 anos, ele falou sobre como a sua vida atual lidando com as consequências das lesões.

“Meus tornozelos estão seriamente afetados, especialmente o direito, onde foi aplicada uma Astrodese, ou seja, fixaram meus ossos ancorando a articulação. A mobilidade nos tornozelos é escassa, mas felizmente agora me doem pouco. Durante uma época me custava me levantar no banheiro e tomava muitos analgésicos. Foi como me sentir preso pelo que me deu mais liberdade. A cabeça controla tudo, mas nem sempre pode solucionar uma condição física. Agora eu tenho uma boa qualidade de vida porque a felicidade passa por muitos fatores”, disse o ex-jogador.