Uma confusão à italiana no Milan tomou conta esta semana. O vice-presidente Adriano Galliani se desentendeu com a filha do presidente, Barbara Berlusconi, que é diretora do clube, e se demitiu do cargo que ocupa há 28 anos. As trocas de farpas estavam fortes, mas tudo mudou. Silvio Berlusconi, residente do clube e pai de Barbara, anunciou, do seu modo espalhafatoso, que Galliani fica.

O presidente daria uma coletiva de imprensa no centro de treinamentos do clube, Milanello, mas o treino foi cancelado por conta das condições climáticas. Berlusconi fez uma reunião de quatro horas com Galliani em um restaurante em Milão, onde ficou acertada a sua permanência no clube.

“Nós chegamos a um acordo completo sobre como organizar o clube”, explicou Berlusconi. “Teremos dois diretores gerais: um é Adriano Galliani, que ficará com o setor esportivo, enquanto Barbara Berlusconi irá gerir os outros setores”, disse o polêmico político e dirigente italiano. “Para mim, eu prometi estar mais perto do clube e do time”, disse ainda Berlusconi.

Só que agora as coisas complicam. Os jornais italianos trouxeram neste sábado páginas sobre o novo Milan, que teria Barbara Berlusconi à frente, com Paolo Maldini como diretor esportivo. Ainda não está esclarecido como ficará essa situação. Barbara já tinha falado com o ex-capitão do Milan para ocupar o cargo. Além disso, o relacionamento complicado entre Galliani e Barbara Berlusconi pode trazer novas consequências para um clube que já vive situação conturbada.

Apesar disso tudo, é importante lembrar que Berlusconi faz a gestão do time como uma espécie de “pai”. Por isso, esse relacionamento de “famiglia” pode ser rapidamente solucionado com um beijo e uma macarronada. Até que um novo entrevero aconteça e seja necessária uma nova intervenção do “capo”.