O charme de Pudim, do WO e do Goyta na Série B do Rio

05/03/2013 às 10:09, por [ Raphael Zarko ]

O baixinho é o cão

O baixinho é o cão

por Bruno Guedes (@b_guedes)*

Quem já acompanhou a Série B do Campeonato Estadual do Rio, sabe que há coisas que só a Federação do Estado (FFERJ) consegue fazer. Pois bem, neste sábado, 19 times começaram a correr atrás de duas vagas na elite do futebol fluminense (como bom petropolitano é bom ressaltar que carioca é referente apenas a capital) em 2014. Para variar teve de tudo nos jogos deste sábado.

Já dias antes do início da competição, dois gols contra, com as desistências de Imperial, de Petrópolis (ex-Estácio), e Rio Branco, de Campos. No regulamento, como não poderia deixar de ser, excentricidade: uma equipe pode subir sem ter vencido qualquer um dos dois turnos. Serve de consolo que as regras do campeonato garantem que se houver uma equipe vencedora nas duas etapas da competição, ela é a campeã, e tem o acesso garantido.

Para variar, logo na primeira rodada, a Série B do Carioca já teve seu primeiro WO. O Juventus, da capital, só tinha três jogadores inscritos junto a FFERJ para enfrentar o Tigres do Brasil, em Moça Bonita. Com isso, a equipe perdeu por 3 a 0. A expectativa para a próxima rodada é que o clube fundado no bairro de Bonsucesso deva ter, pelo menos, 16 jogadores disponíveis para o duelo contra o América de Três Rios, na quarta-feira.

No estádio Aryzão, em Campos, depois de 10 anos voltou a ser disputado o clássico entre Goytacaz e Americano. Venceu a equipe alvianil, por 2 a 1, mas perdeu o atacante Laio, do Goyta, que precisou de atendimento no segundo tempo. Aos 26 minutos, quando a ambulância precisou entrar em campo, descobriram que o cadeado do portão do estádio estava trancado e ninguém achava a chave. Policiais tentaram arrombar o portão, mas a situação só se resolveu quando um funcionário do Goytacaz, provavelmente depois de ter recorrido a São Longuinho, solucionou o mistério e encontrou a desaparecida.

Em Mesquita, no estádio Giulite Coutinho, América e Mesquita duelaram, com vitória do “Diabo” por 1 a 0. Em um jogo envolvendo clube de história tão rica, craques históricos, torcedores ilustres, quem deu o pontapé inicial foi o prefeito da cidade da Baixada Fluminense. Sendo muito sincero, não me interessa o motivo, mas imagino que o político deva ter pensado que poderia tirar uma casquinha no “clássico” local. Como estamos falando de duas coisas que não deveriam se misturar, o chefe do Executivo mesquitense poderia se contentar em ver o jogo da tribuna do estádio.

No duelo entre Paduano e América, de Três Rios, em Santo Antônio de Pádua, vale menção ao autor do gol do time da casa, que foi derrotado, de virada, dentro de casa, por 3 a 1. Quem balançou as redes foi Pudim! Depois, Adão, Diego e Thiaguinho decretaram a vitória para o time do volante Da Silva, ex-Flamengo, que aos 36 anos, comanda a equipe entrerriense. No futebol tão cheio de nomes duplos, com altos índices de “h”, “y” e “w”, fica aqui nossa homenagem ao apelido maroto do rapaz.

* Bruno é jornalista e petropolitano.