Neymar, o grande craque brasileiro (AP Photo/Felipe Dana)

Apesar do desastre na Copa, o Brasil tem uma base para 2018

Ninguém vai para uma festa esperando sofrer traumas ou decepções. O Brasil organizou aquela que talvez tenha sido a maior Copa do Mundo de todos os tempos, uma festa incrível com muitos gols, torcida presente, bons times e grandes jogos. A Seleção Brasileira, por sua vez, protagonizou o maior vexame brasileiro em Copas tomando um terrível 7 a 1 da Alemanha. Se despediu da Copa com uma derrota para a Holanda na disputa do terceiro lugar, com aquele jeito de quem não aguenta mais a festa, mas é o anfitrião e tem que ficar até o fim. E até vai deitar antes dos convidados irem embora. Foi terrível para a Seleção em campo, mas boa parte desse time tem condição de jogar por um bom tempo na Seleção. E, ao contrário de 2010, que havia pouco a ser aproveitado, desta vez há uma base. Olhando para 2018, o Brasil tem muito trabalho pela frente, mas tem por onde começar.

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Em 2010, eram poucos os jovens – o mais novo era Ramires, com 23 anos – e era difícil imaginar o futuro da Seleção. Se pediu uma mudança radical, que Mano Menezes, o técnico que sucedeu Dunga, fez. Talvez tenha exagerado, deixando alguns dos jogadores que poderiam ajudar na transição de fora, mas é verdade que ele atendeu a um pedido da maioria dos torcedores e de muitos analistas – este que vos escreve é um que não acreditava muito nos veteranos que estavam ali. Não dava para manter Lúcio, Juan e Gilberto Silva, já veteranos, nem Felipe Melo, um completo desequilibrado. Luís Fabiano tinha feito um grande ciclo até a Copa, mas não era o centroavante dos sonhos. Kaká estava machucado. Ficou mesmo só Daniel Alves, que desde o início com Mano Menezes foi titular. O técnico tentou voltar com alguns deles na Copa América de 2011 (Lúcio, Júlio César e Maicon, notadamente), um ano depois de assumir, e foi um desastre. Foi difícil fazer o trabalho de reconstrução sem ter muito com o que trabalhar depois da Copa da África do Sul.

Desta vez, o próximo técnico da Seleção pode começar o trabalho com uma safra de jogadores que disputou esta Copa do Mundo e ainda tem muitos anos pela frente. A começar, claro, pelo principal craque, Neymar, que tem só 22 anos e muito futuro pela frente. Há outros jovens que podem ajudar a compor o grupo também, como Oscar, que tem a mesma idade de Neymar, e Paulinho, um pouco mais velho, mas ainda jovem. Entre as lições aprendidas nesse duro caminho até 2014, uma delas é que é possível usar os veteranos no processe de transição. Não se sabe se todos chegarão à Copa, mas levar a campo um time só pensando em 2018 pode ser precoce e fazer com que os jogadores sofram demais com a inexperiência e o time demore a se encontrar. É preciso dar tempo aos jovens, e o time de 2014, mais inexperiente do que os últimos, mostra isso. É preciso pensar em 2015, depois 2016 e, assim, chegar à 2018 com o melhor time possível.

Por isso, fizemos uma análise sobre quem dos convocados por Felipão para a Copa do Mundo de 2014 têm potencial para não só continuarem no grupo, mas aproveitarem a experiência deste Mundial para crescerem. Escolhemos alguns que podem continuar no grupo não só para os próximos jogos e competições, mas que podem formar a base do time que irá à Rússia em 2018. Não quer dizer que quem não está na lista não pode mais jogar, claro. É só uma análise de quem tem mais potencial para contribuir para o grupo. Jogadores como Ramires e Henrique, por exemplo, têm idade para continuar, mas não mostraram motivo para isso, então foram deixados de fora. Outros, por idade, também, como é o caso de Maicon, Júlio César e Maxwell.

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Quem está e pode ficar

Neymar, 22 anos, atacante

Neymar, o craque brasileiro (AP Photo/Felipe Dana)

Neymar, o craque brasileiro (AP Photo/Felipe Dana)

É claro que ele tem que ser o principal nome da geração e, salvo um imprevisto, estará em 2018. É o craque, terá 26 anos, provavelmente muito mais maduro e preparado para aguentar a responsabilidade de ser uma referência. Mostrou nesta Copa do Mundo que pode ser, além de um craque, uma liderança. Exerceu um papel importante nesse sentido, porque todos querem ouvir o craque. Não quer dizer que ele será capitão, mas um time precisa de líderes e é até melhor quando um deles é o principal jogador. Ele certamente estará em 2018 e é das apostas certas.

Oscar, 22 anos, meia

Oscar comemora o seu gol no primeiro jogo do Brasil na Copa (AP Photo/Ivan Sekretarev)

Oscar comemora o seu gol no primeiro jogo do Brasil na Copa (AP Photo/Ivan Sekretarev)

A Copa de Oscar ficou muito abaixo da expectativa. Por ele ser tão jovem, é normal que oscile e o erro do Brasil era depender demais da sua capacidade de criação. Faltou personalidade a Oscar, que se omitiu em muitos dos jogos. Isso é um problema que terá que ser trabalhado, talvez usando outro jogador como principal armador e deixando Oscar como coadjuvante mesmo desta função. Nesse início de trabalho depois da Copa, ele pode ser aproveitado, mas não como o principal criador do time. Para exercer esse papel, ele terá que provar que pode fazer isso. Será preciso procurar alternativas, mas ele tem futebol para estar no grupo e até ser titular, como um dos protagonistas inclusive, se souber trabalhar essas questões.

Bernard, 21 anos, atacante

Foi levado à Copa muito pelo que fez em 2013 pelo Atlético Mineiro e por ter entrado muito bem no time na Copa das Confederações. Não fez uma boa temporada no Shakhtar Donetsk e entrou mal na Copa, mas ainda é muito novo. Já mostrou que tem potencial, embora tenha mostrado muitas limitações nesta temporada na Europa e na própria Seleção. Precisa evoluir como jogador, mas tem que ser observado, até pelo que já jogou. E precisa jogar mais, inclusive no seu clube.

Paulinho, 25 anos, volante

Paulinho em jogo contra a Croácia (AP Photo/Andre Penner)

Paulinho em jogo contra a Croácia (AP Photo/Andre Penner)

A Copa de Paulinho foi muito abaixo do que se esperava e criou dúvidas sobre a sua verdadeira capacidade. Mas com o que já mostrou antes da Copa, apesar da má temporada no Tottenham, ele precisa ser observado. Pode ser um jogador fundamental se voltar a jogar o que sabe, porque seu futebol em 2012 e 2013 era de um dos melhores da posição no mundo. Precisa jogar mais (e melhor) no seu clube, seja ficando no Tottenham, seja procurando outra equipe. Em 2018,terá 29 anos, idade ideal para estar em grande forma física e técnica.

Willian, 25 anos, meia

Outro que não conseguiu atingir o que se esperava dele na Copa, Willian mostrou no Chelsea que tem bola para estar na Seleção. Precisa continuar mostrando isso no clube e mostrar mais personalidade na Seleção. É verdade que não teve as chances que poderia, mas também é verdade que entrou sem conseguir ter o impacto esperado. Terá 29 anos em 2018, o que significa que idade ele tem para estar na Rússia. Precisa mostrar mais futebol com a camisa da Seleção e mais personalidade. Potencial ele tem.

Marcelo, 26 anos, lateral esquerdo

Marcelo é um dos melhores do mundo atacando e melhorou muito no quesito defensivo, mas ainda mostrou como dá espaços. Assim como outros jogadores da Seleção, mostrou falta de preparo ao se desesperar quando o time estava perdendo e deixar sua posição desprotegida em busca de um gol. Precisa aprender a trabalhar isso, a marcar melhor e será pode ser peça importante da Seleção. Terá 30 anos em 2018, o que significa que tem muito a oferecer em tempo de serviço ainda. Até pela falta de outros bons laterais esquerdos, tem que continuar no time.

Luiz Gustavo, 26 anos, volante

Fez uma Copa do Mundo excelente até o jogo que esteve suspenso, contra a Colômbia. Contra Alemanha e Holanda, foi mais um a ir mal, mas é um jogador com potencial para ser um jogador importante por ali. Precisa ser melhor aproveitado, mas isso também vale para a maioria dos jogadores. Mostrou que pode ser um dos melhores jogadores dessa posição, fez muitos desarmes e certamente tem bola para continuar na Seleção.

David Luiz, 27 anos, zagueiro

É um grande zagueiro, indubitavelmente, e tem um potencial técnico para ser ainda melhor. Só que precisa dar um tempo da Seleção, ainda que os dois se magoem. Precisa entender que posicionamento é fundamental e um zagueiro não pode abandonar a sua posição. Raça e vontade são essenciais, mas não podem afetar aspectos técnicos. Por isso, poderia ser deixado de fora nos primeiros jogos pós-Copa, deixando a zaga da seleção ser formada por outros jogadores. Deve ser acompanhado de perto, até porque formará dupla de zaga com Thiago Silva no Paris Saint-Germain, mas precisa melhorar esses aspectos. Melhorando, estará entre os jogadores que vão à 2018, porque futebol a gente sabe que não falta a David Luiz.

Thiago Silva, zagueiro, 29 anos

Thiago Silva comemora seu gol contra a Colômbia. Agora pode chorar, capitão! (AP Photo/Manu Fernandez)

Thiago Silva comemora seu gol contra a Colômbia. Agora pode chorar, capitão! (AP Photo/Manu Fernandez)

É uma das referências do time e precisa continuar. Além de ser um dos melhores zagueiros do mundo, se não o melhor. Terá 33 anos em 2018, o que significa que poderá estar lá tranquilamente se estiver bem fisicamente. E mesmo que não chegue a 2018 por qualquer motivo, será fundamental na Seleção por um bom tempo ainda. Mostrou desequilíbrio emocional contra o Chile, mas continua sendo um craque e tem todas as características para ser um líder ainda melhor. Deve continuar a ser não só titular, como capitão. E pode ser fundamental para os próximos anos da Seleção.

Eles não estão na Seleção, mas podem estar, agora ou no futuro

Pensar no futuro não é só pensar em jogadores jovens, que terão idade em 2018 para brilharem. É preciso pensar também jogadores que podem ajudar no processo, que ajudem a amadurecer os que ainda virão, ou que são jovens demais para assumir o protagonismo, porque são eles que farão uma transição menos brusca, para que o time não precise fazer como foi o time de Mano Menezes. Claro, é preciso olhar para aqueles que são jovens e têm potencial para estarem na Seleção e isso também conta. Listamos aqui os nomes de jogadores que podem ajudar a Seleção nos próximos anos, a começar já depois da Copa.

Miranda, zagueiro, 29 anos

Felipão pode esnobá-lo, mas nós nunca faríamos isso com Miranda. A sólida defesa do Atlético de Madrid tem no brasileiro o seu principal nome (Foto: AP)

Felipão pode esnobá-lo, mas nós nunca faríamos isso com Miranda. A sólida defesa do Atlético de Madrid tem no brasileiro o seu principal nome (Foto: AP)

Como melhor zagueiro da última Liga dos Campeões e talvez o melhor da temporada europeia, ele merecia estar na Copa, mas Felipão preferiu não levá-lo. Não quer dizer que não pode ser convocado agora que a Copa acabou. Ele terá 33 anos em 2018, mas não se pode pensar só lá. No momento, ele é um jogador de nível internacional que pode contribuir muito para o time, para ajudar a desenvolver outros jogadores jovens. Aliás, pode ajudar mesmo David Luiz, que embora seja dois anos mais novo, ainda tem arroubos de desespero que Miranda não tem. Mesmo que não fique até 2018, ajudará o time nos próximos anos.

Filipe Luís, lateral esquerdo, 28 anos

A temporada de Filipe Luís foi tão boa no Atlético de Madrid que sua transferência para o Chelsea é dada como certa. Terá 32 anos em 2018, mas não é preciso pensar tão longe. Não há um lateral esquerdo confiável e Maxwell, que já tem 32 anos, pode dar lugar a Filipe Luís. Aliás, ele pode ser inclusive titular do time, porque mostrou futebol para isso. Marcelo terá que voltar a jogar bem e retomar a posição.

Alan Kardec, 25 anos

Cotado para defender a Seleção já na Copa do Mundo, Kardec mostrou no Palmeiras que pode ser um jogador útil. Não é nenhum gênio da camisa 9, mas é um atacante com mobilidade, que pode ajudar o time a se adaptar a jogar com um centroavante de vez em quando, mas não alguém tão fixo. Precisa jogar bem no São Paulo para poder ser chamado, mas é um jogador que merece ser observado, especialmente depois da alta rejeição de Fred e Jô nesta Copa.

Rafinha, meia, 21 anos

O meio-campista do Barcelona fez uma boa temporada no Celta e voltou ao clube da Catalunha. Sob o comando de Luis Enrique, ele deve ter mais minutos pelo clube azul e grená. É um jogador que tem potencial, que atua em uma faixa de campo onde o Brasil precisa de jogadores. É um meia, mas pode atuar mais recuado também, como um terceiro homem de meio, ou como meia central. É para ficar de olho se mostra futebol de nível internacional.

Lucas, atacante, 22 anos

Lucas, do PSG (Foto: divulgação)

Lucas, do PSG (Foto: divulgação)

Lucas terminou muito bem a sua temporada no Paris Saint-Germain, mas ainda precisa mostrar mais. Na temporada 2013/14, fez 53 jogos, marcou cinco gols e fez 18 assistências. É um jogador que cria muitas jogadas, tem velocidade e habilidade. Tem o desafio de ser titular em um time que tem Cavani, Lavezzi e Ibrahimovic. Tem potencial, tem habilidade e pode ser uma arma importante do Brasil, mas não conseguiu despontar com a camisa da Seleção. Merece ser observado e ganhar chances, se estiver bem, porque potencial ele tem.

Phillipe Coutinho, meia, 22 anos

Sua temporada no Liverpool foi excelente e foi um dos bons nomes do time no vice-campeonato da Premier League. É um meia,mas atua também como atacante. Fez 37 jogos na temporada 2013/14, marcou cinco gols e fez oito assistências. É um jogador para se ficar de olho, porque pode assumir uma posição no time já depois da Copa do Mundo, se tiver chance.

Casemiro, volante, 22 anos

O volante já foi muito criticado, por vezes com razão, mas é um jogador a ser observado para o futuro. Tem potencial e está no Real Madrid. Na última temporada, não conseguiu jogar muitas vezes. Jogou 25 vezes e fez uma assistência, mas quase sempre vindo do banco de reservas e entrando poucos minutos. Mesmo assim, é uma aposta do Real Madrid, e pode ganhar mais tempo em campo com a queda técnica de Xabi Alonso, por exemplo, além da sua própria evolução. É para ficar atento, um jogador que tem potencial para voltar ao radar da Seleção no futuro.

Danilo, lateral direito, 22 anos

Uma posição que o time está carente. Daniel Alves tem 31 anos e ainda pode jogar pela Seleção mais algum tempo, se o treinador quiser. Mas dado o seu desempenho, provavelmente precisará de um tempo. Danilo não fez a sua melhor temporada pelo time, mas é um jogador que vem tendo um bom desempenho de modo geral. Já atuou pela seleção, ainda é jovem e pode ser testado por ali.

Marquinhos, zagueiro, 20 anos

O zagueiro chegou a ser convocado para a Seleção e era até cotado para ser um dos convocados na lista final. Foi reserva na maior parte da temporada, mas mesmo assim fez 32 jogos no time. Perde espaço com a chegada de David Luiz e ainda é cotado para deixar o clube. Se especulou o Barcelona como interessado. É um jogador tecnicamente muito bom e foi um dos que foi bem pela seleção sub-21, no Torneio de Toulon, o que deixa o jogador ainda mais no radar para estar no time principal em breve.

Roberto Firmino, atacante, 22 anos

Roberto Firmino é destaque do Hoffenheim  (AP Photo/Martin Meissner)

Roberto Firmino é destaque do Hoffenheim (AP Photo/Martin Meissner)

Firmino se tornou o principal jogador do Hoffenheim há algumas temporadas. É um meia de origem, mas tem jogado como atacante na maioria das vezes. Pode fazer a função de criação de jogadas, mas se especializou em chegar bem ao ataque. Na temporada 2013/14, fez 37 jogos, marcou 22 gols e fez 16 assistências. É um jogador que pode, e deve, ser testado na Seleção.

Paulo Henrique Ganso, meia, 24 anos

Potencial a gente sabe que Ganso tem. Futebol ele não tem mostrado para estar na Seleção. Se conseguir ser um meia mais eficiente do que tem sido na maioria dos jogos, tem condições de ser testado de novo. Mas precisará de uma palavra-chave que tem faltado na maior parte da sua carreira: regularidade. Talento é evidente que tem, mas é preciso melhorar em muitos aspectos se quiser tem alguma chance de Seleção. Não só aprender a participar mais do jogo, a entrar no esquema de marcação, mas de ampliar o seu repertório. Ganso pode ser para o Brasil o que Özil foi para a Alemanha na Copa. Não é um craque, mas é muito útil. Mas precisa trabalhar pelo time e isso só o tempo dirá se é possível.

Alexandre Pato, atacante, 24 anos

Técnica ele tem, habilidade e talento também. Futebol é que tem faltado. Porque não só de habilidade e técnica se faz um jogador, é de alma, de saber participar, de entender como trabalhar pelo time. O seu início no São Paulo foi melhor do que vinha sendo no Corinthians, mas Pato está, hoje, longe de ser um jogador de Seleção. Se quiser sonhar com isso, e tem idade para acordar, pode ser um jogador útil. Longe do craque que um dia se projetou, mas com a enorme lacuna de centroavantes que o Brasil tem, se souber ser um jogador de futebol dedicado e entender como trabalhar para o time, pode voltar ao radar. Mas terá que trabalhar, e muito.

Lucas Silva, volante, 21 anos

O volante do Cruzeiro foi muito bem na campanha do título brasileiro da Raposa em 2013, foi para a Seleção sub-21 e se destacou. É um jogador de muita qualidade técnica, arma o jogo de trás, além de, claro, fazer o seu trabalho principal, a marcação. É um jogador de meio-campo que tem crescido de produção desde que chegou ao time principal e tem potencial para chegar à Seleção Brasileira.

Dória, zagueiro, 19 anos

Companheiro de zaga de Marquinhos na Seleção sub-21 que disputou o Torneio de Toulon, é um jogador alto, canhoto e de boa técnica. Se tornou titular do Botafogo nas últimas temporadas e é um dos melhores zagueiros jovens do país. Ainda comete falhas que um zagueiro de Seleção não pode cometer, mas é um jogador que claramente tem muito potencial. Por isso, vale ficar de olho.

Wendell, lateral esquerdo, 20 anos

O jogador ascendeu como um dos principais jogadores do Grêmio na Libertadores. É outro integrante da Seleção sub-21 no Torneio de Toulon e como essa é uma posição com poucas opções, deve ser bem observado. Vai jogar pelo Bayer Leverkusen na próxima temporada e é preciso olhar atentamente para o jogador, que tem bastante potencial para ir bem.

Gabriel Barbosa, atacante, 17 anos

Conhecido como “Gabigol”, é visto como a grande aposta do Santos. É um atacante, gosta de jogar centralizado, mas se movimenta muito. Pode jogar pelos lados ou até atrás de outro centroavante. Seu ponto forte é a finalização, com um chute muito preciso de pé esquerdo. Ainda é muito jovem, mas considerando o problema latente do centroavante do Brasil, pode ser olhado com bastante atenção.

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