Reus é o craque do Borussia Dortmund; Hulk é o destaque do Zenit (Fotos: AP)

Borussia Dortmund x Zenit: o confronto hipster

Jogo de ida: 25/02, 14h00
Petrovsky, em São Petersburgo

Jogo de volta: 19/03, 16h45
Signal Iduna Park, em Dortmund

Confrontos anteriores
Nunca se enfrentaram

O mapa da mina para o Borussia Dortmund

Para o público geral, o Dortmund é um time não tão conhecido assim. O Zenit então, mais ainda. O hipster se orgulha de conhecer uma banda que ninguém mais conhece. Não é muito diferente de um fã de Dortmund ou Zenit. E há realmente bons motivos para acreditar em um bom confronto.

Há poucos times tão cascudos na Champions quanto o Borussia Dortmund. Depois da campanha marcante na última temporada, os aurinegros sobreviveram ao grupo da morte, e na primeira colocação. Mostraram, sobretudo, como conseguem lidar bem com a pressão. A virtude é essencial para a equipe de Jürgen Klopp, especialmente diante dos últimos meses de provação. Não é a fase turbulenta ou a ausência de alguns jogadores-chave por lesão que diminuiu o brio dos germânicos no torneio continental. O primeiro passo para voltar a sonhar com a decisão.

Entretanto, se o lado psicológico dá uma boa ajuda, a classificação só acontecerá se o Dortmund gastar a bola. Algo sempre possível quando nota-se a linha de frente à disposição do time. Mesmo com Kuba e Marco Reus lesionados (o alemão talvez volte a tempo do jogo de ida), a trinca de meias segue bem servida. Aubameyang, Mkhitaryan e Grosskreutz combinam velocidade e presença de área, características importantes para pressionar a linha defensiva. O setor ainda ganhou um reforço de valor com Milos Jojic, meia que estreou no clube já marcando gol, segundos depois de entrar em campo. E, é claro, Lewandowski também será fundamental. O centroavante possui presença física para brigar com a dupla de zaga adversária, mas também tem mobilidade para aproveitar lances mais ágeis.

O polonês também pode ser bem aproveitado é no jogo aéreo, considerando a frequência razoável com que o Zenit vem sofrendo gols pelo alto. Neste quesito, serão preciosos os lançamentos de Sebastian Kehl e Nuri Sahin, buscando o trabalho de pivô de Lewandowski como alternativa para quem chega de trás. Volantes que, além de serem importantes na saída de jogo, também terão trabalho dobrado sem a bola, providenciando proteção a uma zaga que talvez não conte com Mats Hummels e que tem falhado demais nos últimos tempos.

O mapa da mina para o Zenit

Não dá para cravar se foram mais méritos do Zenit ou se mais incompetência de seus rivais, Porto e Austria Viena. O fato é que os russos precisaram de uma mísera vitória para avançar às oitavas da Champions. Os seis pontos foram conquistados também com três empates, a maioria deles talhados pelo virtuosismo defensivo do time de Luciano Spalletti. Muito por conta da insatisfação com a forma de Aleksandr Kerzhakov no ataque é que José Salomón Rondón foi a principal contratação no último mercado. O venezuelano renova os ares em São Petersburgo, mas sem jogar fora a forte presença de área que caracteriza o estilo da equipe.

Nos últimos jogos, quem também tem aparecido como centroavante do time é Hulk. Embora se sinta mais à vontade na ponta direita, o também pode mostrar serviço pela faixa central do campo, especialmente quando se leva em conta a dificuldade dos defensores do Dortmund em conter as infiltrações. A capacidade de Hulk é uma arma tão boa para este jogo quanto seus famosos chutes potentes, que causarão problemas a Weidenfeller.

Por fim, outro setor que será importante ao Zenit é o meio de campo. Spalletti conta com jogadores mais pesados para o setor. Shirokov, Witsel e Zyryanov precisam cadenciar o jogo tanto para aproveitarem suas vantagens físicas quanto para esfriarem o jogo frenético que costuma caracterizar o Borussia Dortmund. Perder a posse não será nada recomendável, considerando a velocidade dos meias adversários. Por isso mesmo, os laterais Domenico Criscito e Cristian Ansaldi terão que prestar mais atenção em suas funções defensivas.