A mais vitoriosa geração do futebol francês, justamente a atual, de Zidane e Henry, provavelmente fará na Copa do Mundo da Alemanha seu canto de cisne. Preocupados, os torcedores do país já procuram por nomes que possam manter os Bleus entre as seleções mais importantes do mundo. A bola da vez parece ser o atacante Hatem Ben Arfa, companheiro dos brasileiros Juninho Pernambucano e Fred no Lyon.

Formado nas categorias de base do atual tetracampeão nacional, Ben Arfa fez suas primeiras aparições no time profissional na temporada 2004/5, aos 17 anos.

O talentoso jovem brilhou também pela seleção sub-17 da França no último campeonato europeu da categoria. Foi peça-chave para a conquista do título. Antes, já havia sido o artilheiro da Montaigut Cup, um torneio entre as seleções de base da Europa. Ao todo já foram 15 gols em 22 jogos pela sub-17 francesa, o que dá uma boa média de 0,68 gol por partida.

Apesar desses números, o canhoto Ben Arfa não é considerado um centroavante típico, como são seus conterrâneos Anelka e Henry. Versátil, ele também pode atuar como meia ou ponta-esquerda. Essas qualidades despertaram interesse de clubes como Chelsea, Arsenal e Ajax, que sondaram o terreno para uma possível contratação do atacante no início da temporada 2005/6. No entanto, o jovem continuou em Lyon.

França ou Tunísia?

Como seu próprio nome sugere, Hatem Ben Arfa é mais um exemplo de jogador francês com ascendência africana. O jovem atacante tem também a nacionalidade tunisiana. E os cartolas da Tunísia já acenaram com a possibilidade de levar a revelação para sua seleção, convencidos pelo técnico Roger Lemerre, justamente um francês.

Ben Arfa diz que ainda não se decidiu sobre a camisa de qual país irá vestir como profissional. Pensa em definir sua escolha aos 23 anos, abdicando da chance de disputar o próximo Mundial pela equipe africana. Há muitas coisas a se pesar nessa decisão. Ele pode se tornar o craque absoluto de uma seleção mais fraca e dificilmente alcançar o título de uma Copa do Mundo ou permanecer na França e tentar fazer sua história, cheio de responsabilidade depois de ser comparado com outro craque com raízes africanas – ninguém menos do que o franco-argelino Zinedine Zidane.