O Liverpool segue como um time que não consegue se manter em vantagem no placar. O brilho individual de Mohamed Salah no ataque não compensa a falta de segurança da equipe na defesa, individual e coletivamente. Neste sábado, o time teve dificuldades em criar, conseguiu sair na frente e acabou tomando o empate do Chelsea, graça a uma combinação de sorte e falha do goleiro dos Reds. O placar de 1 a 1 acabou refletindo bem o que aconteceu no jogo. Nenhuma das duas equipes foi tão melhor que a outra.

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Os dois times entraram com escalações bastante modificadas, depois de um meio de semana de Champions League. O Liverpool deixou Roberto Firmino e Sadio Mané no banco. O técnico Jürgen Klopp colocou Daniel Sturridge no ataque, além de Alex Oxlade-Chamberlain em um dos lados do campo. Philippe Coutinho atuou no meio-campo, onde tem sido o seu lugar no time.

Do lado azul, o Chelsea foi escalado com uma linha de muitos marcadores no meio-campo: Danny Drinkwater, Tiemoué Bakayoko e N’Golo Kanté. Com isso, o técnico Antonio Conte tentava conter justamente a qualidade do Liverpool no meio-campo criativo, ao mesmo tempo explorar os seus problemas de marcação colocando Eden Hazard à frente, com liberdade para se movimentar pelo campo em busca da bola.

O problema para o Chelsea foi ver o Liverpool com a posse de bola e com paciência para trabalhar as jogadas em busca do gol. O Chelsea era perigoso e parecia exatamente o que precisava fazer para chegar ao ataque, mas chegava pouco. Mesmo assim, foi mais perigoso que os Reds no primeiro tempo.

No segundo tempo, o Liverpool ficou alojado no campo de ataque, tocando a bola, enquanto o Chelsea fechava os espaços. Se o time de Londres, visitante, levou mais perigo no primeiro tempo, no segundo o Liverpool parecia mais organizado e paciente para chegar ao gol. Trabalhou a bola e aproveitou uma falha na marcação para abrir o placar.

Aos 20 minutos, em uma troca de passes pelo meio, Salah tocou para Coutinho, que tentou devolver. Bakayoko não conseguiu cortar, só tocando de leve na bola, e Oxlade-Chamberlain deu um toquinho de bico de chuteira para Salah vencer a marcação, sair na cara do gol e tocar para marcar 1 a 0. O atacante não comemorou em função do atentado que vitimou centenas de pessoas no Egito, além do Chelsea ser seu ex-clube.

O gol mudou um pouco o panorama do jogo. Antonio Conte, vendo que o caldo tinha engrossado, mudou a formação do time. Tirou Danny Drinkwater e colocou Cesc Fàbregas; depois tirou Tiemoué Bakayoko para colocar o atacante Pedro; por fim, tirou o ala Daide Zappacosta e colocou Willian. Foi deste último que o empate saiu.

O Chelsea era mais presente no ataque e o Liverpool, estranhamente, tentou se defender. Não costuma fazer isso muito bem e o caso o meio de semana deveria explicitar isso. Afinal, contra o Sevilla na Champions League, o time saiu vencendo por 3 a 0 e cedeu o empate. Sofrer gols é uma constante para o time. Mesmo assim, a postura do time foi tentar segurar o resultado e os ataques rarearam.

O gol de empate do Chelsea chegou com um pouco de sorte e um pouco de falha. Willian recebeu pelo meio, driblou para o lado direito e tentou o cruzamento, que acabou indo direto para o gol. O goleiro Simon Mignolet demorou a reagir e acabou até tocando na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse.

Com o gol de empate saindo no final, aos 40 minutos, não houve muito tempo para reação. O Liverpool até tentou, é verdade, mas chegou pouco à frente, menos ainda com perigo. O empate, no fim, acaba sendo uma representação do que foi o jogo. Nenhum dos times jogou o suficiente para vencer. O empate acaba ficando de bom tamanho.