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Briga generalizada no clássico uruguaio acaba em violência também fora do estádio

As atitudes dos jogadores em campo costumam influenciar bastante o que os torcedores fazem fora dele. Para o bem, mas também para o mal. Nesta segunda-feira, Nacional e Peñarol se enfrentaram em um torneio de verão na pré-temporada uruguaia. O clássico, porém, acabou em pancadaria dentro de campo. E também fora dele. Nos arredores do Estádio Centenário, torcedores rivais entraram em confronto, danificaram veículos, apedrejaram um ônibus e também brigaram com a polícia. Cinco pessoas foram presas e um policial ficou ferido durante a confusão.

A pancadaria no dérbi aconteceu já aos 35 minutos do segundo tempo. Em uma disputa de bola, Carlos Núñez acertou Guillermo de lós Santos. O suficiente para que os jogadores começassem a trocar sopapos. Quando a briga já estava sendo separada, Estoyanoff acertou um soco em Pablo Álvarez, direto no queixo. A deixa para que o clima voltasse a esquentar e só fosse acalmado depois de mais de um minuto, depois que a comissão técnica e a polícia já estivessem em campo. No fim, dois expulsos para cada lado e a classificação do Nacional à decisão da competição, após a vitória por 1 a 0.

E a maior lucidez sobre tudo o que aconteceu foi demonstrada pelo atacante Iván Alonso, o autor do gol do Nacional: “O que aconteceu no final foi embaraçoso. Nós, como jogadores, não podemos exigir que não existam atos de violência fora do estádio quando fomos responsáveis pelo ato embaraçoso que oferecemos hoje durante a partida. Eu me sinto envergonhado”. Consciência que, infelizmente, nem sempre é partilhada por todos.