A transferência de Gianluigi Buffon ao PSG parecia uma surpresa inicialmente, mas o goleiro se apresentou em Paris e terá um desafio importante neste início de trajetória. O Paris Saint-Germain tem a ambição de ir além do título nacional, da Ligue 1, e fazer um papel melhor na Champions League. Apesar disso, o goleiro evitou falar em uma obsessão para ganhar a principal competição do continente. Na sua apresentação, nesta segunda-feira, em Paris, o goleiro falou sobre os desafios e até arriscou-se em francês em alguns momentos.

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Champions League

“Eu comecei a buscar o título da Champions League por mais tempo que o PSG (risos). Mas eu não acho que essa é a minha obsessão ou do PSG. Eu acho que as condições estão aqui para melhorar a mim mesmo, como jogador e como pessoa, o que não é secundário. E ei acredito que eu possa ajudar a garantir que o PSG possa melhorar um pouco mais no campo, então pode almejar objetivos maiores. Mas quando uma temporada começa, você não pode pensar que a Champions League é o seu objetivo, você seria completamente louco e nós não somos loucos”.

Titular?

“Eu sempre fui o número, sim, no clube ou na seleção, e ninguém me disse a priori que eu seria titular. Eu sempre ganhei meu status de número um no campo. Eu acho que o esporte é isso, a competição é isso. Eu tenho 40 anos, mas eu tenho sorte de estar em perfeita saúde. Para atingir esses resultados, você precisa da ajuda de todo mundo, todos mesmo. Os 25 jogadores e todos os membros do clube. Eu acho que todos encontram espaço, em uma temporada, para ter um papel importante e ser protagonista. Eu farei tudo para colocar os meus companheiros nas melhores condições. E também quero mostrar que eu sou um bom goleiro, e tenho certeza que farei isso”.

“Meus 40 anos são como 33 de um jogador de linha”

“Eu parei de fazer esses cálculos. Porque quando eu tinha 30 anos, eu pensei que tinha mais dois ou três anos pela frente. Quando eu tinha 34, eu pensei que tinha um ou dois, no máximo. Quando eu tinha 36, 38 e agora 40. E ainda este ano, eu joguei pela seleção e quando nós jogamos na seleção, é porque estamos no mais alto nível. Eu quero jogar enquanto eu me sentir bem e enquanto eu mostrar que eu estou entre os melhores. Meu papel é diferente e menos cansativo que um jogador de linha, então meus 40 anos são como 33 para um jogador de linha”.

Primeira experiência fora da Itália

“Eu joguei 10 anos no Parma e 17 na Juve. E durante esses anos na Juventus, eu estava em uma zona de considerável conforto. Eu sempre procurei por desafios. Como jogador e como pessoa. E hoje eu fiz o primeiro treino com o PSG, com tantos jogadores novos e que falam outra língua, mas nós entendemos uns aos outros, eu fiz esforços, nós também rimos, foi realmente bom. A vida deveria ser assim, com horizontes amplos, conhecer outras culturas, outras pessoas, outros amigos, e eu não poderia dizer não, mesmo aos 40 anos”.

Entusiasmo de criança

“Eu cheguei à Juve aos 23 anos, eu tinha uma experiência mais limitada, eu tinha conhecido apenas o Parma. A Juve gastou muito dinheiro em mim e eu senti alguma pressão. Hoje, eu chego a Paris com o entusiasmo de uma criança”.

Identidade do PSG

“Eu acompanhei o PSG nas últimas três temporadas, eu estava muito curioso para ver o time com todos esses grandes nomes, todo esse talento, que não pôde dar esse pequeno passo adiante. Eu acompanhei com interesse. Eu acredito que todas as coisas levam tempo. Paris está constantemente progredindo. A identidade do time depende muito do técnico. Eu acho que os times que você vê em campo são a cara e a personalidade do técnico”.

Ligue 1

“Eu conheço o filho de Thuran muito bem, eu joguei com Lilian por 10 anos, agora vou jogar contra o filho dele. É uma liga que, graças ao PSG, se tornou muito mais seguida fora do país. E há clubes com grande tradição, como Lyon, Saint-Étienne, Marseille, Bordeaux. Jogar nesses estádios será uma boa experi6encia, eu tenho certeza”.