Que Usain Bolt é fanático por futebol, isso não é segredo para ninguém. O homem mais rápido do mundo não se furta a cornetar os técnicos do Manchester United e botou sua vida em risco ao acelerar seu carro – e sofrer um acidente – para poder ver um jogo da Liga dos Campeões. O talento de Bolt com a bola nos pés já foi exibido em algumas partidas amistosas. E, agora, existem as esperanças até que o velocista se torne o craque da seleção jamaicana. Algo endossado pelo próprio fanfarrão.

A imprensa local começou a especular Bolt como futuro ‘Reggae Boy’, dizendo que ele estaria aberto a ouvir propostas do técnico da seleção, Winfried Schäfer. E o que o velocista fez? Repercutiu a história, claro! Em seu Instagram, Bolt publicou a capa do jornal, com as hashtags “Tudo é possível”, “Para sempre rápido”, “Opção futura” e “Cara séria”. Segundo os planos, a intenção era integrá-lo ao time nacional a partir de 2016, após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, nos quais o ‘Raio’ tentará ir além de suas seis medalhas de ouro atuais.

A especulação vai de encontro às declarações dadas por Schäfer em janeiro: “Eu li em um jornal alemão que o Bolt quer jogar futebol, no Manchester United. Ele é jamaicano e quero contar com ele em nossa equipe”, disse, ao Sunday Gleaner. “Eu ouvi do presidente da Puma que Bolt jogou várias vezes e que ele não é ruim. Mas nós podemos fazer ele melhor. Quando ele tiver um bom treino com nossa seleção, podemos torná-lo um ótimo jogador. Ele é muito rápido, isto está claro. Mas, quando ele aprender a jogar com a bola, será um dos melhores. É nosso objetivo. Talvez depois das Olimpíadas de 2016, queremos vê-lo nos treinos”.

Mas a intenção de Schäfer também vai muito além do futebol, é claro. O técnico acha que, com o velocista no time, será muito mais fácil atrair patrocinadores à seleção e ajudar a desenvolver o futebol local. Só que, se Bolt for tão bom nos gramados quanto é nas pistas, dá até para sonhar: com três vagas diretas para a Copa de 2018 e uma para repescagem, as Eliminatórias da Concacaf não são tão difíceis assim. Com 32 anos, Bolt levaria os Reggae Boys de volta ao Mundial após 20 anos, um astro negro justamente na Rússia, um país marcado pelos episódios de racismo no futebol. Bom, não custa sonhar, né?