A Seleção Brasileira apenas empatou com a Bolívia, em La Paz, por 1 a 1 e complicou suas chances de terminar as eliminatórias sul-americanas na frente da Argentina. Com o resultado, o Brasil chegou a 31 pontos e pode ser superada pelos argentinos, que ainda tem pela frente o Peru, na noite deste domingo.

O plano de Carlos Alberto Parreira era vencer a Bolívia para abrir vantagem de dois pontos, mas o gol de Jose Castillo, logo no início do segundo tempo, pôs o plano por água abaixo. Mesmo assim, ele poupou oito titulares – Dida, Cafu, Juan, Roberto Carlos, Emerson, Kaká, Ronaldinho e Ronaldo.

“A idéia era ganhar o jogo e tínhamos condições de fazer isso, mas foi difícil e a Bolívia complicou. Foi uma partida atípica”, afirmou o técnico.

A Seleção abriu o placar aos 25 minutos, em cobrança de falta milimétrica de Juninho Pernambucano. Ele, que havia treinado tiros de fora da área antes do jogo, colocou a bola no ângulo superior esquerdo do goleiro. Ela bateu no travessão e rebateu na cabeça de Aicas antes de entrar.

Apesar da superioridade brasileira, o ataque não conseguiu converter em gol o domínio. Aos poucos, a altitude começou a fazer efeito e o desempenho brasileiro caiu. Foi aí que apareceu o goleiro Júlio César, que fez pelo menos quatro defesas importantíssimas.

O gol boliviano saiu em uma das jogadas que Parreira classifica como a principal arma da seleção andina: “Eles aproveitam bem as bolas cruzadas nas costas da defesa adversária”. Pachi cruzou para Botero, que tocou de cabeça para Castilho finalizar quase caindo.

Parreira chegou a testar Alex, Júlio Baptista e Gustavo Nery, mas nem o fôlego dos jogadores que entraram no decorrer do segundo tempo ajudou a trazer a vitória para o Brasil.