BRASIL

Júlio César – 5

No gol croata, não pode fazer nada para evitar, sendo pego de surpresa pelo desvio de Marcelo. Não foi tão exigido, mas não passou tanta confiança ao rebater chutes demais.

Daniel Alves – 4

Apoiou no ataque, mas foi frágil na defesa, deixando espaços para Ivica Olic criar por ali as jogadas mais perigosas dos croatas, inclusive a do primeiro gol.

Thiago Silva – 5,5

Fez uma partida regular, mas mostrou-se nervoso em alguns momentos. A forte imagem dos olhos marejados na entrada em campo ajudam a explicar isso.

David Luiz – 6,5

Deixou Jelavic tomar a frente e desviar a bola antes do gol contra de Marcelo. No restante do jogo, no entanto, foi mais seguro e apoiou bem a marcação do lado direito do ataque croata. Demonstrou muita raça.

Marcelo - 5

Marcou contra o gol da Croácia, e se perdeu um pouco depois disso. Como o lado esquerdo não foi o mais utilizado pelo Brasil, não participou muito das jogadas ofensivas.

Luiz Gustavo - 7

Fez o trabalho “sujo” no meio de campo e não ficou em evidência, mas foi essencial para que o Brasil conseguisse a vitória. Kovacic, meia-armador da Croácia, praticamente não jogou.

Paulinho - 4,5

Não foi o elemento surpresa que dele se espera e poderia ter apoiado mais a defesa pelo lado direito, onde foram criadas as principais chances da Croácia

(Hernanes) – 5

Com Hernanes em campo, o Brasil melhorou, mas não exatamente por causa dele. Fez o básico nos minutos que teve, sem comprometer, mas também sem merecer destaque.

Oscar - 7,5

Melhor em campo, Oscar começou tímido na direita, mas se soltou, ajudou bastante na marcação, deu início à jogada do gol de empate e marcou o gol que fechou o caixão em 3 a 1, em um chute de bico improvável da intermediária.

Hulk - 5

Jogar aberto na esquerda, sem poder cortar para dentro para bater, parece realmente não funcionar muito bem para Hulk. Teve atuação apagada e foi bem substituído por Felipão.

(Bernard) – 5,5

Bernard deu mais velocidade à ponta esquerda e acabou atraindo alguns lances de ataque para seu lado, que esteve bastante inefetivo quando Hulk esteve em campo.

Neymar - 7,5

Com 22 anos, começar uma Copa em seu próprio país como aquele em que as maiores esperanças estão depositadas não é fácil, mas Neymar mostrou que pode carregar esse peso. Jogando um pouco mais centralizado, mas com liberdade para cair pelas pontas, o camisa 10 buscou bastante a bola na metade de campo do Brasil, distribuiu bem os passes e fez os dois gols da virada, quando a Seleção estava pressionada.

(Ramires) – Sem avaliação

Apesar da ótima roubada de bola que resultou no gol de Oscar, ficou pouco tempo em campo.

Fred - 4,5

Completamente sumido do jogo, apareceu apenas para ludibriar o árbitro no pênalti muito mal marcado. Não foi acionado e não buscou a bola.

CROÁCIA

Pletikosa - 5,5

Teve uma boa atuação na primeira etapa, mas poderia ter feito melhor nos três gols. Não foram frangos, mas falhas que atrapalharam o seu time.

Srna - 6

Foi muito bem na marcação, dificultando a vida de Hulk pelo flanco direito da zaga croata. Não atacou como de costume, mas ajudou com o ferrolho defensivo de boa parte do jogo.

Corluka - 5,5

Fez uma dupla difícil de ser batida com Lovren, mas sem destaque como o parceiro. Como não poderia deixar de acontecer, abriu a caixa de ferramentas com uma falta forte em Neymar e levou o amarelo.

Lovren - 6

Melhor da dupla de zaga croata na partida, Lovren ofereceu bastante resistência aos ataques brasileiros e foi seguro lá atrás, bem principalmente pelo alto. Acabou injustiçado com o cartão amarelo no pênalti cavado por Fred.

Vrsaljko - 4,5

O lado esquerdo da defesa croata foi o caminho principal para os ataques do Brasil, e Vrsaljko ficou devendo por ali. Errou maior parte das tentativas de desarmes e não foi ativo no ataque.

Rakitic - 5,5

Rakitic foi mais discreto que Modric, mas acertou maior parte de seus passes e tentou cair pelo canto também para a tentativa de cruzamentos. Apesar disso, não criou chances para algum colega de seleção.

Modric - 6

Modric foi quem regeu o meio de campo croata, acertando quase 90% dos passes e criando chances para os companheiros. No final do jogo, assustou Júlio César com um chute de longe, seu único na partida.

Olic - 6,5

Melhor do setor ofensivo croata, Olic foi o mais criativo do time e o que mais levou perigo ao gol do Brasil. Aproveitou-se bastante dos espaços deixados por Dani Alves na lateral direita e foi a maior válvula de escapa da Croácia. Fez o cruzamento que acabou no gol contra de Marcelo.

Kovacic - 5

Discreto, não criou chances de gol para os companheiros. Prioridade da Croácia pelos contra-ataques pelas pontas influenciou em sua omissão no jogo.

(Brozovic) – 5,5

Sua entrada não surtiu tanto efeito no jogo, e o ataque da Croácia seguiu acontecendo majoritariamente pelos lados. Ainda assim, foi pouco melhor que Kovacic.

Perisic - 5,5

As pontas foram o caminho que a Croácia encontrou para atacar, e Perisic também foi bastante acionado nos contra-ataques rápidos. Levou perigo em cruzamentos e em jogadas individuais, de finalização.

Jelavic - 4,5 - No primeiro tempo foi a referência na área para as jogadas nas pontas feitas por Olic e Perisic, mas não acertou as finalizações com o tempo foi sumindo do jogo, até ser substituído.

(Rebic) – Sem avaliação – Jogou pouco e não contribuiu significativamente para ser avaliado.


Árbitro - Yuishi Nichimura – 3 – Talvez influenciado pelo histórico com o Brasil ou pela pressão da torcida e das circunstâncias (ou por causa disso tudo), Nichimura foi mal, apitando decisões favoráveis ao Brasil com maior frequência e completando tudo com aquele pênalti mandrake.