Wallyson comemora gol do Botafogo (Jorge Rodrigues/Trivela)

Botafogo tentou mudar o estilo, mas ainda se dá melhor com velocidade e bola no chão

É duro mudar a cultura de um time. O elenco se acostumou a jogar de uma maneira e, nos momentos em que a coisa anda complicada, é nela em que os jogadores vão buscar as soluções. Como o Botafogo neste começo de 2014. Como o Botafogo do segundo tempo na vitória por 4 a 0 sobre o Deportivo Quito.

O primeiro tempo foi uma continuação do jogo de ida, só que sem altitude e com a torcida a favor do time carioca. Fora isso, era o Botafogo tentando muitas bolas longas e muitos cruzamentos. Escolha compreensível para uma equipe que começa o ano com o bom cruzador Jorge Wagner e o centroavante lento e alto Ferreyra como principais reforços.

O primeiro gol saiu, em um chuveirinho que Jorge Wagner desviou de cabeça para Wallyson arrematar. Mas esse não é o Botafogo. Não o Botafogo que ainda é uma sequência do time que conquistou a vaga na Libertadores após um bom Campeonato Brasileiro de 2013.

No segundo tempo, Eduardo Hungaro tirou Ferreyra para colocar Elias. E os 50 mil alvinegros que foram ao Maracanã viram o Botafogo que já conheciam, aquele que chegou a brigar pelo título por boa parte do Brasileirão. Saída de jogo, bola no chão e atacantes velozes. Elias iniciou a jogada do segundo gol e deu a assistência do terceiro, ambos de Wallyson, que ficou mais solto e desenvolto com um ataque mais móvel. E aí se resolveu o duelo contra os equatorianos.

Talvez esse time evolua com o tempo e consiga atuar de forma mais cadenciada e pesada, com Ferreyra na frente. Em partidas aguerridas da Libertadores pode ser uma solução útil. Mas esse time ainda tem muito do de 2013. E quando voltou às origens que conseguiu a classificação.